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sábado, 31 de janeiro de 2026

2 livros

 

É uma colecção bem estruturada, esta, e com capas esteticamente apelativas, que já leva, no seu percurso, pelo menos, 51 títulos, de autores nacionais e estrangeiros, considerados clássicos.
Oferta de bons Amigos, a quem, daqui, reagradeço.

segunda-feira, 30 de junho de 2025

Teixeira Gomes

 


Em imagem, são duas das obras fundamentais na bibliografia de Manuel Teixeira Gomes (1860-1941), para melhor compreensão da vida e obra do escritor algarvio. A primeira, que tem como autor o jornalista Norberto Lopes (1900-1989), a segunda de Urbano Rodrigues (1888-1971), cujo filho, Urbano Tavares Rodrigues (1923-2013), reincidiu familiarmente com pelo menos 4 estudos sobre o mesmo prosador. Circunstância feliz, semelhante ao que aconteceu com os Prado Coelho no estudo continuado de Camilo Castelo Branco.
(Até parece que há gostos que se transmitem nos genes.)

domingo, 16 de março de 2025

Pelo bicentenário camiliano

 




Não quis deixar passar a data do bicentenário do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-1890), sem registar a efeméride através da reprodução de duas das capas maneirinhas da edição* que mais aprecio, que é a da Travessa da Queimada, 35, Lisboa (ainda do séc. XIX).
E por aqui venho relembrar o originalíssimo e insólito início de Scenas Contemporâneas (1855), assim:
"Os meus amigos de certo não sabem o que é caçar coelhos na neve?
Não admira.
Imaginem-se em qualquer aldeia, nas vizinhanças do Marão. Olhem em redor de si, e contemplem o quadro que os viajantes na Suissa lhes descrevem todos os dias, supposto que nunca sahissem da sua terra.
A primeira impressão que recebem é a do assombro. Leguas em roda, nem na terra nem no céo, se descobre uma crista de rochedo, a frança de uma arvore, a dobra de uma nuvem, que não seja brança, alvissima, desde um horisonte a outro horisonte." (...)


* Esta edição, promovida pelo editor Pedro Corrêa (s. d. - 1889-1893?) é constituída por 37 títulos camilianos em 43 volumes.

sábado, 31 de agosto de 2024

Diálogo de final de Agosto



O patrocínio de Cícero (103-43 a. C.) impunha-se até por questões geriátricas, na conversa. Antes, viera o nome e dois poemas de Eugénio. Ao tribuno romano, seguiu-se, naturalmente, Beauvoir por causa de La Vieillesse, na minha opinião, obra bem mais conseguida na caracterização dessa idade. Lembrei-me também do mau envelhecer de Yeats. No diálogo de amigos, Camilo foi referido, nas leituras recíprocas; do outro lado, Sara, de Olga Gonçalves. E releituras que já íamos fazendo, por este final de Agosto.

terça-feira, 27 de agosto de 2024

Camiliana

 

Por coincidência curiosa, num pequeno período de tempo, adquiri três livros de e sobre Camilo Castelo Branco (1825-1890). Ora, para além de uma larga estante independente que alberga a colecção Vampiro, a XIS e outros livros policiais, com cerca de mil pequenos volumes, Camilo é o único autor que goza de uma confortável autonomia no arrumo da sua obra, num só armário aberto, com quatro prateleiras, de 1,05 m. de altura x 40 cm. de largura e 28 cm. de fundo, onde se encontram também estudos camilianos ou correlativos. É sem dúvida o escritor português que maior espaço ocupa na minha biblioteca. Eça, nem sequer se aproxima.
Dizia Óscar Lopes (1917-2013): "E continua a haver quem seja camiliólatra ou queirosólatra, não digamos que com a mesma paixão de um benfiquista ou sportinguista..." Não será o meu caso*, certamente, mas a superfície camiliana terá a sua importância no deve e haver bibliográfico da biblioteca. E recordo que a primeira novela que li de Camilo terá sido "O Retrato de Ricardina".

