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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Das pequenas alegrias


Há livros que trazem em si um encanto próprio. Estive para escrever: fascínio. Alguns pelo seu intenso conteúdo que nos absorve e conquista. Outros, pela forma delicada como foram tratados pelos seus donos anteriores, que os mantiveram impecáveis, pelos anos que já contam. Bem encadernados, limpos, integrais, tal como foram editados. Chegarem até nós, assim, foi quase uma espécie de milagre...

Depois, este poeta Carlos Queiroz (1907-1949) deixou saudades por quatro ou cinco poemas lindíssimos que escreveu, na curta vida que lhe foi dado viver. E nunca saberemos o que lhe faltou dizer, nessa voz ameníssima, discreta, de grande sensibilidade, que se calou muito cedo. Na altura (1935) em que publicou este seu primeiro livro foi saudado com muito entusiasmo, pela crítica e por quem sabia de poesia. Mas, hoje, parece estar esquecido e já ninguém fala dele, ou dos seus versos. Os tempos não vão propícios para intimismos, nem sentimentos. Antes para exibicionismos desbragados e versos de água chilra...



Já por aqui falei do Poeta (11/5/2013), de que eu tinha a 2ª edição (1950) da obra. E que li com grande gosto. Muito embora, para além dos bons poemas, o livro, em si como objecto, não me despertasse atenção de maior, e o papel dessa edição não fosse de grande qualidade.



Ora, há dias, deparei-me com a primeira edição de Desaparecido, de Carlos Queiroz, no meu alfarrabista de referência. Em magníficas condições (apenas alguns picos de humidade) e na sua tiragem especial, numerada e assinado pelo autor. Encadernado primorosamente, numa osmose perfeita de forma exterior com beleza interior de contéudo.
E, aqui está, a meu lado, à esquerda da secretária, para o ir olhando e folheando, com íntimo prazer.

sábado, 11 de maio de 2013

Em complemento do poste anterior, com letra de Carlos Queiroz, Joana Amendoeira


Carlos Queiroz (1907-1949)


No próximo dia 19 de Maio, promovida pelo Centro Nacional de Cultura, terá lugar no CCB, em Belém, uma homenagem ao poeta Carlos Queiroz. Carlos do Carmo fechará a sessão, interpretando 2 fados, com letra do Poeta. Provavelmente um deles será o Canção Grata, que transcrevemos a seguir:

Por tudo o que me deste:
                                - Inquietação, cuidado,
(Um pouco de ternura? É certo, mas tão pouco!)
Noites de insónia, pelas ruas, como um louco...
                               - Obrigado, obrigado!

Por aquela tão doce e tão breve ilusão,
(Embora nunca mais, depois que a vi desfeita,
Eu volte a ser quem fui), sem ironia: aceita
A minha gratidão!

Que bem me faz, agora, o mal que me fizeste!
- Mais forte, mais sereno, e livre, e descuidado...
Sem ironia, amor: - Obrigado, obrigado
Por tudo o que me deste!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Os "papabiles"



Hoje, entre as 20,15 e as 20,30hrs., as três principais estações de TV portuguesas sobrepuseram-se, decalcaram-se cristã e piedosamente, na expectativa de anunciar os 23 (24) jogadores de futebol convocados para a selecção portuguesa que irá jogar na África do Sul. Pontificava Carlos Queiroz que virá a ser bestial ou besta, consoante o objectivo a conseguir.
E falava-se, na época do Salazar, dos três "efes" excessivos... Agora, até os intelectuais se benzem, respeitosamente, na água benta do futebol, antes de entrar em cena. "Não posso com tanta ironia", para citar Fernando Assis Pacheco que até gostava de futebol, mas com moderação.