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sábado, 25 de julho de 2015

Cafés em equação


Vou-me habituando, sofrivelmente, ao sabor acre da torra à espanhola, dos cafés Delta. Dizia-me o Fernando Costa, da Nicola, que o sr. Nabeiro mandava fazer assim para conquistar o mercado da Andaluzia. E parece que o conseguiu...
Na esplanada outrabandista, cheira a erva cortada e aos sabores da manhã. Defronte, tenho a pequena rampa verde humedecida, do lado direito, ouço, amortecidos, os ruidos do Mercado que se vai enchendo de fregueses, pouco a pouco.
A princípio, foi o Sical, que se comprava lá para casa, e que ainda hoje frequento e gosto. Mas a minha mais longa fidelidade terá sido com o Nicola (metade Arábica, metade Robusta), com aquele aroma inconfundível de torra portuguesa equilibrada. Anos e anos foi o nosso preferido, até que, por razões objectivas e de proximidade, optei pelo Lote Presidente, da Carioca. Que tem as mesmas percentagens do Nicola, embora de torra mais acentuada.
Na esplanada, apago o cigarro e regresso. Ainda agora, na boca, o travo amargo do Delta...

quinta-feira, 18 de junho de 2015

A diáspora lusa no país das águias


Que andarão a fazer estes 11 portugueses pelo País das Águias? Alpinismo?...
Ainda pensei no pessoal diplomático, mas cedo abandonei a hipótese, porque Portugal é representado por um embaixador não residente. Nos tempos do sr. Enver Hoxha (1908-1985) e nos anos de brasa portugueses, a Albânia era apontada como exemplo político por dois pequenos partido da extrema esquerda portuguesa. Era uma espécie diminuta de China dos pequeninos... Hoje, deve ser um país feliz, porque quase ninguém fala dela e é dito avisado que a "felicidade não tem história".

sábado, 2 de maio de 2015

O açúcar da diáspora


Diz-me pouco, o Uruguai, mas 467 portugueses, numa população de pouco mais de 3 milhões e meio de habitantes, será uma comunidade emigrante pequena, embora significativa.
Taprobana, no tempo de Camões, depois, Ceilão se chamou, e agora dá pelo nome de Sri Lanka, que é mais exótico. Ao que parece, os portugueses desembarcaram lá, na grande ilha do Índico, ainda no início do século XVI, mais precisamente, em 1505. Mas, hoje em dia, este pequeno grupo de 5 portugueses deve sentir-se bem isolado. Malhas que o Império tece e os políticos canhestros vão favorecendo, no presente...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Da diáspora, e com açúcar


Para o reino do Sião (Tailândia) terão ido, emigrantes, 607 portugueses.
A fazer fé numa informação, que li há pouco tempo, serão menos de 200, os gregos em Portugal. Ou seja, feitas as contas, e como temos 292 portugueses emigrados na Grécia, ganhámos por cerca de 1/3.
Compreende-se. Como os portugueses são mais obedientes, seguiram o conselho avisado do nosso clarividente PM. Embora, como ele diz: nós não somos a Grécia. Ele é que cada vez se parece mais com o lulu da sra. Merkel. Não da Pomerânia, como os que têm pedigree, mas de Massamá, que são mais a dar para rafeiros.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O açúcar da diáspora


Não sei se acontecerá com todos, mas de grande parte das famílias com quem me dou, são escassas as que não têm algum familiar emigrado. Por isso, esta colecção de pacotinhos de açúcar tem razões objectivas e aponta para uma realidade dos nossos dias portugueses.
As três embalagens, em imagem, trouxe-as de uma esplanada de Campo de Ourique, onde tomei café com mais duas pessoas, jovens, uma delas emigrada (Inglaterra). Só eu utilizei açúcar na bica.
Não será destituído de bom senso eu acrescentar que, possivelmente, o maior número de portugueses na Noruega (2.414) se pode dever ao bacalhau...