* há alguma proximidade de registos numéricos, no Arpose: Eça tem 68 entradas e Camilo 75. 

Para remate, gostaria de trazer aqui à colação uma pequena reflexão realista de João de Araújo Correia, inserta em "Uma sombra picada das bexigas" (pg. 120), assim: "No tempo de Camilo, pouca gente saberia ler. Mas se não lia mais do que hoje, lia muito melhor."

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Ironias

 
Recente observação que fiz, pela inversa interpretação que o outro dela fez, levou-me a pensar nas consequências que a ironia muitas vezes provoca. Se acerta e é bem compreendida, galhofa comum, se não, vontade de rir disfarçada, pelo menos da parte do produtor da ideia. Mas também podem ocorrer equívocos complicados, com criaturas menos subtis de entendimento. E pode vir a ser deveras grave o resultado...
Cada um terá a sua ironia. A de Eça era mais linear, a de Camilo, talvez mais dissimulada.

domingo, 5 de novembro de 2023

Variações






Depois de O Retrato de Ricardina (Lisboa, 1868?), o primeiro romance que li de Camilo, ter-se-á seguido, ao que julgo, O Senhor do Paço de Ninães (Porto, 1867). O prefácio, que o romancista titulou Advertencia, na altura, não me despertou nem incomodidade, nem surpresa - estávamos em tempos liberais e mais saudáveis e não, como hoje, aperreados a puritanismos palermas e infantis. De criaturas virgens serôdias, inquisitoriais.
Saboroso e informado, vale a pena transcrever o início deste prólogo camiliano. Reza assim:

"Na edição d'este romance, dada em folhetins do Commercio do Porto, estampou-se uma nota que dizia respeito aos «mulatos» do seculo XVI. O author inadvertidamente entendeu á moderna a palavra como a tinha entendido outro ignorante mais antigo que ementára a lei de D. João III, citada na dita nota com as palavras «Leis respectivas aos escravos». Mulatos, ao menos os alludidos na lei de 1538, não eram homens, eram «machos asneiros, filhos de cavallo e burra». Se eu tivesse consultado frei Joaquim de Santa Rosa Viterbo antes de annotar o vilipendio dos escravos no seculo XVI, em Portugal, não injuriaria os filhos das burras chamando-lhes filhos de pretas. N'aquelle tempo era melhor ter a primeira linhagem. (...)"

Ora imagine-se, hoje em dia, um romancista voltar a escrever isto. Caíam-lhe em cima os fiscais todos.

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Bibliofilia 207

 


Escritor prolífico e de temáticas muito diversificadas (da poesia ao romance histórico, passando pelo ensaio), grande amigo de Camilo, de quem foi um dos primeiros biógrafos, Alberto Pimentel nasceu no Porto, em 1849, e viria a falecer em Queluz, no mês de Julho de 1925. Ao longo da sua vida editou mais de uma centena de títulos, muitos deles com interesse indiscutível.



Este Diccionario de Invenções (Lisboa, 1876), de ambição enciclopédica, foi pena que se tivesse ficado pelo volume inicial, ainda assim com 524 páginas, e inacabado pela palavra litúrgica "Extrema-unção", bem explicada, aliás como todas as outras contidas na obra.




Adquiri este meu exemplar, que se encontra em boas condições e encadernado, no início do século XXI, na rua do Alecrim (Lisboa). Custou-me 22 euros.

segunda-feira, 8 de maio de 2023

Da leitura (51)



Descontando do título, benevolamente até porque foi póstumo, o plágio do nome da obra de Camilo, Memórias do Cárcere, confirma a qualidade da escrita do romancista brasileiro Graciliano Ramos (1892-1953). Percebemos pela sua leitura a riqueza da realidade que absorve. O pormenor que não perde e perpetua. E se perceba, a quem atende com algum mínimo sentido crítico, a mediocridade do que se vai publicando, por entre aves de arribação, sacaduras e mãezinhas, dos coelhos brasucas, piercings e afonsos de hoje, uma outra fasquia de excelência, no passado recente da literatura de língua portuguesa... 

