Já tive mais paciência para ver uma série policial na televisão, mas às vezes reincido.
Por outro lado já li o que havia para ler de S. S. van Dine, e não era muito. E de Conan Doyle. Os Maigret, de Simenon, também já foram todos. Estes são para mim os escritores de primeira água. Quanto à segunda divisão, classifico Stanley Gardner, Ellery Queen, Rex Stout e Agatha Christie.
Desta última Senhora, nunca consegui suportar a voz adamada e os tiques afectados da representação estereotipada de David Suchet, nas séries televisivas. Em cinema, creio que o melhor Poirot ainda foi Albert Finney.
Mas ontem, por mero acaso, na Fox Crime, deparei-me com John Malkovich na figura do detective belga. Sempre achei este actor de segunda ou terceira categoria e não me merece grande entusiasmo. E a série é uma adaptação em três episódios do romance The A. B. C. Murders, de Agatha Christie, que foi traduzido para a colecção Vampiro, portuguesa, sob o número 167, com o título Os crimes do ABC.
A representação dos actores é banal, Malkovich incluído, que compõe um razoável Poirot, sem tiques de maior e alguma sobriedade. A re-criação televisiva alterou algumas coisas da trama original do romance policial. Nesta versão, o inspector Japp, da Scotland Yard, já morreu, após breve reforma. Neste primeiro episódio, pelo menos, o capitão Hastings, fiel amigo e companheiro de Hercule Poirot (qual alter ego do dr. Watson), também não apareceu.
Mas nota-se a marca e o dedo miraculoso da roteirista Sarah Phelps, que permite boas expectativas.
Por isso, no próximo domingo não vou perder, às 22h00 na Fox Crime, o segundo episódio da série.
Mas nota-se a marca e o dedo miraculoso da roteirista Sarah Phelps, que permite boas expectativas.
Por isso, no próximo domingo não vou perder, às 22h00 na Fox Crime, o segundo episódio da série.