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A solidão na diáspora


Aceitemos como rigorosos, q. b., estes números que o Observatório de Emigração forneceu aos Cafés Nicola, para a informação que aparece nas saquetas de açúcar.
Dito isto, pergunto-me, perplexo, quem será este (único) corajoso português, emigrante no Sudão? E estará no Sudão Norte, islamita, ou no petrolífero Sudão do Sul?
Pelo menos, simbolicamente, coloquei-o ao lado dos 166.583 portugueses emigrados nos Estados Unidos da América...

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Os números da Emigração


Quando eu comecei a aprender Geografia, o número de cidades portuguesas não ultrapassava as 40, na plataforma continental. E a mais pequena, em população, era Pinhel, que contava 2.100 habitantes recenseados. A elevação de vila a cidade, nesse tempo e em Portugal, era um processo moroso, difícil e nem sempre bem sucedido, mas sempre desejado pelas populações regionais.
A emigração, nesses longínquos anos 50, ainda não era muita. Veio a acentuar-se, significativamente, sobretudo nos anos 60, resultado de políticas de maus governos e de justas aspirações de vida melhor, por parte dos portugueses - como hoje, aliás.
A fazer fé nestes números, do pacotinho de açúcar da Nicola, fornecidos pelo Observatório de Emigração, estes 9.224 portugueses emigrados em Moçambique dariam para refundar mais de 4 cidades de Pinhel, pelas tabelas antigas. Por aqui também se pode compreender melhor a desertificação do interior...

sábado, 9 de agosto de 2014

A diáspora continua...


Estes números, que aparecem nos pacotinhos de açúcar dos cafés Nicola, não colhem a minha inteira confiança e parecem-me pouco rigorosos... Desconfio, grandemente, deste número redondo de 90.000 portugueses emigrados no Reino Unido, embora não tenha à mão elementos para o contraditório. Por outro lado, é sabido que, no Luxemburgo, a maior comunidade estrangeira é de nacionalidade portuguesa, constituindo cerca de 15 a 16% da população luxemburguesa total. Serão só 41.690? O português é também a terceira língua mais falada no Grão-Ducado. E até a Wikipédia regista 58.657 portugueses residindo no Luxemburgo. Pelo censo de 2012, havia 531.441 habitantes. Por isso, terei de concluir que estes números, sobre a emigração portuguesa, que aparecem nos pacotes de açúcar dos cafés Nicola, são uma ficção deslavada, sem grande rigor estatístico... 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Bom dia!, com números


Por hábito e método, estes dois pacotinhos de açúcar, fornecidos pelo Café Nicola, caberiam na rubrica "Uma louvável iniciativa". Mas achei que era forçar a nota, excessivamente...
Que haja 6.785 portugueses emigrados na Argentina, não me surpreende muito. Agora, que 8 lusos tenham ido para o Mali, com toda a sua instabilidade política e bélica, já me deixa, quase, estarrecido. Sinal dos tempos, dando razão à máxima: "A necessidade pode muito". E, como as estatísticas são dinâmicas, até pode acontecer que já haja mais do que 8 portugueses, no Mali, neste momento. 
Só poderemos agradecer a este Governo ter promovido, com sucesso, este turismo para o exterior...

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Uma louvável iniciativa (34)


Ora, aqui está um "Bom Dia" dado pelo Café Nicola, em pacotinho doce de açúcar.
Como as editoras, a banca, também as firmas transformadoras de  café se juntaram em grandes conglomerados, absorvidas umas pelas outras - é assim a voragem capitalista gulosa de crescimento desmedido. E o café Nicola, que foi o meu preferido anos e anos, já não é escolhido, provado e comprado pelo velho (e já falecido) sr. Albuquerque que, quase artesanalmente, combinava 50% de grãos de Robusta, com 50% de Arábica. Creio que é a Nestlé, hoje, quem faz isso, mas industrialmente.
Se bem compreendi a ideia desta colecção de 30 pacotinhos, ela destina-se a celebrar a diáspora portuguesa pelo mundo. Este 22/30 dá os bons dias aos 450 portugueses que vivem (e trabalham?) na Argélia. Se for essa a ideia, é uma louvável iniciativa...