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sexta-feira, 1 de julho de 2016

José Saramago a Carlos Reis, com alguma ironia


Eu escrevi há anos um prefácio para uma exposição de retratos de Fernando Pessoa, prefácio que eu aliás meti nos "Cadernos de Lanzarote" este ano, e chamei-lhe "Da impossibilidade deste retrato". A certa altura digo, de Pessoa e também de Camões, que eles vão a caminho da invisibilidade. O Camões transformou-se numa coroa de louros e num olho fechado; e o Fernando Pessoa é um chapéu, uns óculos e um bigode. Vão a caminho da invisibilidade. E é assim que falamos de grandes autores porque sim, porque são grandes autores; mas isso não implica que estejam a ser lidos.

Nota: a citação acima foi colhida na obra Carlos Reis/ Diálogos com/ José Saramago (Caminho, 1998). Livro que recomendo, vivamente.

terça-feira, 19 de abril de 2016

A ideia do dia, ou: pela boca morre o peixe


Pressagiei, em tempos, que o consulado de Marcelo Rebelo de Sousa poderia vir a ser flamboyant...
Carlos Reis, hoje, no jornal Público, efabula sobre o pastor e o lobo, a propósito do frenesi do PR. Refere: " Não há dia em que o nosso Presidente não surja nas televisões e nas rádios ( e depois nos jornais) a declarar, a comentar, a discursar, a dissertar, a responder e a opinar. ..." A crónica (O Presidente e o lobo), do catedrático de Coimbra, merece ser lida na íntegra, pela sua lucidez e pertinência.
Também me parece que Marcelo corre o risco, no futuro, de vir a falar para as paredes ou, pior fim, a vir a ser comido por algum lobo...