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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Lang e Tati


A meio termo entre Metropolis (1927), de F. Lang, e Há Festa na Aldeia (1951), de J. Tati, ficaria talvez a Aldeia da Roupa Branca (1939), de Chianca e Beatriz, que poderia ser o aeroporto Sá Carneiro, no Porto, por onde também passámos, antes de regressarmos a Lisboa, provenientes, desta vez, do Luxemburgo.
O aeroporto da capital do Grão-Ducado reconciliou-me com o mundo das viagens aéreas, pela sua pacatez e dimensão humana, pelo seu serviço simpático. Sobretudo, depois de passar pelo inferno sofisticado e kitsch de Frankfurt, que me lembrou Fritz Lang ou, à volta, pela canhestrice lusitana mal-educada e parola das tias tripeiras da TAP-Porto, no check-in.
Foram quase duas horas luxemburguesas de cidade de província, com todos os aconchegos felizes, essas que nos repousaram e robusteceram de esperança, humanidade e fé nos outros, enquanto esperávamos o avião que nos traria de novo para Portugal. A destoar, apenas um bando de jovens africanos, acantonados em local à parte, que pareciam esperar a deportação - mas o mundo não é perfeito, já o sabíamos.

sábado, 13 de julho de 2019

Em consequência do "rol"



Corrija-se, por uma questão de rigor, uma data, interrogada no poste anterior. O filme Aldeia da Roupa Branca foi realizado em 1938 e estreado no Cinema Tivoli, em Janeiro de 1939. O realizador Chianca de Garcia (1898-1983) teve colaboração, no argumento, de José Gomes Ferreira e Ramada Curto. A canção homónima, em que a palavra rol surge várias vezes, tem autoria de Raul Ferrão e Raul Portela. E aqui fica, na voz fresca de Beatriz Costa (1907-1996).