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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Filatelia LIV : selos clássicos alemães


Dos 16 estados alemães e cidades hanseáticas, o primeiro a emitir selos foi a Baviera, a 1 de Novembro de 1849, logo seguida, em 1850, pela Prússia, Hanover, Sachsen e Schleswig-Holstein. A partir de 1872, foi feita a reunificação postal e os selos passaram a ser os mesmos, para todo o território germânico, muito embora a Baviera e Würtemberg tenham mantido emissões próprias até ao ano de 1920, cumulativamente.
As emissões de selos comuns, a partir de 1 de Janeiro de 1872, ostentavam a indicação de Deutsches Reich. E traziam, em relevo, o escudo alemão com a águia imperial. A emissão inicial tinha o escudo em tamanho pequeno, mas a emissão seguinte já ostentava um escudo maior, e os selos eram de cores diversas, consoante o valor das taxas. São alguns destes selos, da primeira e segunda emissão, que se mostram na imagem.

domingo, 14 de outubro de 2012

Clássicos, qualidades e o homem comum



Diz-me quem conhece a língua, ou acordámos o facto entre nós, que o título da obra-prima do austríaco Robert Musil (1880-1942), em alemão "Der Man ohne Eigenschaften", terá sido mal traduzido para português, através de "O homem sem qualidades" (da Livros do Brasil, versão de Mário Braga). Seria mais correcto intitular-se O Homem banal, ou seja, aquele que não se distingue dos outros, que passa despercebido. Uma espécie de homem comum ou anti-herói que é, no fundo, o tema da obra de Musil.
Quanto aos heróis clássicos a questão é mais complexa. Creio, por exemplo, que toda a gente concordará no facto de Ulisses ("A Odisseia", de Homero) ser o mais popular dos heróis gregos clássicos. Ultrapassando em larga medida Ájax ou Aquiles que, apesar de tudo, têm um comportamento mais cavalheiresco. Talvez porque Ulisses fosse o homem dos mil artifícios, mais industrioso a resolver os problemas mais complicados (Polífemo, o canto das Sereias, Calipso, os pretendentes de Penélope...), através de soluções improvisadas, mas argutas. Muito de homem comum, em relação aos aristocráticos Ájax e Aquiles, que também tinham qualidades.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Editar os Clássicos


Muito recentemente, tive conhecimento da patriótica e louvável iniciativa da Real Academia Española de começar a editar os clássicos nacionais. Desde La Celestina, Cantar de Mio Cid, ao Milagros de Nuestra Señora, de Berceo, as principais obras-primas castelhanas irão ter reedições. Respeito, divulgação aprofundada e amor à língua, terão sido os motivos principais da Academia. Cada geração de espanhóis - julgo poder afirmá-lo, sem exagero - teve oportunidade de ter, no seu tempo, à mão e ler os seus maiores. Ao contrário de Portugal, infelizmente. Quantos dos nossos clássicos estarão acessíveis (não esgotados e a preços módicos) ao público leitor, hoje?
Tirando a colecção de Clássicos Sá da Costa (parcial e limitada), iniciada nos anos 40, a estratégia (embora um pouco desordenada e muito incompleta) semelhante da Imprensa Nacional, nos anos 80, durante o consulado de Graça Moura, desde o séc. XX que não há um plano de divulgação alargado, com a publicação das nossas obras e autores maiores. Visão estreita de quem tinha a obrigação de a apoiar e incentivar, até por uma questão de saudável patriotismo. O declínio dos estudos dos Clássicos e leituras, no Ensino oficial, são o sintoma mais evidente deste desamor e desleixo nacionais que grassa e se vai prolongando, sempre.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Por várias razões...





...e, sobretudo, por algumas das palavras do discurso de Albert Finney.