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terça-feira, 16 de setembro de 2025

Robert Redford

 


Há nomes de actores no genérico de filmes que são garantia prévia, para mim, da qualidade da película.
Robert Redford (1936-2025), falecido hoje, era um desses raros nomes.
Mas bastaria referir duas obras para reavivar e perpetuar a sua memória: The Sting (1973) e Out of Africa (1985).



quarta-feira, 30 de julho de 2025

Da leitura 62


Por aqui se hão-de ver algumas diferenças de dois celebrados realizadores do cinema italiano:

 


" A 9 de Maio de 1962 iniciam-se em Roma as filmagens de 8 e 1/2 de Federico Fellini (1929 -1993). Cinco dias mais tarde começam na Sicília as de O Leopardo, de Luchino Visconti (1906-1976). Ambos os filmes se acabam em Outubro desse ano. (...) Visconti programou tudo. Fellini deixa-se levar pelas circunstâncias. Tudo opõe Luchino Visconti e Federico Fellini. (...) No cenário de Fellini reina a confusão. Sem ruido este último perde a sua calma e a sua inspiração. Com Visconti, o silêncio é de rigor, e a sua equipa vive no temor de o pertubar."

Samuel Blumenfeld, in En 1962, l'apogée du cinema italien (Le Monde, 11 de Julho de 2025).

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Testemunho




Os instantâneos pertencem a um portefólio singular que atesta a relação amistosa  e recíproca de Hitchcock/Truffaut. As fotos são dos anos 60 do século passado e foram tiradas por Philippe Halsman, fotógrafo membro da Agência Magnum.





domingo, 1 de dezembro de 2024

Impromptu 78


Uma sequência, quanto a mim, admirável! Não fosse o ritmo alucinante da Dança Húngara nº 5, de Brahms, a acompanhar...

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Ao Princípio de Peter

 
Tenho pena que alguns dos actores de cinema que eu mais apreciava, pela sua qualidade e facilidade de representação, se tenham transformado, com o tempo, em cabotinos e canastrões estereotipados, muitas vezes, copiando-se a si mesmos, no estiloo de desempenhos. Cito alguns exemplos flagrantes: Jack Nicholson, Robert de Niro, Morgan Freeman e Al Pacino.
(Felizmente que ainda não perdi o sentido crítico!...) 

domingo, 4 de agosto de 2024

Divagações 196

 

Não é muito frequente, ao reler um livro ou rever um filme, eu encontrar-lhes o sabor de outrora. O tempo faz-lhes perder a frescura inicial, habitualmente, ou o meu cepticismo acentuou-se com o tempo, e já não perdoo os rodriguinhos ou a palha excessiva do entremeio...
Voltei a ver hoje, sem enfado, o North to Northwest (1959), de Alfred Hitchcock (1899-1980) que, do meu ponto de vista, pertence ao triénio dourado do realizador britânico: Vertigo (1958) e Psycho (1960), em volta que eu diria suprema. O elenco era muito bom, também.
Mas as cenas de Cary Grant (1904-1986) acossado e atacado no descampado, ou as peripécias no Monte Rushmore não deixam de ser inesquecíveis e geniais, para a história do Cinema.

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Bibliofilia 214

 

Hesitei ao decidir incluir este livro Dictionary of Film Quotations, de Tony Crawley, editado em 1994, na rubrica Bibliofilia do Arpose. Foi baratíssima a obra usada, mas tem-me sido útil para localizar algumas tiradas célebres da história do Cinema. Os bons cinéfilos não precisariam deste guia para situar algumas frases icónicas de actores conhecidos que marcaram alguns dos seus filmes. Algumas palavras também eu as decorei, e aqui as deixo, no inglês original, com o nome dos artistas que as disseram. Fica, para os cinéfilos que visitem o poste, o exercício de adivinharem o nome do filme em que foram pronunciadas. Aqui vão:

1. Louis, I think this is a beginning of a good friendship.  Humphrey Bogart (1899-1957).

2. My name is for my friends.  Peter O'Toole (1932-2013).

3. Go ahead, make my day! Clint Eastwood (1930).

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Certificação


É simples, de comprovar.
Se um filme sério, numa cena dramática, me faz rir, compreendo que estou frente a um exemplar tipo-Ed Wood (1924-1978). Quero eu dizer: uma película com canastrões de terceira ordem (da categoria de Schwarznegger, Seagal, Stallone, Stiller, van Damme...) no desempenho, e produzido por um relizador medíocre.

