Por justificadas razões de proximidade, sempre os Municípios estiveram mais perto da realidade social, cultural e política dos seus cidadãos, do que, ao longo da História portuguesa, os sucessivos governos que ocuparam o Terreiro do Paço.
De uma forma quase anónima, a nível de expressão nacional, a Província ainda mexe, apesar dos condicionalismos e apertos orçamentais, que raramente permitem exorbitar muito para além das festas tradicionais que já existiam.
Pergunto-me, às vezes, se o presente Governo teria necessidade de manter a ficção de uma Secretaria da Cultura que, como dizia Almada, "se manifesta em não se manifestar". O seu tom mate, ou escuro de penumbra, que talvez se quadre bem com o presente e pequenino ocupante do Palácio da Ajuda, não justifica a sua existência. Ao menos, que tivessem a coragem de "acabar de vez com a Cultura", passando do romantismo da hipocrisia ao realismo e "nudez da verdade" crua.
No entretanto, autárquicos, há pequenos oásis ou pequenos sítios onde a Cultura e a preocupação social ainda ocupa espaço e lugar. Deixo em imagem, e da região outrabandista, alguns sinais.