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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Últimas aquisições (11)


Separados por 55 anos, estes dois livros que comprei, usados, ainda ontem.
De 1919, centenário por isso, editado pela Portugália, o Neves de Antanho, do Conde de Sabugosa (1851-1923), despertou-me o interesse por um dos capítulos ser dedicado a D. Jorge de Lencastre (1481-1550), filho bastardo de D. João II, e de Ana de Mendonça. E a uma sua paixão serôdia, por uma jovem fidalga...
A antologia de poetas expressionistas alemães, bilingue (alemão e francês), foi publicada, em 1974, pela prestigiada editora de François Maspero, e pareceu-me muito ampla (360 páginas) e bem representada.
Dei pelos 2 volumes 10 euros, o que me pareceu bom preço e módica quantia pelo prazer que me vão dar, futuramente, com certeza.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Civilidade (11) : tratamentos (2)



Sempre foi preocupação maior dos portugueses, o tratamento e suas regras de etiqueta, entre si. Vários escritores e tratados de civilidade falam disso e até especificam, cuidadosamente, a hierarquia dos tratamentos que se devem usar. Poetas abordam também o assunto e o Abade de Jazente, em vários sonetos, fala deste tema ("...Porque vai querendo huma Excellencia/ Quem tinha a senhoria porventura."). Era frequente, pelo menos até há pouco tempo, o estudante universitário que chegava a Coimbra, mesmo sendo caloiro, ser logo tratado por "Senhor Doutor" pelos comerciantes e demais nativos da Lusa Atenas. O tratamento de "Sr. Engenheiro" ou "Sr. Doutor", ao contrário dos países de cultura anglo-saxónica, era ( e é, ainda hoje, muitas vezes) requerido pelos seus detentores de grau académico, para disfarçar porventura a vulgaridade banal dos mesmos. E, isto, já vem de muito longe, em Portugal. O Conde de Sabugosa no livro "Neves de Antanho" conta um episódio interessante e curioso ocorrido entre a Duquesa de Aveiro e o Duque de Bragança. Segue: a Duquesa de Aveiro "conversando um dia com o Duque de Bragança, D. Theodosio, lhe ia dando no decorrer da palestra o tratamento de «Vossa Senhoria». Elle dissimulou cortezmente o despeito, mas na despedida disse-lhe sorrindo: «Advirta Vossa Excellencia ( e sublinhava o tratamento) que cada um dá o que tem comsigo». Ora, n'esse tempo, só a casa de Bragança tinha «Excellencias» de juro."