Mostrar mensagens com a etiqueta Café Ceuta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Café Ceuta. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Uma louvável iniciativa 64

 


O jornal Público tem vindo a editar, quinzenalmente, uns originais livrinhos com temas literários portuenses, abordando assuntos diversos. O mais recente (3) foi dedicado aos cafés literários da cidade Invicta. Só anotei uma falta: a do Café Aviz (referido apenas de passagem), que costumava abrigar jovens universitários. Mas não faltava o Café Ceuta, onde almocei algumas vezes uns bons bifes à Ceuta, nem o celebrado Café Majestic, na rua de Santa Catarina, onde entrei pela primeira vez, em meados dos anos 60, na companhia de Eugénio de Andrade, que para lá me encaminhou.
O preço módico dos voluminhos e a sua impressão singular convida-nos a fazer a sua colecção.
Com curadoria e organização de Luís Gomes, alfarrabista residente em Óbidos, o próximo volume (4), a sair na Terça-feira (24/10), tem como título e tema O Porto dos Poetas.

sábado, 16 de setembro de 2017

Divagações 125


Eu creio que os escritores, ditos regionalistas, estão em queda livre, nas preferências dos leitores.
E também sempre achei que Aquilino Ribeiro (1885-1963) estava para a Beira Interior, assim como Tomaz de Figueiredo (1902-1970) se posicionava para o Minho. Sem comparar qualidades.
O que eu não esperava, é que pudesse vir a comprar, em S. Martinho de Anta, e sob o alto patrocínio de Miguel Torga (1907-1995), um voluminho simpático e bonito sobre a vida e obra do autor de Nó Cego (1950). Mas assim foi, e bem, que o livro é merecedor e o romancista bracarense, também.



Conheci-o, de vista, já lisboeta adaptado, em meados dos anos 60, no Café Ceuta (Av. da República), perorando a uma mesa do canto, entre o poeta Mendes de Carvalho (1927-1988) e a, depois, actriz, Maria do Céu Guerra (1943). Falaria do Minho, com certeza, e das suas andanças passadas, dos seus cães e caçadas, mas também da sua meninice, naquele seu muito próprio vocabulário antigo e riquíssimo de que os seus livros estão engrinaldados. Eu não trocaria os seus Tiros de Espingarda (1966) por quantos tordos já se publicaram; nem o Dicionário Falado (1970), interessantíssimo, eu trocaria pela prosa deslavada do mãezinha caxineiro. Que a prosa de Figueiredo é como prata de lei... Desconto-lhe a poesia, que é fracotinha.



Pois, do Centro Miguel Torga, lá trouxe esta monografia sobre as andanças de Tomaz de Figueiredo, para matar saudades do seu linguajar minhoto, genuíno. E fiz muito bem. Regalei-me...