sábado, 2 de outubro de 2021
Antologia 4
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
Esquecidos (6)
Na minha opinião, e de forma ligeira, foi um ar que lhes deu. Escritores neo-realistas, tão populares e lidos, nos anos 50, 60, 70 do século passado estão hoje sepulcralmente esquecidos. Das novas gerações, quem se lembrará (e menos lerá...) de José Loureiro Botas, J. Marmelo e Silva, Faure da Rosa, Leão Penedo, Romeu Correia, Ferro Rodrigues, Fernando Lopes... Escapam Alves Redol, Carlos de Oliveira (que inflectiu a sua obra, e bem) e talvez Fernando Namora, que a Bertrand lá vai reeditando.
Estar na moda e ancorado excessivamente no presente tem os seus custos. Nalguns casos, é uma pena que alguns destes prosadores estejam esquecidos para sempre.
Nota pessoal: chamo a atenção para a qualidade de algumas destas capas. De bons profissionais, claro!
segunda-feira, 14 de outubro de 2019
Memória 133
sexta-feira, 13 de setembro de 2019
Memória 132 (sobre poesia, em geral)
sexta-feira, 26 de junho de 2015
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Diferentes velocidades
terça-feira, 26 de novembro de 2013
De Carlos de Oliveira, um poema
O amor de guardar ódios
agrada ao meu coração:
é como um dia sem sol
a raiva na servidão.
Há-de sentir o meu ódio
quem o meu ódio mereça:
ó vida, cega-me os olhos
se não cumprir a promessa!
E venha a morte depois
fria como a luz dos astros:
que nos importa morrer
se não morrermos de rastros?
Carlos de Oliveira (1921-1981), in Mãe Pobre (1945).