sábado, 24 de setembro de 2022

Esquecidos (11)



Se gosto de pensar que, como poeta, Vitorino Nemésio (1901-1978) ainda é lido e apreciado, tenho grandes dúvidas que como prosador seja muito frequentado, hoje em dia. Como contista ou romancista, o autor açoriano, do ponto de vista de riqueza vocabular, está muito próximo de Camilo ou de Aquilino.
De fazer inveja aos plumitivos de agora, que são muito poupados quanto a dicionários e seu uso.
Fortuitamente, reli recentemente o segundo conto (I'm very well, thank you!) do livrinho, em imagem, da colecção Mosaico. São apenas 8,5 páginas de prosa, mas por lá encontrei 11 palavras que deconhecia. Fazendo uso de vários dicionários, consegui deslindar 7 palavras. Ficaram-me porém ainda 4 vocábulos por decifrar. 
Que aqui vão, para quem souber:
1. trancador
2. papejar
3. areúscos
4. estreloiço.
Serão regionalismos açorianos? É o que fiquei por saber...

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Bibliofilia 195



Acusando o desgaste marcado pelo tempo, este meu primeiro volume do Curso de Litteratura Portugueza trabalhado por José Maria de Andrade Ferreira (1823-1875), veio a ser continuado num segundo tomo (exemplar que está em melhor estado de conservação) por Camilo Castelo Branco (1825-1890), por falecimento do autor inicial, tendo sido editado (1875/6) pela Empreza Litteraria Fluminense, sediada na rua dos Retroseiros, em Lisboa.



Trata-se de uma primeira edição, e estes meus dois exemplares ostentam ex-libris e assinaturas manuscritas de posse de Augusto da Costa, que não consegui saber quem fora. É obra interessante esta panorâmica literária portuguesa, embora a obra seja raramente referida.
Os 2 volumes brochados, semelhantes aos meus, tinha-os à venda a Livraria Trindade (Lisboa), há algum tempo atrás, por 80 euros.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Divagações 177 (seguidas de uma curtíssima antologia)

 

Não se pode dizer que eu seja um entusiasta de prefácios, a livros. Mas aprecio imenso um bom prefácio e que tenha a qualidade adaptada ao conteúdo, enriquecendo-o. Como é o caso da maior parte dos prólogos de Jorge de Sena. Ou de alguns saborosos prefácios camilianos, como esta introdução de A Brasileira de Prazins, com que me cruzei, há pouco. E aqui vai o seu início:

Entre as diversas moléstias significativas da minha vèlhice, o amor aos livros antigos - a mais dispendiosa - leva-me o dinheiro que me sobra da botica, onde os outros achaques me obrigam a fazer grandes orgias de pílulas e tizanas. E, quando cuido que me curo com as drogas e me ilustro com os arcaísmos, arruíno o estômago e enferrujo o cérebro em uma caturrice académica.
Constou-me aqui há dias que a snr.ª Joaquina de Vilalva tinha um gigo de livros vélhos entre duas pipas na adega, e que as pipas, em vez de malhais de pau, assentavam sobre missais. O meu informador denomina "missais" todos os livros grandes; aos pequenos chama "cartilhas". Mandei perguntar à snr.ª Joaquina se dava licença que eu visse os livros. Não só mos deixou ver, mas até mos deu todos - que escolhesse, que levasse. Examinei-os com alvoroço de bibliómano. Eles, gordurosos, húmidos, empoeirados, pareciam-me sedutores como ao leitor delicadamente sensual se lhe figura a face da mulher querida, oleosa de cold-cream, pulverisada de bismuto. (...)


quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Antologia 8



Será porventura uma Antologia mais extensa do que o habitual, mas Camilo Castelo Branco (1825-1890) foi, como se sabe, um autor muito prolífico, e bem merece. Aí vão os excertos:

