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domingo, 2 de novembro de 2025

Memória 156

 


Só tarde compreendi a importância dos rituais na memória dos tempos. Da chegada dos pequenos morangos de Maio, do quintal da minha Tia, da escolha da lagosta, na Póvoa, em meados de Agosto, o piquenique campestre na Citânia de Briteiros, presidido pela majestática D. Laura Costa, por Setembro, a montagem da fabriqueta familiar e doméstica, na garagem, para o fabrico da massa de tomate para os arrozes de Inverno, e em finais de Outubro o fabrico da marmelada, nos grandes tachos de cobre dourado, e da geleia translúcida.
Este ano calhou mais tarde: foi por Novembro adentro. E muito bem ficou!

sábado, 22 de novembro de 2014

A infância é um território inocente e verdadeiro


Perante as notícias que, hoje, fazem a primeira página dos jornais portugueses, qualquer poste é uma minudência inútil, o avo que, nas palavras cruzadas, ocupa o espaço de três casas.
Um artigo, que li no TLS, sobre as casas pré-históricas da Inglaterra garantia que, ao contrário das europeias do Continente, elas eram circulares, na sua forma; bem como afirmava que as portas de todas elas estavam viradas a sudeste, por causa do Sol e do acordar dos seus habitantes. Se, sobre esta última afirmação, eu nada tenho a contradizer, já sobre a circularidade única das pré-históricas palhotas britânicas, posso contraditar que, também na antiga Lusitânia, a forma dos casebres era circular. Até porque as visitava, na Citânia de Briteiros, nos setembros da minha infância, em piqueniques familiares tradicionais que se faziam, na proximidade do parque arqueológico. E lembro-me bem delas...
Para quem as não conheça, aqui vão na imagem que antecede este poste.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Cidade Capital de Cultura 2012 / Fastos vimaranenses XIV : fora de portas




Não ficaria de bem comigo, ao acabar esta rubrica, se não alertasse o eventual visitante de Guimarães, no próximo ano de 2012, em que será Capital Europeia de Cultura, para dois locais que, não estando integrados na cidade, lhe estão próximos e, por várias razões, também associados. Refiro-me à Montanha da Penha (cerca de 650 metros, acima do mar) com fauna e flora próprias, um sóbrio Santuário mariano, várias grutas interessantes e dois simbólicos monumentos: ao papa Pio IX e, outro, em homenagem aos aviadores Gago Coutinho e Sacadura Cabral. A Penha é um lugar ameníssimo, nos quentes dias de Verão, e tem um teleférico recente e moderno que transporta, rápidamente, os visitantes até ao cimo da montanha. Por outro lado, a cerca de 15 quilómetros de Guimarães, e pouco depois das Taipas, a Citânia de Briteiros, restos, reconstituídos em parte, do que foi um povoado primitivo (provavelmente datado de 200 ou 300 anos a. c.) que é o prolongamento prático do Museu Martins Sarmento. Foi, aliás, este arqueólogo vimaranense que descobriu a Citânia, e começou a pô-la a descoberto, em 1875. E os objectos, lá encontrados, constituem grande parte do acervo do Museu. Destaque para a estela funerária a que deram o nome de "Pedra Formosa", que é o ex-libris do Museu Martins Sarmento.