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sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Um título interrogativo e uma conclusão jornalística

 

Do jornal Público de hoje:

"Nos jogos Olímpicos, os cavalos sofrem ou são felizes?"
Diogo Cardoso Oliveira (pg. 27)
...
"...Sabemos que o turismo se tornou sem dúvida um problema quando ele só existe nestas duas modalidades: ou está em excesso ou está em falta. Ainda não foi inventada, para ele, uma justa medida."
António Guerreiro, ípsilon (pg. 30).

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Curiosidades 46 : os cavalos na América


É dado adquirido, mas incorrecto, que os primeiros cavalos teriam surgido na América, com Cristovão Colombo, nos anos finais do século XV. Ora, pelo contrário, a raça equina teria tido origem, precisamente, na América, há 35 ou 36 milhões de anos atrás. Depois, pouco a pouco, e através do Estreito de Bering, chegaram à Ásia e, posteriormente, atingiram a Europa. Entretanto, há 7.600 anos, as mudanças climáticas, na América, com acentuado arrefecimento de temperaturas, transformaram o tipo de vegetação e contribuiram para a extinção dos cavalos no solo americano.Irão regressar, no entanto, em finais do século XV e inícios do XVI, através das expedições de Colombo, Cortez e dos portugueses, sobretudo, no Brasil.
A sua proliferação é intensa, rápida e progressiva. A utilização dos cavalos nos trabalhos agrícolas, como meio de transporte e até nas batalhas, passa a ser constante. A sua posse era um sinal de riqueza e uma mais valia para os seus donos. Mas também os nativos (Índios) os cobiçavam e adquiriam, retomando as competências no seu uso, que os seus antepassados possuíam, naturalmente. A habilidade e destreza dos nativos americanos é amplamente visível na imagem produzida pelo pintor francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848), que encima este poste. O artista passou 15 anos no Brasil, e veio a publicar (1834-1839), em França, uma obra, amplamente ilustrada, que intitulou "Viagem Pitoresca ao Brasil".
A pintura é referida como "A carga de cavalaria dos Guaicuru", e a batalha representada terá ocorrido na primeira metade do século XVII, entre portugueses e nativos brasileiros dessa etnia.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Idiotismos 29


Os anos que eu levei até saber que o curioso toponímico Marateca (concelho de Palmela) poderia ter-se originada na simples expressão: Mar até cá...
Das cores dos cavalos, entre outras, conhecia eu, baio (crina e rabo pretos), de cor isabel (entre o branco e o amarelo). Mas quando dei pelo poema de Alberti, cantado por Ibañez (poste de 1/3/2015), estranhei o verso: "/Galopa, caballo cuatralvo/". Esclareci a dúvida num competente dicionário espanhol. Um cavalo assim, teria as quatro patas em pelagem branca. Quanto ao termo português (Quatralvo, que eu não conhecia) os 2 dicionaristas, que eu consultei, não coincidem inteiramente. Se Houaiss regista como cavalo com pintas brancas nas quatro patas, já Moraes refere: "diz-se do cavalo malhado de branco até aos joelhos". A Coudelaria de Alter, talvez melhor que os dicionaristas, pudesse resolver com rigor esta questão... 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Mercearias Finas 69 : globalização, cavalos e batatas


Às vezes esquecemos que a primeira globalização, no séc. XVI sobretudo, contribuiu grandemente para o enriquecimento cultural, gastronómico e até para uma maior biodiversidade dos continentes. Por termos visto muitos filmes sobre o faroeste americano, temos dificuldade, por vezes, em lembrarmo-nos que os primeiros cavalos que pisaram o solo americano, foram levados da Europa, por Fernando Cortez.
Mas também recebemos em troca. Por exemplo a batata, que veio dos Andes e acabou por substituir as castanhas, no acompanhamento das refeições, em muitos países europeus. No entanto - e era aqui que eu queria chegar, para o dizer -, nunca, até há 15/20 anos atrás, me chegou ao prato batata de tão fraca qualidade como agora. Na maior parte dos casos, vem de França, para as grandes superfícies. Mesmo que a dividam em batata para cozer e batata para fritar e assar. Farinhentas, descoradas, insípidas - uma lástima...
Longe vai o tempo em que elas começavam a aparecer, primeiro, da Lourinhã e do Montijo, depois iam amadurecendo nas Beiras, até chegarem, finalmente, de Trás-os-Montes - bons tempos de produção nacional, porque a batata era, quase sempre, boa. Agora, só através de deslocações às terras saloias e por ofertas amigas, vindas de Constância ou da Lourinhã, temos o gosto de as saborear no seu sabor inteiro.
Claro que a França, com a parte de leão que recebe da PAC para a sua agricultura, pode bem vender o rebotalho da produção aos Santos e aos Belmiros, ao preço da uva mijona, para eles encherem os bolsos, depois, e as grandes superfícies de toneladas de péssima batata, para consumo do pagode luso.
E vem tudo isto a propósito porque, no domingo passado, dois magníficos linguados grelhados iam-se perdendo no meio de reles batatas cozidas, francesas... que acabamos por deixar no prato, quase todas.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Filatelia LIX : temática cavalos


O poste de HMJ, sobre os negócios sujos do comércio da carne para consumo alimentar, leva-me a que, por associação coloque, em seguida, e nesta rubrica, a temática cavalos - animais de que gosto, por vários motivos, nomeadamente, os estéticos.
Escolhi selos de dois dos países envolvidos: a Roménia e a Alemanha. Ficou de fora a Holanda, donde é natural o escroque, e a Bélgica onde reside (Antuérpia). Muito embora os dois países também tenham selos com o motivo - cavalos.
Em imagem, a primeira série, da Roménia, emitida em 1970. A segunda emissão, composta por 4 selos, da ex-RFA (Alemanha), que entraram em circulação a 6 de Fevereiro de 1969. Muito diferentes, entre si, são duas séries que considero muito bonitas.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Adagiário XLVIII


"Ata curto, pensa largo, ferra baixo e terás cavalo."

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Em louvor dos cavalos

Os cavalos irlandeses e a crise


Durante os anos do período de crescimento económico fulgurante da Irlanda, milhares de irlandeses compraram cavalos. Não só porque, nalguns casos, traziam bom rendimento nas corridas de cavalos (muito populares no Eire), mas também porque eram um sinal exterior de estatuto social que outros queriam ostentar.
Em Novembro de 2010, contavam-se cerca de 20.000 cavalos abandonados pelos proprietários - por razões e dificuldades económicas. Ainda vagueiam pelos campos e na proximidade das cidades, se o frio do Inverno e a fome os não tiver feito sucumbir, entretanto.
Lembra-me um pouco, em Portugal, e talvez em menor proporção, o abandono dos cães por alturas do Verão, por parte dos seus donos, para poderem ir, tranquilamente, de férias...