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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Descubra as diferenças


É normal que os amigos de um casal, pais recentes, ao verem o recém-nascido, menino ou menina, exclamem sorridentes e efusivos: "é tão parecido com...", " lembra...", "é a cara chapada de..." - procurando um rosto antepassado, para avalizar, pelas feições, a legitimidade do nascituro. Há, neste esforço de procurar as semelhanças, o sentido de uma moral ou de piedade cristã, que só poderemos louvar.
O futuro pode trazer também esse carimbo de legitimidade sanguínia e de genes passados. Se compararmos o rosto de Jorge V (1865-1936), de Inglaterra, com os traços do czar Nicolau II (1868-1918), da Rússia, que eram primos, e ambos netos da rainha Victoria, a semelhança é enorme e impressionante. Mas se compararmos o nosso D. Pedro IV com o seu irmão D. Miguel, portugueses e irmãos, a dissonância dos seus rostos é profunda.
O mistério reside, bem como o nó do probema, na figura augusta da rainha Carlota Joaquina. Porque como diz o povo: mãe há só uma!...
Já agora, e o Menino Jesus, a quem aparentava: ao Espírito Santo ou ao S. José?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Leituras Antigas XXV : Legendas de Portugal, de Rocha Martins


Estas "Legendas de Portugal", de Rocha Martins, são uma das boas memórias de leitura que fiz, na pouco extensa, mas bem escolhida biblioteca do meu Tio Jorge, poveiro de gema e aquariano exemplar, trabalhador e viajante por necessidade. Li os fascículos entre o final da infância e o início da juventude, com enorme prazer. Estas leituras ajudaram-me a criar um patriotismo saudável, um gosto ameno pela História de Portugal, e uma ética. Nas imagens das capas: D. João II e Carlota Joaquina, mulher do rei D. João VI. D. João II, como legenda, foi associado, por Rocha Martins, à cidade de Setúbal. A rainha Carlota Joaquina, a Vila Real.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Saída Real para o Brasil


Os últimos tempos têm sido propícios e pródigos a reavaliações de algumas personagens históricas cujo papel, de uma forma geral, não era considerado positivo para o País. Refiro-me ao público português anónimo, e não à área científica que se ocupa da História.
Uma das figuras pouco apreciadas era D. João VI. Passava por um rei timorato, indolente, guloso, pouco disposto a tomar decisões ou iniciativas. E que se submetia, muitas vezes, à vontade da consorte espanhola, Carlota Joaquina.
A 27 de Novembro de 1807, a Família Real embarcou para o Brasil, fugindo ao avanço do general Junot, e para manter, teoricamente, a soberania portuguesa livre e intacta, juridicamente, da submissão napoleónica. Esta atitude era considerada ambígua, por parte de D. João VI.
Hoje, porém, esta iniciativa de conservar inteira a imagem do Poder é, pragmaticamente, considerada correcta. Mesmo depois, e ainda hoje, o recuo do poder representativo, para se manter a salvo de constrangimentos espúrios ou estrangeiros, é sempre considerado como hipótese previsível. Na época do Estado Novo, o recuo seria para os Açores. E, no tempo de Marcelo Caetano, a primeira étapa de refúgio era a base aérea de Monsanto.
Por isso, a partida da Família Real para o Brasil, em 27 de Novembro de 1807, é hoje , consensualmente, aceite como uma medida acertada. Muito embora se possa discutir a excessiva demora da Corte nas terras de Vera Cruz, uma vez que o regresso à Metrópole só se verificou em 1821. Seja como for, a estadia de D. João VI foi, pelo menos, bem útil para o futuro do Brasil.