Ao que parece, e ainda bem, é o comércio tradicional a
marcar pontos nas escolhas dos consumidores. Embora forçada pela crise,
agrada-me a tendência, como início de uma batalha maior, dos consumidores, pela
defesa da liberdade de escolha e contra a “unicidade” do gosto, contra o poder
excessivo – quiçá mafioso – dos grandes grupos na imposição de preços, prazos
de pagamento e modos de produção, aos produtores.
A notícia divulgada hoje num jornal nacional encontra, no
meu jornal de referência, DIE ZEIT, algumas reportagens, que tenho acompanhado
com muito gosto, sobre a sobrevivência de algumas manufacturas, ditas
artesanais, que ainda sobrevivem nos países do Sul da Europa. O mais recente
destacava a “indústria vidreira” artesanal em Espanha.
Lembrei-me, obviamente, da indústria vidreira nacional. O
depósito da Marinha Grande, na Rua de S. Bento, onde se encontrava tudo e o
trabalho dos artífices nos enchia o olho.
Além disso, um passeio pela Rua de S. Bento, a Rua dos
Fanqueiros – para ver os tecidos – ou outras ruas da Baixa, não se compara aos
“balões fechados” dos “Centros Comerciais e Grandes Superfícies”.
Não tenho dúvida de que, em consciência e com
esclarecimento, o homem acabará por defender a dignidade do trabalho do seu
próximo, porque lhe reconhece a sua dedicação e o seu esforço que os farsolas
dos “Soares dos Santos e quejandos” apenas sabem sugar em proveito próprio.
Post de HMJ