quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
Curiosidades 116
sábado, 2 de agosto de 2025
Divagações 208
segunda-feira, 11 de dezembro de 2023
Correspondência
sexta-feira, 19 de maio de 2023
Bibliofilia 205
quarta-feira, 1 de março de 2023
Da leitura (50)
A cerca de 1/3 da leitura, do livro Correspondência Fernando Lemos e Jorge de Sena (Documenta, 2022), não posso dizer que o andamento e assuntos me levem entusiasmado. Os interlocutores, na altura, Jorge de Sena (1919-1978), em Portugal, e Fernando Lemos (1926-2019), no Brasil, teriam cerca de trinta anos e é bem possível que o tom mais ligeiro do segundo tenha contagiado o estilo mais solto do poeta de As Evidências.
Duas transcrições darão o tom, ou andamento. De Lemos, em carta de 1954: "...Todos os dias acontecem ocupações. Bailados, teatro, exposições, jantar em casa de um, almoçar em casa de outro; eu sei lá! É cansativo, claro, mas dá gosto e vibra-se com tanta gente ao mesmo tempo, ansiosa de novidades e acontecimentos. A quantidade e qualidade de mulheres, faz o eixo ao fim de contas de toda esta movimentação. Nada se faz sem elas e sem ser por elas. Aparecem em todo o lado aos cardumes, sempre com um ar disponível, mesmo quando casadas, morenas, loiras alemãs, e outras meio japonesas. Tenho feito os maiores escândalos, e o Casais (Monteiro) sempre que me pode ajuda-me na luta pela mentira..."
Quanto à carta de Sena, de Lisbos e datada de 1955: "...Creio que nunca cheguei a dizer-lhe (pois se não respondi à carta) como achei admirável o seu poema «Que me importam as entradas e saídas dos barcos?», como o achei verdade. Por estas e por outras é que me repugna a «independência de capelista" dos seus ex-confrades e novos ex-confrades, quando proclamam as grandezas dos Cesarinys e outros Margaridos mais ou menos Euricos da Costa. Tudo isto meu caro, passe a vaidade, é uma merda que cada vez menos nos merece, a menos que, parafraseando o Casais, não se foda e, portanto, queira ser salva. Mas tenho para mim que não quer. ..."
Que cada um ajuíze da qualidade, após leitura da obra, e do seu interesse geral.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023
Do que fui lendo por aí... 55
Do Rio de Janeiro, em carta de 18 de Abril de 1954, de Fernando Lemos (1926-2019) para Jorge de Sena (1919-1978), em Lisboa, passo a transcrever um pequeno excerto da missiva:
"Estou a ler As memórias do cárcere (1953), do Graciliano Ramos. Gostaria que o lesse, mas não sei se já entrou em Portugal. Mande-me dizer se conhece, porque se assim não for, eu arranjarei maneira de lho mandar (são quatro volumes que, diga-se de passagem, cabiam apenas num, mas...). Vou ainda no primeiro volume, que achei chato, mas estou informado que é o pior dos quatro."
segunda-feira, 30 de janeiro de 2023
Lembrete 71
sexta-feira, 7 de janeiro de 2022
Memória 141
sexta-feira, 2 de abril de 2021
Balanços
sexta-feira, 26 de março de 2021
Lettera Amorosa
O título do poste é sedutor, e aqui o uso eu de forma muito restrita, que não como Monteverdi, René Char, Eugénio de Andrade ou João César Monteiro o usaram em obras suas. E tudo depende da perspectiva, muito embora estas cartas de François Miterrand (1916-1996), para Anne Pingeot, não confirmem inteiramente a conhecida afirmação irónica de Fernando Pessoa, até por evitarem o derrame excessivamente romântico, apesar da relação que, de algum modo, foi clandestina. Bem escritas as cartas, sem dúvida, pela extensão, talvez um pouco fastidiosas (são mais de 1.200 páginas). Mas o que seria de esperar deste oaristo de um grande político para uma competente estudiosa de Arte, embora 27 anos mais nova? Também não se esperem revelações bombásticas ou segredos de estado, pois Mitterrand, neste particular, foi cuidadoso na escrita.
