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quarta-feira, 13 de julho de 2022

Reincidência



Eu tinha prometido, a mim mesmo, não voltar a comprar a revista francesa Lire, mas reincidi. Porque os últimos números que tinha adquirido me tinham decepcionado.
Mas ontem acabei por comprar no quiosque o último número, de Julho-Agosto de 2022. Do mal, o menos: há 3 artigos referentes a publicações relacionadas com a língua portuguesa. Por ordem de importância e também cronológica de páginas: sobre a revista caboverdiana (1930) Claridade, na página 43, a propósito de Camões (pg. 44) e, finalmente (pg. 64), sobre a última tradução francesa dum livro do pivot orelhudo da RTP 1, a quem a Lire chama o Dan Brown português ( como diz o povo: "presunção e água benta cada um toma a que quer.")

quinta-feira, 29 de junho de 2017

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Auto-crítico, e com muitos itálicos


Ontem, depois de um modesto, mas saborosíssimo almoço, acompanhado por um fresco Chardonnay, da Casa Santos Lima, decidi-me a fumar um Montecristo, que me fora  generosamente oferecido por um bom amigo. E bebi, à falta de uma Adega Velha, uma competente Fim de Século, com uma pedrinha de gelo.
Por momentos, senti-me na pele de um Rendeiro (caridosamente absolvido, no seu primeiro processo, pelos amáveis juízes lusos) contemplando, embevecido, a sua pinacoteca privada. Imaginei-me Oliveira e Costa, deliciado, a observar os seus Mirós, sem pulseira electrónica, em casa. Ou o paquidérmico e facilitador agente da cultura, na Ajuda e sem dívidas ao Fisco, fumando um Cohiba, enquanto era entrevistado por Le Monde. Ao mesmo tempo que ia rabiscando uns apontamentos para o próximo policial, post-funções, e convalescente. Faltou-me só transportar-me até um resort em Cabo Verde ou Aguiar da Beira...
Ou seja, durante cerca de 15 minutos paradisíacos, vivi acima das minhas possibilidades. Será que a dívida portuguesa, por isso, subiu mais uns pontos? Fiquei a matutar.
Mas, depois, foi a ressaca. Durante quase 60 segundos, fiquei cheio de remorsos esquerdistas.

para H. N., aromaticamente.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Mayra Andrade (1985)

com agradecimentos a A. de A. M..

domingo, 14 de julho de 2013

Bana (11/3/32 - 13/7/2013)

Adriano Gonçalves, mais conhecido por Bana, faleceu ontem, em Portugal.
Com Cesária Évora era, talvez, o nome mais conhecido da música cabo-verdiana. Se a marca de Cesária era, principalmente, a melancolia do olhar e da voz, Bana, com o seu sorriso de bondade no rosto de um corpo gigantesco (quase 2 metros), expressava, sobretudo, na sua voz poderosa, uma alegria indestrutível, como só uma criança pode ter.

sábado, 22 de junho de 2013

domingo, 9 de junho de 2013

Miscelânea de um domingo sombrio


Os tempos cinzentos, na sua acepção mais integral, têm aguçado o engenho e humor dos portugueses, nestes últimos dois anos de desgoverno e empobrecimento. Valha-nos, ao menos, isso! A não ser assim, era só choro e ranger de dentes. Ainda hoje vi, no placard de entrada do meu prédio, um daqueles formatados, reconhecíveis e sugestivamente ameaçadores envelopes das Finanças, para ser devolvido, a quem alguém acrescentou, a caneta de feltro azul, a seguinte indicação manuscrita, para o carteiro: "Já não mora aqui! Está em Cabo Verde - vive em paz!..."
Quando vejo alguma coisa desproporcionada para a idade de quem a pratica, costumo pensar ou, até, dizer: "- Eu tive uma infância feliz!" Querendo com isso significar que brinquei com os brinquedos próprios, na idade certa (ou, pelo menos, tive essa sorte). Mas também li os livros infantis, na infância, e vi os filmes de Disney, quando era criança. Hoje, não tenho pachorra para os voltar a ver. Mas admito e compreendo que ainda haja adultos que delirem com BD, ou gostem de ver, pela enésima vez, o "Música no Coração" ou "A Gata Borralheira".
Eu próprio não estarei isento de tentações. E entusiasmei-me recentemente por um Pedómetro, oferecido por um bom Amigo, no meu aniversário. Colocado à cintura, o aparelhómetro, depois de regulado, permite-me saber, com precisão, ao fim do dia, as calorias que gastei, os quilómetros que percorri a pé, e os passos que dei. É um brinquedo fabuloso! Mesmo agora, às 9h58, constato, surpreendido como uma criança maravilhada, que já dei 1.179 passos. É obra!...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Cesária Évora (1941-2011)


A segunda morte de Amílcar Cabral


Por alguma razão Amílcar Cabral (1924-1973) terá querido reunir, na luta pela libertação, a Guiné com Cabo Verde. Hoje vemos que, das ex-colónias portuguesas, Cabo Verde é porventura, como país soberano e independente, aquele que tem seguido um trilho mais exemplar pela democracia e legalidade.
E a Guiné-Bissau, por entre o narcotráfico e a arrogância e cupidez dos generais, nunca mais toma juízo. É uma tristeza esta telenovela de golpes de estado sucessivos.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Miscelânea sobre comprimento e distância


1. Hoje, e pela primeira vez, alguém da República de S. Tomé e Príncipe veio visitar o Blogue. Vinha em busca do "sermão dos pássaros" (search words) e esteve a consultar (e ouvir?) o poste sobre a obra musical para piano: "Sermão de S. Francisco de Assis aos pássaros" (1862-63), de Liszt, interpretada pela húngara Etelka Freund. O poste é acrescido da pintura homónima, de Giotto.
Confesso que não fico totalmente indiferente às visitas das ex-colónias portuguesas, coisa que será estranha e irrelevante para as gerações posteriores à minha - o que é natural. De algum modo, há sempre alguma relação associada a esses recentes países. Uns porque lá combateram, outros porque lá tiveram família...
De todas as ex-colónias, apenas da Guiné-Bissau nunca ninguém visitou o Arpose. Mas o campeão de visitas é, seguramente, Cabo Verde, país que, por várias razões, muito admiro.
2. Quando eu era jovem, disseram-me que a palavra " ininterruptamente" era a mais longa (17 letras) da língua portuguesa, e nunca mais o esqueci. Embora não tenha a certeza dessa verdade. Nessa altura, também, o normal em nomes próprios era terem de 3 a 6 palavras. Muito raramente, tinham apenas 2, e algumas vezes 7 - era o máximo, em regra. Já mais tarde, nos Registos Civis, só aceitavam que os recém-nascidos fossem averbados com o máximo de 6 palavras, no nome. Haveria porventura algumas excepções justificadas...
Pois hoje, deparei no jornal, com uma notícia no obituário de uma falecida que possuía nada menos do que (incluindo o "dona") 24 palavras! O nome completo acabava por ocupar tanto espaço quase como o resto da notícia. É obra.