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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Do cancioneiro tradicional espanhol (5)


A desconversa e o absurdo não são único apanágio da poesia oriunda dos altos expoentes culturais (Prévert, O'Neill, Ionesco, surrealismo...). Ora atente-se nestas 2 quadras traduzidas do Cancioneiro tradicional Castelhano, em apoio do que disse:

1.
Chega-te a essa vergonha
cara de pouca janela,
e dá-me um copo de sede
que venho morto por água.

2.
Um cão caiu a um poço,
outro cão o tirou dele,
só para dar a entender
que os sonhos sonhos são.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Do cancioneiro tradicional espanhol (4)


Porque adormece sozinha
gelada amanhece
a água.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Do cancioneiro tradicional castelhano (3)


Pelo mar abaixo
lá vai Catarina,
as pernas de fora,
um frade por cima.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Do cancioneiro tradicional castelhano (2)


Negra tenho a cara,
preto o coração,
como o amor é fogo
tornou-se carvão.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Do cancioneiro tradicional castelhano (1)



Se a moça me pede,
e a velha me paga,
não sei o que diga,
nem sei o que faça.

domingo, 13 de novembro de 2011

Salão de Recusados XXXVIII : Cancioneiro tradicional espanhol


Os dois volumes do "Cancionero de la lírica tradicional" (Ediciones Orbis, S.A., Barcelona, 1983) são avaros em informações e notas explicativas e, assim, limitados do ponto de vista pedagógico. Os poemas anónimos do volume I incluem obras que vão das Jarchas Mozárabes até poesias do início do séc. XVI.
E têm, muitos deles, uma frescura enorme, entre uma concisão lírica que faz lembrar os Haiku japoneses, até uma brejeirice quase inocente e campestre, muitas vezes simbólica. Não resisti a seleccionar uns quantos poemas do volume I (conservando-lhes a numeração do livro) e traduzi-los para o Blogue, em partilha.

74
Porque dorme só, a água
amanhece gelada.

95
Todos dormem, coração,
todos dormem, e tu não.

172
Diz-me passarinho, que estás no ninho:
a dama beijada perde o marido?
Não, senhora minha, se foi às escondidas.

187
Não me olhes, moreno,
quando eu te miro,
que se encontram as almas
pelo caminho.