Fotógrafo e pintor, na obra do norte-americano Charles Sheerer (1883-1965) as duas artes parecem complementar-se para criar uma realidade mais linear e despida de ornamentos secundários.
A figura humana raramente aparece nos seus quadros, mas os edifícios geométricos e bem definidos ocupam um lugar importante nos seus trabalhos.
Considerado como um dos fundadores do Modernismo norte-americano, incluem-no, muitas vezes, numa sub-escola, Precisionism, pelo rigor do seu traço e uma nitidez muito definida dos temas representados quer se trate de edifícios, objectos ou mesmo naturezas mortas.
As suas referências artísticas, decorrentes de viagens que fez à Europa, podem circunscrever-se ao Cubismo (Picasso e Braque, sobretudo), mas também a reminiscências estéticas que apontam para Giotto e Piero della Francesca, segundo alguns especialistas.