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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Mercearias Finas 215

 

Para mim, não há nada mais reconfortante contra este frio e dilúvio renegados do que uma canja ao jantar, para aquecer e aconchegar. Mais ainda se ela for heterodoxa e contiver uns fiapos de galinha e alho francês cortado fininho, para além de cenoura e massinhas. Assim foi ontem.
Acompanhou um tinto Regional Tejo, lotado com Touriga Nacional, Trincadeira e Castelão. Que cumpriu.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

A Canja


Dizia o ditado, em tempos recuados de penúria, que: Quando o pobre come galinha, um dos dois está doente . E era verdade. Porque julgo que a primeira canja que provei foi em estado de dieta. Era aconchegante, aquele caldo enxundioso com massinhas de letras e 2 ou 3 gemas, muito pequenas, de ovos que ainda se não tinham desenvolvido. E as pequenas olhas de gordura e azeite a sobrenadar a canja, com o seu aroma doméstico e salutar. De galinha que não era preciso chamar-se do campo, nessa altura...
Pois ontem a canja teve um toque internacional, porque os ovos (inteiros e desenvolvidos, desta vez) foram escalfados nuns apetrechos especiais apropriados, mas simples, que tinhamos comprado em Inverness Terrace (Londres), em Outubro passado. E a canja de galinha, tal como as antigas, estava deliciosa!...