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Rarezas



De longe a longe, os norte-americanos -  por entre a profusão habitual de tiros, pancadaria e violência -  exportam um filme de qualidade. Ainda que seja de um realizador que nasceu no estrangeiro. Neste caso vertente, Bruce Beresford (1940), australiano de origem, mas que trabalhou principalmente na América. E o filme que congregou a minha atenção foi Driving Miss Daisy (1989). Boa película. A opção por Jessica Tandy (1909-1994) e Morgan Freeman (1937) foi uma óptima decisão de Beresford. Dois grandes actores.
Gostei muito de (re)ver o filme.

sexta-feira, 17 de junho de 2022

Jean-Louis Trintignant (1930-2022)




Seria difícil excluir o afecto das memórias que Trintignant me despertava, por alguns dos filmes que dele vi. Mas destacaria dois, particularmente: A Ultrapassagem (1962), do realizador italiano Dino Risi, e do polaco K. Kieslowski, o filme Vermelho (1994), com o actor francês, que faleceu hoje.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Miscelânea cinéfila de Ano Novo


O nevoeiro de Amarcord (1973), de Federico Fellini, filme que vi ontem, fragmentariamente, antecipou-se em premonição curiosa à neblina de hoje, real. A mesma nebulosidade e mau tempo que aparecem no final de Casablanca (1942), na altura da partida do avião para Lisboa, que também passou na TV. Nos filmes, porém, tudo parecia arrumado nos seus lugares. E limpo.
Não era o caso da javardice que vi, esta manhã, em volta dos contentores do lixo, quando saí  para comprar o jornal. Tive mesmo que contornar os equipamentos, para poder meter embalagens, garrafas e papéis pela abertura dos contentores. Pelo chão, móveis partidos a monte, um grande espelho quebrado, chinelos rotos, e até 2 pneus ao deus dará...
O sentido de limpeza parece ter desaparecido desta gentinha composta de Brutti, sporchi e cattivi (1976) que parece cada vez mais alastrar pelas nossas sociedades ocidentais... Também Ettore Scola se foi antecipando, retratando em filme a javardice e as porcas maneiras, em todo o sentido por este mundo fora.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

O direito à diferença...



Não há nada como as instituições programarem desde cedo as gerações, formatando-as de forma a que não provoquem, no futuro, alterações ao status quo. A clonagem à estupidez natural é, assim, uma garantia de estabilidade para os poderes institucionais invisíveis se perpetuarem no tempo... 


Nota: o título é da contracapa do jornal Público de hoje.

domingo, 24 de outubro de 2021

Osmose 122


Nunca, com a extrema nitidez minimalista de ontem, eu lhe tinha notado e sentido os sinais físicos, na pele. Do frio. Quase inconscientemente fui buscar a camisola de caxemira para me agasalhar. Mais tarde, talvez por volta das 18h30, comecei a sentir os pés a arrefecer. Ambos, enquanto me sentara a ver o Dossiê Pelicano (1993), de Alan J. Pakula, com o jovem Denzel Washington e a ainda muito mais nova Julia Roberts. Depois, foram as mãos: primeiro a esquerda; e aí uns vinte minutos a seguir, a mão direita a ficar fria. O Outono tinha marcado presença, pré-anunciando o Inverno que viria a seguir. De forma indesmentível, apesar do Verão de S. Martinho andar  por aí, com o seu solzinho ameno enganador...

terça-feira, 5 de maio de 2020

Um CD por Mês (13)



Para quem é apenas um mero amador e não um conhedor esclarecido da matéria, torna-se difícil classificar, muitas vezes, um compositor na categoria de clássico, quanto à musica que faz, ou apenas  situá-lo como um mero autor de música ligeira. Nas bandas sonoras de muitos filmes, o problema francamente é acrescido. E se não tenho dúvidas quanto à extrema qualidade da música de Nino Rota, que enriqueceu grande parte da filmografia de Fellini, arriscaria também a classificar o polaco Zbigniew Preisner (1955) como um clássico, pela sua colaboração musical nos filmes de Krzysztof Kieslowski (1941-1996).