A mentira no romance é uma nodoa, que nausea o publico ilustrado. Alexandre Dumas, escrevendo um romance intitulado «Martim de Freitas», obrigou este heroe a desembarcar em Mafra, nomeou-o alcaide do Castello da Horta, e fez nascer D. Sancho II na Palestina, onde foi baptisado por um tal monsieur d'Evora, arcebispo de Leiria! É uma cornucopia de asneiras este litterato, falando de Portugal.
(Scenas contemporaneas, 2ª edição, pg. 136)

Disse-me que em 18 mezes de namôro apenas lhe dera um osculo. Acreditei. Era assim que se amava em 1845. Os mais atrevidos davam dois osculos.
(Maria da Fonte, 1ª edição, 1855, pg. 361)

A respeito da assignatura pouco legivel dos reis constitucionaes, quer caligraphica quer orthographicamente, padre Casimiro póde citar o exemplo de um querido rei absoluto que, chegado á adolescencia, assignava-se Migel, num bastardinho de traslado com finos e grossos tão claros e legiveis que logo se conhecia que as cinco lettras diziam Miguel.
Já o seu inclyto avô, o snr. D. Affonso VI apprendêra a fazer o seu nome quando casou.
(Maria da Fonte, 1ª edição, 1885, pg. 387)

... e, a este proposito, repetiam as memorandas palavras do senhor Ferrer, lente de direito natural (Coimbra), aos seus discipulos: «meus senhores, quem não puder ser doutor, seja sapateiro.»
(Estrellas Propicias, 1ª edição, pg. 18)

A mãe de Tiburcio, assim que o padre transpoz a porta do carro, fez um trageito de ante-braço e mão que lá chamam «manguito». É um gesto anguloso que exprime mudamente todos os desdens e ironias figuradas da rethorica; não se acha assignalado como indecente nos compendios de civilidade, mas ainda não está bastante usado em desavenças de deputados nas salas das sessões onde se fazem as leis e os manguitos para a nação; usa-se, todavia, nas aldeia como expressão de solercia e fina velhacaria.
(Narcoticos, 1882, I, pg. 150)

Ninguem corteja, em distracção, um homem que apresenta letras de cento e vinte contos. A presença d'um millionario ensina mais cortezia que um compendio de civilidade...
(Vingança, 4ª edição, 1907, pg. 15)


sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Um balanço pessimista



Camilo (1825-1890), em carta para Trindade Coelho, resume a sua obra nestes termos negativos: "Tudo quanto fiz cifra-se numa grande alcofa de brochuras inúteis, das quais apenas se colhe uma lição: - é que esse acervo de livros representa uma independência modesta em uma aldeia barata."

Andrée Crabbé Rocha, in A Epistolografia em Portugal (Almedina, 1965).

sábado, 9 de outubro de 2021

Bibliofilia 192



Os três exemplares do Amor de Perdição (1862, Porto, em casa de N. Moré), de Camilo Castelo Branco (1825-1890), que possuo, são todos de edições vulgares e datam já do século XX. No entanto, desses, aquele de que mais gosto (34ª edição) é do ano de 1920, e foi editado pela Companhia Portugueza Editora (Porto).




A capa do livro tem um desenho que parece de influências góticas (?), sendo interessante e original. O volume contém um valioso estudo de Camilo, de 1863, que ocupa LXXXIV páginas. E a obra ostenta na capa interior o ex-líbris de um anterior proprietário (Luiz Cunha), com o número 206.




Bem encadernado e em excelentes condições, esta edição, desvaliosa que seja, custou-me, há uns bons anos, num alfarrabista de Lisboa, a módica quantia de 12 euros.

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Do que fui lendo por aí... 39

É ponto assente, nas minhas referências memoriais, que o primeiro romance de Camilo (1825-1890) que li terá sido O Retrato de Ricardina. Para o 6º ou 7º ano, tive que ler o Amor de Perdição, mas não me lembro, com rigor, da impressão inicial que me deixou.  


