É normal que os amigos de um casal, pais recentes, ao verem o recém-nascido, menino ou menina, exclamem sorridentes e efusivos: "é tão parecido com...", " lembra...", "é a cara chapada de..." - procurando um rosto antepassado, para avalizar, pelas feições, a legitimidade do nascituro. Há, neste esforço de procurar as semelhanças, o sentido de uma moral ou de piedade cristã, que só poderemos louvar.
O futuro pode trazer também esse carimbo de legitimidade sanguínia e de genes passados. Se compararmos o rosto de Jorge V (1865-1936), de Inglaterra, com os traços do czar Nicolau II (1868-1918), da Rússia, que eram primos, e ambos netos da rainha Victoria, a semelhança é enorme e impressionante. Mas se compararmos o nosso D. Pedro IV com o seu irmão D. Miguel, portugueses e irmãos, a dissonância dos seus rostos é profunda.
O mistério reside, bem como o nó do probema, na figura augusta da rainha Carlota Joaquina. Porque como diz o povo: mãe há só uma!...
Já agora, e o Menino Jesus, a quem aparentava: ao Espírito Santo ou ao S. José?
Já agora, e o Menino Jesus, a quem aparentava: ao Espírito Santo ou ao S. José?