Seja como for, o triplo CD que me ofereceram, aqui há uns bons anos atrás , encheu-me de alegria quando o recebi, e ouvi-o inúmeras vezes, depois. Até porque eu tinha gostado imenso da trilogia Cores do realizador polaco Kieslowski, e não menos da banda sonora dos 3 filmes.
E se esta temática do Arpose foi inicialmente pensada, por mim, para ser preenchida por leves apontamentos pessoais e gravações de música erudita, não tenho o menor escrúpulo em incluir as obras musicais lindíssimas de Preisner, no CD deste mês de Maio de 2020, pela sua alta qualidade - na minha modesta opinião...
O registo dos 3 CD foi feito em Varsóvia (Studio S4), em 2003.


sexta-feira, 1 de maio de 2020

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Lembrete 74


Hoje, às 16h00, no Canal Hollywood, o filme Grand Budapest Hotel. A não perder.

domingo, 29 de dezembro de 2019

Em aditamento à leitura de Graham Greene


É sabido como muitos dos romances de Graham Greene (1904-1991) tiveram adaptações ao cinema, algumas vezes com a colaboração prestimosa do escritor. E com grande sucesso de audiência.
Já depois de alguns re-comentários que fiz ao anterior poste sobre a leitura do livro Pago para Matar, dei-me conta, no meu banco de imagens do arquivo do Arpose, do belo cartaz que apoiou o lançamento do filme homónimo, em 1942. Interpretado por Veronika Lake e Alan Ladd, a película foi realizada por Frank Tuttle.
Em 1991, houve uma nova versão (remake) do romance, com interpretação de Robert Wagner e realização de Lou Antonio.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Lang e Tati


A meio termo entre Metropolis (1927), de F. Lang, e Há Festa na Aldeia (1951), de J. Tati, ficaria talvez a Aldeia da Roupa Branca (1939), de Chianca e Beatriz, que poderia ser o aeroporto Sá Carneiro, no Porto, por onde também passámos, antes de regressarmos a Lisboa, provenientes, desta vez, do Luxemburgo.
O aeroporto da capital do Grão-Ducado reconciliou-me com o mundo das viagens aéreas, pela sua pacatez e dimensão humana, pelo seu serviço simpático. Sobretudo, depois de passar pelo inferno sofisticado e kitsch de Frankfurt, que me lembrou Fritz Lang ou, à volta, pela canhestrice lusitana mal-educada e parola das tias tripeiras da TAP-Porto, no check-in.
Foram quase duas horas luxemburguesas de cidade de província, com todos os aconchegos felizes, essas que nos repousaram e robusteceram de esperança, humanidade e fé nos outros, enquanto esperávamos o avião que nos traria de novo para Portugal. A destoar, apenas um bando de jovens africanos, acantonados em local à parte, que pareciam esperar a deportação - mas o mundo não é perfeito, já o sabíamos.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Coreografias literárias

"... Uma noite, no Vikings, comi frango com airelas enquanto uma orquestra tocava a melodia em voga: Pagan love song. Sabia que o festim não me houvera maravilhado se não fosse excepcional. A própria modéstia de meus recursos servia a minha felicidade. ..."

Simone de Beauvoir (1908-1986), in pg. 14 de La force de l'âge (1960).




Comentário: quero crer que a canção homónima, que encantou Simone de Beauvoir, tenha sido menos kitsch do que esta coreografia do filme de Robert Alton (1906-1957), com o mesmo título, em que entrava Esther Williams (1921-2015) que, normalmente, representava a nadar...



quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Das ferramentas


Do clip publicitário de Scream and Scream again (1969):

Os dentes são de uma vital importância no equipamento de um actor de cinema. Eu tenho em casa cerca de 30 escovas de dentes e conservo sempre um bom suprimento delas em estúdio.

Peter Cushing (1913-1994).