Houve um tempo, aqui atrás, em que três dos nossos plumitivos consagrados rumaram a países extravagantes em busca de inspiração para escreverem um livro. Um caxinense chorão foi até à Islândia, outro escriba acocorado rumou até à Coreia do Norte e, finalmente, o mais conceituado foi-se à Índia.
Vamos ser justos, Eça também andou pela Inglaterra, Cuba e Paris de França. Embora diplomaticamente.
Soube, há pouco, que um dos nossos jovens publicistas, de piercing, ia rumar ao Camboja. Que não lhe faltem motívos, estupidez natural e leitores acríticos. Porque é disto que se faz a boa fortuna de algumas editoras nacionais, amadoras e oportunistas.