Mostrar mensagens com a etiqueta Carimbos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Carimbos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Filatelia CL

 

O estudo dos selos portugueses desde cedo suscitou o interesse de estrangeiros, sobretudo de filatelistas ingleses. A Portuguese Philatelic Society, sediada na Grã-Bretanha, teve também uma grande importância na difusão da filatelia nacional lusa, no último século.
Dos seus associados, há que destacar o comandante David Leslie Gordon por estas 2 obras fundamentais, de que reproduzimos as capas, acima, e que foram publicadas em 1985 e 1987, respectivamente.


Seleccionamos 5 selos de D. Luís com carimbos dos mais interessantes ou raros, da nossa colecção, que vem referidos nas obras citadas e que passamos a identificar. Da esquerda para a a direita, o primeiro ostenta a marca de "Posta Rural" (PR), o segundo, com perfuração em estrela, destinava-se ao pagamento da taxa de telegrama, o terceiro tem a identificação local de Golegã. O quarto selo, com o pouco frequente carimbo de Alvôco (Seia), é raro e tem uma valorização de 75, numa tabela de 100, referida por D. L. Gordon. Finalmente, o quinto e último tem o carimbo nominal de S. Domingos de Carmões (Torres Vedras).





segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Filatelia X : carimbos numéricos


No início da utilização de selos postais (1 de Julho de 1853), até praticamente 1878, foram usados carimbos numéricos para obliterar os selos das cartas. Cada número correspondia a uma localidade e os carimbos de barras, ou pontos interrompidos assumiram formas diversas: circulares, ovais, losangonais. As barras eram de número variável, desde 3 linhas a 20, e de vária espessura, interrompidas ao centro para dar lugar ao número correspondente à terra de envio do remetente. Há, no entanto, excepções em que os selos foram obliterados, ou por descuido ou falta do numérico, pelo carimbo nominal da localidade. Isto torna os selos, assim carimbados, mais valiosos, devido à raridade do facto.
Na imagem mostram-se carimbos diferentes e de diversa numeração. Os mais frequentes são, obviamente, os de Lisboa (nº 1) e do Porto (nº 52). O segundo selo da primeira linha da imagem (50 reis, de D. Maria II) tem o carimbo 48 que pertence a Angra do Heroísmo (Açores). O menos frequente, do Continente, na imagem é o 141, pertencente à localidade de S. Miguel do Outeiro, no distrito de Viseu. Este selo é também um "repinte" que ocorre quando, na impressão, por falta de rigor, a cor escorre para lá da zona devida.