Talvez um pouco desarrumado para o meu gosto, sobretudo pela enormidade da informação que Carlos Bobone nos traz, este pequeno volume A religião dos livros (93 páginas de texto), da FFMS, evoca-nos o maravilhoso mundo das livrarias e alfarrabistas, de leilões e bibliófilos, de editoras e feiras. Recolhi dele, e da página 34, um pequeno excerto, que aqui deixo:
"... e alguém que não sabe que não pode tratar o Eça por Queiroz não está muito familiarizado com a produção literária portuguesa.
Ora, o que é curioso no mundo livreiro é que este permite ter todos os indicadores de pertença cultural sem, ainda assim, conhecer minimamente o interior dos livros. O conhecimento bibliográfico que tantas vezes permite ao livreiro passar por erudito também o pode fazer passar por conhecedor, sem que seja uma coisa ou outra."