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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Divagações 163


Os amigos, sobretudo os mais próximos, têm o condão de cingir e reforçar, muitas vezes, os afectos mais essenciais, que já vêm de trás. Ou seja, tornar próximas as coisas mais improváveis. 
Deve ter sido há mais de 50 anos que eu fui, pela primeira vez a Serzedelo, vila que ficava e fica relativamente próxima de Guimarães.
Tinha sido o Fernão, integrante do nosso grupo do Café do Toural, que nos convidara para uma merenda generosa, minhota, a servir em sua casa. Creio que foi num Julho calmoso e quente. O Chico, o Sáa, o João, talvez o Carlos e o Paúl - devíamos ter ido quase todos, jovens e alegremente.


Do povoado, apenas constava, de importante, a pequena igreja românica local, e de há sete séculos,  que nos foi facultada por uma familiar do Fernão, que guardava a chave. Os frescos, embora muito delidos pela humidade, ainda nos maravilharam, e o interior do templo havia de nos ficar na memória, pela sua extrema simplicidade estética.
Quanto ao lanche, que decorreu no alpendre da casa rural, posso afirmar que tinha vinho de Basto, acidulado e fresco, salpicão e chouriço minhotos, broa caseira e bolinhos de bacalhau, bem fornidos do dito e saborosos. É bem provável que, antes de regressarmos a penates, a mãe do Fernão ainda nos tivesse servido um cheiroso Caldo Verde, com a tora respectiva, para aconchego...



Ora, foi há dias que o meu bom amigo H. N. me presenteou com o magnífico Boletim 96 (Junho de 1959) do antigo MOP, dedicado ao restauro da Igreja de Sta. Cristina, em Serzedelo.
E foi assim que tudo veio à colação e memória desse tempo passado e grato.

agradecimentos a H. N..