De há um tempo a esta parte, deu-me para reler alguns clássicos da nossa literatura. Assim fiz com Os Lusíadas, há uns 4 ou 5 anos, assim estou a fazer agora com a obra magna camiliana, tendo alcançado já as 85 páginas e finalizado o capítulo VII.


As impressões são várias. Da pungência custosa até à ironia divertida, da leitura empolgada ao tédio interpretativo, da admiração ao humor. Datado embora, não deixa de ser um grande livro.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Da leitura 37


Nem sempre percepciono e avalio, com suficiente concentração e rigor, pelo início de um livro a sua qualidade literária. Primórdio que serve de amostra e, muitas vezes, antecipa o futuro gosto de leitura, ou o seu contrário. Mas só por muito embotado das meninges e indiferente, é que passaria despercebido, a alguém, o singular princípio de Cenas Contemporâneas, de Camilo, ou a construção prodigiosa da floresta de Aquilino, nas primeiras páginas de A Casa Grande de Romarigães - creio eu. 
Pois, embora não sendo genial, não me pareceu mal o início de uma biografia de Justin Kaplan (1925-2014), que ele fez sobre o grande poeta norte-americano Walt Whitman (1819-1892). E como gostei do primeiro parágrafo, aqui o vou traduzir, para melhor o apreciarem:

Na Primavera de 1884 o poeta Walt Whitman comprou uma casa na desinteressante cidade de Camden, New Jersey, e com a idade de sessenta e cinco anos dormiu sob o seu próprio teto pela primeira vez na sua vida. ...

(excerto, para versão portuguesa, de Walt Whitman - A Life (Simon and Schuster, NY, 1980).

sábado, 7 de março de 2020

Ideias fixas 54


À terceira ou quarta página de A Sibila, relendo, veio-me à memória Camilo. Embora actualizado de vocabulário. Somos assim, naturalmente: ou pelo mundo, como Eça, ou nortenhos e terrunhos, amando de perdição. Em boa companhia, aliás, com Régio, Manoel de Oliveira... - tudo da mesma família.
Ao menos, poupavam-se os néons amaricados. Ou marcanos? De lojas pindéricas, a armar ao fino, por esses algarves foleiros e lisboetas pacóvios. De gentinha, que imagina saber inglês.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Bibliofilia 143


A bibliofilia escora-se, mais tarde ou mais cedo, em obras sólidas, quando não eruditas, que podem apoiar impressões pessoais nossas anteriores, vagas percepções, informações avulsas, mas também gostos e convicções que se vão tendo com os anos. Acrescem a prática e os conhecimentos adquiridos. Este Manual Bibliographico... elaborado por Ricardo Pinto de Mattos, funcionário da Biblioteca Pública do Porto, mas revisto e prefaciado por Camilo, é uma fonte rica de informações diversas, e até preços, de livros pouco frequentes e importantes.
No prefácio, Camilo aproveita para fazer o panegírico de outro grande conhecedor e bibliófilo nacional, a quem muito se deve - Inocêncio Francisco da Silva.


Esta obra conceituada de consulta editada pela Livraria Portuense, em 1878, adquiri-a usada ao livreiro Tarcísio Trindade, por volta de 1990, por Esc. 7.800$00, numa altura em que os livros de referência ou pouco frequentes tinham valor seguro, estável, quando não crescente. O volume (584 páginas) pertencera, como se pode ver pelo ex-libris, a Sebastião Alberto Centeno Fragoso, que foi médico e publicista, bem como foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem Militar de Santiago de Espada, em 1946. E o livro está bem encadernado.


Exprimi, ainda não há muito tempo, a ideia e convicção, aqui pelo Arpose, que o livro usado, exceptuando obras raras, tem vindo a baixar de preço, de forma concreta e sustentada. Foi por isso que não me surpreendi excessivamente ao constatar que a Livraria Ecléctica leva a efeito um próximo leilão Online, de 31/1 a 6/2/2020, em que esta obra de referência tinha uma base de licitação de 11 euros, quando, aqui há 4 ou 5 anos, dificilmente os lances, sobre este título de bibliografia, se iniciavam por menos de 50...