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quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Pinacoteca Pessoal 167


Alentejano de Mora, António Costa Pinheiro (1932-2015) fez uma boa parte da sua vida na Alemanha, onde veio a falecer. Produziu uma obra muito original e a sua temática sobre Fernando Pessoa é facilmente reconhecível.

Este encarte, que reproduzo em imagem, pertence a uma pequena exposição, que ele apresentou na Galeria 111 ( ao Campo Grande), em Abril de 1969. Estive lá e conservei, avisadamente, o folheto simples da mostra.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Memória (103)


Embora tardiamente, porque a morte de Costa Pinheiro (1932-2015) ocorreu na passada sexta-feira, em Munique, anote-se o desaparecimento do Pintor português.
Era na Alemanha que residia, normalmente, desde 1957, embora nos últimos anos tenha feito algumas exposições em Portugal. Os azulejos da estação de metropolitano da Alameda atestam a qualidade da sua obra que, na fase final, cedeu a um figurativismo onde o humor e o lirismo andavam de mãos dadas. E em que se contam, também, alguns singulares retratos de Fernando Pessoa.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Três Fernandos


Se por insistência mediática, e talvez por vontade alheia ao desígnio do Poeta, a obra de Herberto Helder é comprada e lida (?), poesia há que, sendo "difícil", julgo que terá restritos leitores. E mal se fala dela, também, por discretíssima. Estou a pensar na obra de Fernando Guimarães e na poesia de Fernando Echevarría, que, à falta de melhor definição, eu denominaria de intelectualizada. E que se materializam numa forma quase prosaica de abstracção pouco, ou nada, lírica.
Mas também me pergunto qual teria sido a recepção (autêntica) à obra de Fernando Pessoa, enquanto vivo. Entusiástica, não foi, com certeza.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Em jeito de paradoxo


Haverá sempre pessoas lineares e, também (embora menos), tridimensionais, como Pessoa.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Iconografia moderna e laica (10) : missão universal


"...de todas as nações fazei discípulos, baptizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo..."
Mateus, 28: 19.

Fernando Pessoa: Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis.

sábado, 11 de setembro de 2010

Leves e breves considerações, por entre uma noite mansa


A amizade tem alíneas. Pode ter uma base ética, uma afinidade lúdica, por princípio, uma componente afectuosa, uma raíz aventureira, uma razão comercial - como estrutura ou cimento de alicerce. Até pode ter um fundamento interesseiro, que um dos amigos desconhece.
Há dias, com um Amigo - da alínea ética -, abordamos Fernando Pessoa. Eu defendia que a educação vitoriana e inglesa, do autor de Mensagem, na África do Sul, fora fundamental para a Obra que ele viria a fazer. O meu Amigo não concordava. Para ele, Fernando Pessoa seria sempre o que foi, mesmo que tivesse crescido e ficado, sempre, em Portugal.
Há diferendos, até mesmo na Amizade, que não têm solução à vista...