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domingo, 18 de dezembro de 2011

Um novo cómico na "Science-fiction"


O que os portugueses nunca conseguiram, em mais de 300 anos de permanência consistente e de relações bilaterais luso-britânicas, raramente proveitosas para Portugal, prepara-se o novel David Cameron para fazer: repatriar os cerca de 55.000 ingleses para o Reino Unido, na eventualidade de colapso do euro. O plano de emergência contempla o uso de aviões e navios, em quantidade suficiente, para levar de regresso os súbditos de sua Majestade para Inglaterra. Nem Carr Beresford, com razões suficientes e de má memória, terá pensado neste plano de contingência...
Os jornais ingleses, na sua edição dominical, fazem-se eco deste êxodo previsto. Que irá ser do "nosso" Vinho do Porto? - pergunto-me eu. Mas, em relação ao futuro deste cómico político britânico, é de prever que, quando se retirar, se possa vir a dedicar à escrita de livros de ficção científica - dada a vocação demonstrada.
E quanto ao facto, em si, o melhor ainda é responder como um britânico, residente em Portugal, respondeu a um jornalista português, quando entrevistado sobre o assunto e "momentoso problema":
"- Mal por mal, com a bancarrota europeia e pobre, mais vale ficar em Portugal que é um país soalheiro, do que regressar à Inglaterra e passar um frio de rachar..." 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Gomes Freire d'Andrade





Gomes Freire d'Andrade nasceu a 27 de Janeiro de 1757, em Viena. Como militar veio a servir Portugal, a Rússia onde se distinguiu pela bravura e recebeu várias condecorações, atribuídas por Catarina II; e a França, integrado na "Legião Portuguesa" criada por Junot, tendo participado na campanha da Rússia, levada a cabo por Napoleão Bonaparte. No regresso a Portugal, sob o governo militar do general inglês Carr Beresford, foi preso e acusado de conspiração contra a Monarquia, tendo sido enforcado no pátio da torre de S. Julião da Barra, a 18 de Outubro de 1817. A sua figura controversa inspirou a Sttau Monteiro a peça de teatro intitulada "Felizmente há luar!".

Há uns tempos, adquiri um livro de capa discreta (na imagem) em que aparecia o nome de Freire d'Andrade, escrito por um anónimo e que teria sido editado, pela primeira vez, em 1883. O seu nome era um chamariz, porque o volume era um libelo denso contra os malefícios da influência inglesa, em Portugal. E era uma reedição de 1942. Pela tarjeta colada, discretamente, na 2ª página, percebi que se tratava de propaganda nazi-alemã, a fim de conquistar adeptos ou provocar rejeição à Inglaterra, no período aceso da II Grande Guerra. Há muitas maneiras de matar moscas...

P.S.( muito posterior) : às visitas sorrateiras e caladas que vierem consultar este poste, para efeitos escolares, ou para surripiar a imagem-gravura de Gomes Freire d'Andrade, aconselho vivamente que leiam integralmente, em livro, a peça "Felizmente há luar" de L. Sttau Monteiro. Será muito mais útil, proveitoso...e honesto.