O lado insólito ou a originalidade do enquadramento, são apenas dois dos elementos que nos fazem demorar o olhar e admirar melhor uma fotografia. O fotógrafo alemão Kurt Hutton (1893-1960), em 1934, trocou a Alemanha pela Inglaterra, onde viria a ter um papel importante como pioneiro do fotojornalismo, tendo colaborado, inicialmente, na revista Weekly Illustrated.
Viria, mais tarde, a lançar a Picture Post (1938-1957), publicação que teve grande sucesso e ombreou, em rivalidade, com a Life norte-americana. A naturalidade dos seus retratos (Churchill, Hitchcock, Ingrid Bergman...) e cenas quotidianas fixando, com realismo, a vida inglesa, justificam plenamente que Hutton esteja representado na Tate