Confesso que tenho feito alguma batota na leitura... tenho andado um pouco impaciente de humores, mas não dei ainda por terminado o folhear das páginas do livro, nem o devassar inteiro desta história de amor.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2021
Mistérios...
O livro, que o meu amigo H. N. me recomendou, emprestando-mo, foi editado em 2011. Com 528 páginas e em bom estado, foi comprado, usado, num alfarrabista da rua da Misericórdia (Lisboa). E tinha a particularidade de trazer apensa, com um clipe, uma carta, dirigida, cordial e intimamente, ao Professor Diogo Freitas do Amaral (1941-2019), por um amigo, Alberto, de seu nome.
Por indícios e alguma investigação, que fiz, julgo que a oferta da obra terá sido feita por um colega de Direito mas, sendo as provas insuficientes, não revelo o nome do cavalheiro que se hospedou no Hotel Ritz, utilizando envelope e carta dessa unidade hoteleira.
com agradecimentos a H. N.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2020
Carta de J. Guimarães Rosa para Óscar Lopes
Desconheço se esta carta, do singular romancista brasileiro Guimarães Rosa (1908-1967) para o professor e historiador de literatura Óscar Lopes (1917-2013), está inédita. Quem me poderia elucidar, já não pertence ao número dos vivos - o meu grande amigo António de Almeida Mattos (1944-2020).
Provavelmente, a fotocópia da missiva destinava-se a ser usada no Jornal Letras & Letras, do Porto, em algum dossiê sobre o professor universitário, e que este a teria facultado ao meu amigo António. Que, dentro de um envelope, que já me estava endereçado, o meu Amigo não me chegou a enviar. Foi a Isabel, a quem agradeço, que, encontrando-a, ma fez chegar.
Nota pessoal: resta-me acrescentar o interesse da carta. E, lateralmente, lembrar as amenas relações que existiram entre o António e o Professor Óscar Lopes. O que ajuda a explicar que eu tenha a oportunidade de publicar, no Arpose, este documento.
sexta-feira, 28 de agosto de 2020
Citações CDXLII
terça-feira, 25 de agosto de 2020
Recomendado : oitenta e sete
Ora, nesta silly season lusitana, em vez de nos dedicarmos a tantas miudezas inúteis, que por aí se publicam, mais valia lermos esta prosa límpida de dois portugueses de lei e condição.
Que, naturalmente, recomendo.
sábado, 1 de agosto de 2020
Joaquim Veríssimo Serrão
domingo, 29 de março de 2020
Mécia de Sena (1920-2020)
segunda-feira, 23 de março de 2020
De JRJ, sobre Camões
Segue:
Crêem os espanhóis competentes que o desventurado Camões é um grande poeta do trono terrestre, marinho e celestial? Nesse caso, é indubitável fazerem-se as coisas com elevação e respeito, e assim que seja dom Miguel Unamuno a "representar-nos" nessa comemoração, bem como dom Antonio Machado, os mais portugueses dos nossos actuais poetas. Se, pelo contrário, miscelâneas político-jornalista-literárias, como é costume fazer-se, decidam formar-se em amigável consórcio com os seus parceiros, como sejam O Menino de Vallecas e O Bobo de Coria - veja-se o documento inapreciável de dom Juan Echevarria - nosso actual e fulgurante Azorín das Hurdes, perito em tortas e papas; de que eu fujo como se fosse da fogueira.
Não me é possível mandar-lhe o meu retrato, nem creio que seja necessário, neste caso, publicá-lo.
Obrigado por tudo, deste seu afectuoso amigo,
Juan Ramón Jiménez
Nota: a carta foi traduzida de JRJ Cartas / Antologia (Espasa Calpe, 1992).
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
Ainda vai a tempo
sábado, 2 de novembro de 2019
Carta inédita de Jorge de Sena
* insertas na Revista de Occidente, nº 14, Madrid, Maio de 1964.
** na segunda edição do livro (Centelha, Coimbra, 1986), a bibliografia foi acrescida do trabalho de José Ángel Valente, de que eu tinha informado Jorge de Sena.