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terça-feira, 9 de junho de 2026

Cerejas

 

Desta vez não vieram de Resende (Viseu), mas da improvavelmente nomeada aldeia de Alcongosta, do concelho do Fundão. Embora as cerejas tenham descido de preço, ainda estão caras: 7,80 euros o quilo. E dos cerca de 4 quilos trabalhados, ainda se deitaram fora 380 gramas de caroços, inúteis para o serviço e fabrico da compota que, felizmente, ficou muito boa.

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Novas de agricultura



Como as batatas, as cerejas sobem de maduras de Sul para Norte: do Fundão e Guardunha, até Resende. As batatas começam a amadurecer do Montijo e Torres Vedras, para vir a chegar, tempos depois, a Trás-os-Montes.



Posso testemunhar, pela prova de hoje, que as cerejas a Sul, já estão maduras e boas. E algumas qualidades de pêssegos, também. Nestes particulares, a Natureza não se atrasou este ano. Pelo contrário.

domingo, 9 de junho de 2019

No tempo das cerejas


Amália Rodrigues dizia, com graça evasiva, quando lhe perguntavam a idade, que tinha nascido no tempo das cerejas. O que, nessa altura, seria pelos idos de Julho. Ora, hoje em dia, elas chegam mais cedo. E, este ano, já provámos as da Gardunha e fomos buscar, esta manhã, uma caixa delas e de Resende, ao Telmo, que é um moço singular. A rondar os 30, é licenciado em História, e esteve, no ano passado, num dos Emirados, a praticar arqueologia. Ganha a sua vida, e creio que bem porque é competente naquilo que faz, no Mercado do Monte, à frente do  seu lugar de frutas e verduras de boa qualidade e frescura. Atencioso, sério e com um sorriso sempre pronto, natural.
À saída, ainda vi ao longe, a filha da Leonor, que ajuda a mãe, aos fins-de-semana, a amanhar e vender peixe. Pequena, jovem e franzina de corpo, é dinâmica e simpática. Como o Telmo, também é formada em História e está a acabar o Mestrado.
O Mercado do Monte tem destas singularidades humanas e, por encomenda ao Telmo, umas magníficas cerejas de Resende. Que, lá para a noitinha, hão-de encher alguns frascos de compota, sob a sábia administração e manufactura de HMJ.
Assim seja!

Em tempo e mais tarde:

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Fundamente


Pouco, ou quase nada se passa nestas terras interiores. O andar é comedido, o falar, tranquilo, pelas ruas parece nunca haver pressa de chegar, para que o tempo não sobre em demasia. Por aqui andaram o arquitecto Raúl C. Ramalho (1914-2002) e o poeta Eugénio de Andrade (1923-2005), nas suas juventudes inquietas; e deixaram obra: um, em pedra, outro, em palavras que ainda se podem ler. Mas a, hoje, cidade seria, na altura, estreita para os seus sonhos desmedidos. Talvez por isso, o primeiro rumou a Sul e o segundo, a Norte, para horizontes mais largos e propícios.
À entrada, fomos recebidos pelas cerejeiras já floridas. Nupcialmente - como diria o Eugénio. No horizonte e nos píncaros mais altos, a pedra recobria-se, nas covas, de puríssima neve residual e esparsa - predominava a brancura. Mas no edifício, projectado por Raúl Ramalho, era o cinzento granítico que pontificava, por contraste. Que me pareceu a ameaça de um  destino exíguo e futuro, para sempre. Salvem-se as cerejeiras primaveris na sua ânsia eterna de florir.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Adagiário CCXXI : Junho (6)


1. Lavra por S. João (24), se queres haver pão.
2. Vaca de vilão, se no Inverno dá leite, melhor dá no Verão.
3. Cerejas e más fadas, cuidais tomar poucas e vêm dobradas.
4. Por S. Pedro (29), fecha o rego.