Mostrar mensagens com a etiqueta Chipre. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Chipre. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 20 de março de 2013

Apontamentos 2: O desconcerto



Há jornais nacionais e europeus, como o DIE WELT, que, na ânsia de modelarem a cabeça dos cidadãos à semelhança dos políticos de 3ª escolha, que nos governam, evidenciam as flagrantes contradições do sistema financeiro e político.
Com efeito, depois do "tiro nos pés" com o congelamento dos depósitos na Ilha de Chipre, parece que nenhum político, participante em semelhante façanha, quer assumir as suas responsabilidades. 
Ora, segundo consta, não foram os "anõezinhos de Colónia" que andaram a cozinhar tamanho desaguisado durante a noite.
Depois, no mesmo jornal alemão, falava-se, embora num lugar meio escondido, das semelhanças entre a Ilha de Chipre e o Luxemburgo, com um modelo de negócios a ultrapassar em muito a capacidade económica do país. Como vem sendo costume, os jornalistas do DIE WELT esqueceram-se de um pormenor importante, i.e., o facto de serem cidadãos da Alemanha que carregam os seus depósitos para o Luxemburgo. A proximidade geográfica deve ser o único motivo, certamente.
Num lugar ainda mais escondido, e em flagrante contradição com a "lenga-lenga" habitual dos prevaricadores dos Sul, surgia a imagem acima - W. Schäuble no seu maior - e a noticia de que "graças à crise da dívida, Schäuble poupa" pelo menos 15 biliões de euros. 
Grande negócios à custa dos preguiçosos !
Por cá, não podia faltar a cereja no bolo, pela mão do Diário Económico, a citar um conselheiro sinistro. Parece, então, que Nogueira Leite chegou à brilhante conclusão de que "o povo se sente engando" (!)
Como dizia F. Assis Pacheco: "Não posso com tanta ironia".

Post de HMJ 

terça-feira, 19 de março de 2013

Cuidado com os ilhéus!


Referia eu, há dias, em título de poste (8/3/13), "Tamanho não é problema", esquecendo-me em absoluto de algumas pequenas ilhas cujo poder virtual ultrapassa largamente a sua pequenez territorial. Bastará referir Cuba e a Madeira que tantas dores de cabeça deram aos Estados Unidos e Portugal, para se perceber o que quero dizer. Pois agora foi a vez de Chipre, uma espécie de jangada bancária do Mediterrâneo que, mercê de uma ínfima taxação nos depósitos bancários, fez atrair ao seu pequeno território grandes fortunas russas e britânicas. Pois os senhores da Rússia e o sr. Cameron não devem ter dormido bem, esta noite.
O Parlamento cipriota prepara-se para votar e agravar (ou não), hoje, legislação que poderá fazer aumentar brutalmente os impostos sobre estes depósitos milionários. Até o sr. Schäuble tem andado nervoso, na sua confortável cadeira de rodas alemã. Ora, vejam só, como uma pequena ilha e os seus ilhéus endiabrados podem incomodar os seus gigantescos vizinhos!...
Ainda bem que as Berlengas não são uma off-shore e o seu faroleiro residente é um homem pacato e não tem poderes legislativos!... Já nos basta o sr. Jardim da Madeira, para nos incomodar e tirar o sono continental.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Para que conste

É apenas um fait divers, mas sintomático da sabedoria dos americanos, no tocante a Geografia. Eu sabia como é  cândida, um pouco tosca e ignorante a rural alma americana e, às vezes sorria, comovido, pela sua ingenuidade quase pueril.
Acontece que o Arpose teve hoje, e pela primeira vez, uma visita de Chipre, Nicósia, mais concretamente. E o sitemeter americano, em toda a sua candura situou Chipre, e a proveniência da visita, na Ásia...