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domingo, 8 de março de 2026

Mercearias Finas 216

 

Devia ser por esta altura do ano que aparecia, por essa minha cidade de província, e no antigamente, o ciclista de cornetim a anunciar os peixes de rio, que trazia no cesto. Eu não os apreciava por aí além... Tinham pouco sabor e muita espinha. E, tirando a lampreia, pouco dava por eles. Bastou-me, depois, uma muge do Guadiana, que comprei em Mértola, barata é certo mas desenxabida de todo, e que HMJ cozinhou o melhor que pode.
No mercado, ontem, a banca da Ângela não estava no seu melhor, mas não tão pobre como nos dias da tempestade ("... não vás ao mar, Tóino..."). Por desforço profissional, ela quis mostrar-me dois magníficos sáveis do Mondego que deviam estar pejados (rica açorda!), mas custavam 29,80 euros o quilo. Para não vir de mãos a abanar, trouxe uns choquinhos com tinta, que estavam frescos e em conta.

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Mercearias Finas 203

 

Ultimamente, os cornichons* têm vindo à nossa mesa, com alguma continuidade alimentar. Provei-os, pela primeira vez, em Bona, numa esplanada de agosto dos anos 60, junto à câmara da então capital alemã, acompanhando um bife à moda germânica (Frikadelle) com batatas fritas bem estaladiças. Bebi cerveja Kölsch, na altura. E gostei de tudo.
Agora acompanham muito bem uns filetes de pescada, muito bem escalpelados pela Dona Leonor da banca do Monte. A salada russa vem à maneira, fresca, de outro lado. Hoje, como os linguados estavam a 26, 95 euros, o quilo, quedamo-nos pelos chocos a 16 e pelo polvo mediano, em tamanho, a 14, que tinha muito bom aspecto.
Como sempre, dispensámos a perca do Nilo e o salmão da moda...

* pequenos (estes) pepinos agridoces.