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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Não aconselhável aos hipocondríacos, nem aos que se querem, eternamente, juvenis


Os mais novos não saberão e muitos outros, mais velhos, já não se lembrarão, com certeza, que, por volta de 1975, houve uma campanha nacional a aconselhar o consumo de óleo alimentar, em detrimento do azeite que, diziam os slogans, era prejudicial à saúde. O motivo de tanta bondade profiláctica era, no entanto, outro: havia grandes excedentes de óleo, em Portugal, nessa altura. E, hoje, sabe-se (até quando?) que o azeite, componente importante da dieta mediterrânica, é bom para a saúde.
Os medicamentos contra o colesterol fizeram a fortuna de alguns laboratórios farmacêuticos, por esse mundo fora. As modalidades profilácticas anti-tabágicas (cigarro eléctrico e quejandos) são um novo nicho industrial de vendas laboratoriais. Há dias, li que um grupo de cientistas norte-americanos tinha chegado à conclusão de que o tabaco e o meio ambiente adverso não eram a causa mais decisiva e importante para o aparecimento do cancro, no ser humano. O factor hereditário era muitíssimo mais significativo.
E talvez  tenham razão. Quem manda, são os mercados, até ver...