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terça-feira, 10 de maio de 2022

Memória 142



Por várias razões se justifica que demos destaque a este livro saído recentemente (Maio 2022). (E que, gentilmente, nos foi oferecido.) Até para que a memória não se perca, dos tempos enclausurados.

sexta-feira, 15 de abril de 2022

Citações CDXXXI



O policiamento da linguagem é uma diminuição da nossa liberdade.

J. Pacheco Pereira (1949), in Grande Entrevista (RTP, 13/4/22).


Nota pessoal: aconselho a audição integral (na RTP) desta entrevista que tem, como pano de fundo, a censura em Portugal, feita a propósito da exposição temática actualmente na ex-sede do DN.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Censura em Poesia

 


Não era muito frequente, ao que julgo, a Censura debruçar-se e apreender, em tempos estadonovistas, algum livro de poesia; a prosa sempre gozou das suas preferências - até porque atingia mais leitores. Mas foi o que aconteceu com o nº 18 da colecção Cadernos de Poesia, Minha Senhora de Mim, de Maria Teresa Horta (1937), editado pela Dom Quixote, em Abril de 1971, cujos autos de apreensão datam do mês de Junho, há 50 anos, portanto.



Em boa hora o jornal Público resolveu reeditar esse voluminho da prestigiada colecção, a preço módico.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Retenções preventivas


Não sendo sinónimo de lápis azul ou de censura ditatorial, a retenção sanitária de comentários, em muitos blogues, deixa-me curioso. Se entendo essa precaução em blogues de temática ou natureza política, para evitar insultos e manifestações reaccionárias, ou alarvidades, em blogues neutros, não a percebo lá muito bem. Já vi essa quarentena explicada para evitar publicidade abusiva e frequente. Até parece que, nesse particular, o Arpose é um oásis, porque ela, felizmente, não aparece por aqui.
É certo que já tive que apagar alguns comentários (únicos, até hoje, em que exerci censura) de uma senhora louca, que me tomava por outra pessoa; também tive que suportar um impertinente e despropositado visitante, bem como uma dama arrogante que costumava comentar com tiradas poéticas de jornal de província, e que tinha o condão de me irritar solenemente. Mas, com alguma paciência e perseverança, usando de diplomacia selvagem, consegui afastar esses 3 comentadores, definitivamente, do Arpose.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Lembrete 16


De Cardoso Pires e incluído na pequena, mas prestigiada colecção 3 Abelhas, com capa de Victor Palla, este livro foi, liminarmente, condenado e proibido pela Censura, em 1952.
Em edição fac-similada, da original, podia comprar-se, ontem, com o jornal Público. E, muito embora, estes contos viessem a integrar, com alterações, a obra Jogos de Azar, mais tarde, valerá bem a pena adquirir esta primeira versão, que foi condenada no tempo.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Lembrete 15


Saiu hoje, com o jornal Público, o primeiro livro (edição fac-similada) de muitos que foram proibidos pela Censura e retirados de venda, no tempo do Estado Novo.
Para lá de ser uma das obras pioneiras do Neo-realismo, "Gaibéus" (1939), de Alves Redol (1911-1969), traça um retrato realista do campo, em tudo contrastante com a visão idílica rural dos romances de Júlio Dinis (1839-1871), escritos cerca de cem anos antes.
Não menos importante, o livro vem acompanhado do texto do relatório do Censor, que conduziu à apreensão e proibição da obra. Tudo isto ao preço imbatível de 1,95 euros, na compra do jornal diário.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Livros defesos



Para as gerações de hoje poderá parecer pouco crível que, no passado e em Portugal, se proibissem e apreendessem livros e, até, se instaurassem processos (políticos) a muitos escritores nacionais. Mas isso era comum, no período do Estado Novo, e até Abril de 1974. Para não falar  de livros estrangeiros que, só clandestinamente, cá entravam e eram vendidos, à socapa e por baixo da mesa, a pessoas de confiança. Era o caso, por exemplo, das edições Maspero, francesas. Ou das traduções de alguns autores estrangeiros, como Sartre, Roger Vailland e do seu proibidíssimo "Um homem do povo na revolução".
Aquilino Ribeiro, por causa do seu "Quando os lobos uivam", foi a Tribunal, sendo a 1ª edição da obra completamente apreendida. A segunda edição, só veio a sair no Brasil. O mesmo aconteceu a Torga: os "Contos da Montanha" foram proibidos, e a segunda edição só viu a luz no País-irmão, através da editora Pongetti. Também os "Cadernos", da Dom Quixote, de teor político, foram objecto de razias persecutórias. E José Vilhena, escritor humorístico, muito em voga nos anos 60 portugueses, também foi posto no Index, mais pelas brejeirices do seu humor, do que por razões políticas.
Mão amiga fez-me chegar, há dias, um artigo do jornal Expresso de 21/4/12, sobre este assunto, e muito bem documentado, na referência que faz a um estudo de José Brandão, sobre a censura literária do Antigo Regime. Lá aparece o top-10 dos sacrificados: autores e editoras. Vilhena vem à frente. Em terceiro lugar aparece Tomás da Fonseca, autor de quem nunca li nenhum livro. Outra surpresa, para mim, foi Orlando Costa (pai de António e Ricardo Costa), autor de "Podem chamar-me Eurídice", que também foi vítima desta sanha censória.
Registe-se que o regime intensificou, gradualmente, a repressão sempre crescente. Dos 12 títulos apreendidos, em 1933, nos anos 70 o número de livros proíbidos ultrapassou a centena.

com agradecimentos a H. N..