Ora, hoje, vou intrometer-me numa secção do Arpose, que não costuma ser da minha responsabilidade, a saber, as Mercearias Finas, pela simples razão de ter sido eu a trazer para casa o jornal com a embalagem da latinha em epígrafe.
Como recebi de herança familiar materna que qualquer objecto novo tem que ser apreciado e avaliado quanto antes, lá enriquecemos o nosso jantar, normalmente frugal, com um pãozinho de feitura caseira e o conteúdo da latinha acima reproduzida.
Embora acolhendo frequentemente iniciativas que visem a promoção do produto nacional, tanto pela qualidade como pela proximidade de produção, acontece que alguns lances depois se revelem fracasso pela "provincial modernice" que introduzem.
O "chefe" insitiu na introdução, pouco justificada, de canela, estragando, com esse lance, o conjunto do sabor dos peixinhos.
Esse bater de palmas a qualquer gesto das criaturas instalou-se, há tempos e bem cedo, no universo de uma população infantil e juvenil. Crescendo neste domínio pouco racional e acrítico da prestação individual, assistimos, depois, a um país de brilhantes: fazedores de versinhos promovidos a poetas, cozinheiros em lugar de chefes de impérios - frágeis à espera da salvação do contribuinte - merceeiros saltando para a categoria de empresários, CEO's e quejandos, sem esquecer outros que, pela formação académica, deviam ser mais objectivos.
Quando a família não sabe domar os rebentos, também não se peça depois aos professores conscientes que emendem tanto desmando.
Post de HMJ