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terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Em louvor do agrião

 

Pobrezinho, embora no agrado de muitos, nos dicionários é definido, de forma quase abstracta ou científica (?), como uma crucífera herbácea, o agrião era presença frequente na minha mesa infanto-juvenil vimaranense. Trazia-o de fora, talvez das margens do rio Selho, uma mulher descalça que o vendia, barato. Retomei-lhe agora o gosto, recentemente, com um sabor ligeiramente picante e estranho em vegetais de origem europeia. Para que conste, acompanhou, bem e à maneira em salada, umas iscas de cabrito fritas, à moda renana, com cebola e maçã reineta. E um Cabernet Sauvignon, monocasta, da Casa Santos Lima fez-lhes boa companhia.

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

As miríficas promessas do "sítio do costume"



Já não é a primeira vez que esta grande superfície anuncia, com pompa e circunstância, produtos a bom preço, para depois os não ter à venda nas prateleiras ou expositores. Vinhos então é frequente e contumaz...
Desta vez, foi o cordeiro de leite que o Pingo Doce anunciava e prometia a cerca de 10 euros o quilo. Qual quê?! O cortador afro-português, compungido, respondeu, ao pedido, que o produto acabara. "Já?" perguntou HMJ. Aí o rapazito corrigiu: "Não entregaram..."
Valeu-nos o Paulo, no seu talho do mercado, que, não prometendo com alarde, cumpre. Seja embora o cabrito um pouco mais caro. Mas bem merece, pela sua discrição e competência profissional.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Mercearias Finas 177



Anho ou cabrito, pela zona geográfica crismado, o cordeiro está ligado indissoluvelmente à Páscoa como refeição privilegiada, até por razões litúrgicas. Nos últimos anos, nem sempre temos cumprido a regra e já vieram perdizes estufadas à mesa, no almoço de Domingo. Provavelmente no próximo encomendaremos uma dose de leitão a quem o assa, desde os 15 anos, à moda bairradinha e como deve ser. A experiência que tivemos anteriormente foi muito promissora e deixou-nos boca para mais...
No entretanto, e como faltam dias, dei com uns versos de Bocage (1765-1805), que falam de papas nas suas dúplices funções. Por aqui os deixo, por lhes achar graça:

Pra que viva a cozinheira,
que tão boas papas fez,
confesso por esta vez
que bem me sabe e me cheira.

O Papa, em sua cadeira,
vestido de estola e capa,
não faz coisa tão guapa.

A cozinheira faz mais:
o Papa faz cardeais,
a cozinheira faz papa.

domingo, 12 de abril de 2020

Mercearias Finas 156


Uma grande parte do chibinho assado no forno já se foi. Bem acompanhado de um Dão Quinta dos Carvalhais 2002, tinto, que estava no ponto dos seus dezoito anitos. Casou com as damas de honor: ervilhas tortas e batatas novas assadas. Havia mousse de manga, no final, ou morangos, para quem não quisesse Queijo do Fratel ( ou do Lourenço) que veio à colação pascal.
Um grato reconhecimento a HMJ, que o escansão limitou-se a ir à adega, buscar o néctar.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Reflexões de Pascoela, com osmose gastronómica e enológica, naturalmente...


Tenho o passado arrumado, razoavelmente, na cabeça, até porque, sendo emotivo, não sou sentimental. Coisas há que têm o seu tempo e como bem dizia o poeta Afonso Duarte (1884-1958), "voltar atrás é uma falta de saúde...". Não me recuso, porém, a celebrar, algumas datas da tradição portuguesa, que são, em princípio, de enorme contributo calórico...
Dispenso as cavacas, o pão-de-ló, tenho pena de não ter à boca os bolos de gema desta época, mas faço questão de ter à mesa o anho pascal, no Domingo de Aleluia. Que é uma espécie de ressurreição laica atávica e de antanho, na minha vida. Mesmo que me recuse a hipócrita e teatral identificação, bem portuguesa e preguiçosa, de católico não praticante (que será isso? Não ir à missa aos domingos?!!!...)
No nosso almoço de Páscoa, naturalmente, o cabritinho no forno veio à mesa, tenríssimo, com aroma a alecrim e outras preciosidades silvestres. Fi-lo acompanhar de um monocasta de Touriga 2014, rústico de Silgueiros, tinto e ainda com taninos fortes. Sobrante, o cabrito regressou nesta segunda-feira de  antecipada Pascoela, mais apurado e perfeito. Escolhi, desta vez, um Assobio de 2011, produzido no Douro pela Esporão.


Excelente, para não dizer mais. Assim concelebramos a ágape pascal e de pascoela, à nossa maneira.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Adagiário CCLXXXIV


Cabrito de mês, leitão de três, e mulher de dezoito até vinte e três.