Um folheto publicitário de uma conhecida cadeia de grandes superfícies, chegado à minha caixa de correio, no meio das inúmeras promoções de Natal em que constavam 9 whiskies, anunciava apenas uma banal e média aguardente velha, e mais um pindérico brandy nacional.
O novo-riquismo português, em matéria de destilados, campeia desde há muito, com o deslumbramento pacóvio ante o estrangeiro. Embora algumas das nossas aguardentes velhas (Adega Velha, Ferreirinha...) possam ombrear, tranquilamente, com os melhores conhaques franceses.
Para não falar da banalidade flagrante de uma grande maioria de whiskies que por cá aparecem... Mas, como quase tudo aquilo que vem de fora, tem a reverência palerma e acrítica do zé povinho nacional. Não há nada a fazer, vem de há séculos atrás. Nesse aspecto, somos extremamente conservadores.