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segunda-feira, 23 de março de 2026

Filatelia CLIV

 


São selos misteriosos estes, em imagem, e vieram à minha mão de um leilão, em Inglaterra, em 1976.
Contextualizando: em Setembro de 1891, o governo português concedeu a exploração, em Moçambique, a empresas privadas de dois territórios nomeados Companhia de Moçambique e Companhia do Nyassa. Este contracto vigorou até 1929 e foram emitidos selos próprios que circularam, alguns dos quais foram impressos a talhe doce pela companhia britânica Waterloo & Sons LTD, de Londres. Em seguida, estas regiões passaram a usar estampilhas da colónia de Moçambique.
Datados, ao que parece, de 1897 e intitulados "não emitidos" (rigorosamente, seriam não circulados), surgiram os selos com o motivo acima, com as taxas de 10, 20 e 50 réis, de Cabo Delgado, denteado 14 1/2, bem como não denteados. E ainda, pelo menos, 2 selos "Provisório" de 5 sobre 10 réis laranja, um denteado e outro não denteado.
Em Novembro de 1996, num leilão da Afinsa, o catálogo propunha uma estimativa inicial de venda de Esc. 5.000$00 para cada selo, individualmente.
A causa ou razão desta emissão e tentativa gorada de circulação é que eu não a consegui descobrir.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Filatelia CVI


São um dos mais espectaculares erros que se podem encontrar em Filatelia: os selos com o centro invertido. Resultam de impressões que se têm de executar por mais do que uma vez, e de um trabalho descuidado, que os artífices fazem, ao colocar ao contrário as pranchas. Ficam assim as cercaduras invertidas. Em relação a Portugal, este erro creio que apenas aconteceu com alguns selos da Companhia do Niassa, que foram gravados a talhe doce, pela Waterlow & Sons (Londres), em 1901. Falei destas variedades, aqui no Blogue, em "Filatelia XCVII" (11/12/2014).
Sendo erros pouco frequentes, os exemplares com esta anomalia, são normalmente muito caros, mas também muito apetecidos. Em imagem, damos conta de alguns "centro invertido" mais célebres, com o preço por que foram vendidos, recentemente. Da Europa, surgem erros da Bélgica e Hungria. E ainda exemplares dos E. U. A., da Austrália Ocidental e da Índia Inglesa.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Filatelia XCVII


A Companhia do Nyassa, bem como a Companhia de Moçambique, foram criadas na última década do século XIX, com o objectivo de desenvolverem, na colónia de Moçambique, progressivamente as áreas sob a sua supervisão administrativa. Eram empresas privadas, creio que de origem inglesa, e tinham o direito de cobrar impostos e até de emitir selos de correio, que seriam usados apenas nessas áreas concessionadas pelo Estado Português. Tiveram uma existência de cerca de 30 anos.
A Companhia do Nyassa ocupava uma área considerável, a norte do rio Lúrio. E os primeiros selos a circularem foram os da própria colónia, mas com a sobrecarga: Companhia do Nyassa. Mais tarde (1901) sairam as primeiras estampilhas próprias que foram gravadas pela Waterlow & Sons (Londres) e que tinham, no canto superior esquerdo, a efígie do rei D. Carlos. Pouco tempo depois, terão aparecido à venda, em Paris, alguns exemplares de algumas taxas com o centro invertido. Sendo a Waterlow & Sons uma reputada firma impressora, que também trabalhava para os correios ingleses, onde raramente apareciam imperfeições no seu trabalho final, os erros causaram certa surpresa nos filatelistas da época.
Aventa-se a hipótese de algumas folhas de refugo terem sido adquiridas, clandestinamente, por Jacques Wortman - que as vendia em França - a algum funcionário menos escrupuloso da Waterlow & Sons.
São esses 4 selos, com o centro invertido, bem como os correspondentes, perfeitos, que deixo em imagem. A preços de catálogo, estes selos com erros valem cerca de 10 vezes mais do que os originais, com a impressão correcta.