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segunda-feira, 8 de abril de 2024

Do que fui lendo por aí... 63

 

Nem sempre os números coincidem entre os diversos relatos históricos, mas é sempre importante termos uma ideia do tamanho e proporção das iniciativas. Citando em abstracto Gomes Eanes de Azurara (1410-1474), J. T. Montalvão Machado refere a envergadura da armada para conquista de Ceuta (Agosto de 1415), na sua obra Dom Afonso, primeiro duque de Bragança (1964), a páginas 152, e nestes termos:

"Espectáculo inédito para os lisboetas, devia ser a partida de aquela numerosa e vistosa armada, que contava entre galés, naus,  fustas e pequenas embarcações, nada menos de 242 unidades, segundo dizem alguns historiadores. Azurara não se pronuncia sobre o número de barcos, nem sobre os efectivos que os ocupavam. Já se disse que embarcaram 50.000 homens, mas alguns autores supõem que não deviam ser mais de 20.000 os expedicionários."

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Mercearias Finas 192



Não será um prato propício para tempos de canícula, mas é dos portugueses um dos mais tradicionais. Dobrada, no Sul, e Tripas no Porto vieram de longe como subproduto, embora muito apreciado geralmente. Não fomos pioneiros a confeccioná-lo, mas Caen (França) já no século XI, atribuindo-se a receita original ao abade Simon Benoît. Nós ainda esperamos pela tomada de Ceuta (1415), ao que se diz. Pedidos mantimentos, pelo infante D. Henrique à Cidade Invicta, os tripeiros mandaram-lhe o melhor para a travessia, ficando só com as miudezas bovinas. A que juntaram feijão branco, cenoura e pouco mais para comer. Os franceses temperaram as tripas com cravinho e alho porro, que nós dispensámos.



As que vieram à mesa, recentemente, foram acompanhadas por um despretencioso tinto de Silgueiros de 2021 com 13º, ligeiramente refrescado no frigorífico e com quatro das castas também tradicionais do Dão: Touriga Nacional, Aragonez (Tinta Roriz), Alfrocheiro e Jaen. Vinho que se portou bem e à altura rústica da ementa.

domingo, 1 de agosto de 2010

Cantigas de um Viajante - Oswald von Wolkenstein


O senhor com o olho direito fechado, que ilustra o vídeo, é Oswald von Wolkenstein (1377-1445). Alemão nascido no Tirol, foi poeta, soldado-aventureiro e viajante incansável. É considerado um dos últimos trovadores alemães, já da fase final e tardia. Autor da letra da cantiga deste vídeo, o trovador von Wolkenstein esteve em Portugal e tomou parte na conquista de Ceuta (1415), muito embora o poema (cantiga 26) que iremos transcrever, parcialmente, só tenha sido escrito em 1427, tinha o poeta já 50 anos. Segue:
Em busca de aventura gostaria de partir,
Por montes e vales, sem voltar a casa.
Primeiro para o Reno, Heidelberga depois...
A Inglaterra chamava-me,
A Escócia, a Irlanda, através do mar
Em grandes veleiros, até Portugal...
O maior prémio
De uma raínha nobre
Para religiosamente o guardar.
De Lisboa até África,
Para Ceuta, que ajudei a conquistar...
P.S.: para HMJ.