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segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Longevidade e ruínas



Não se pode dizer que tenha tido sorte com o Vinho de Colares. Cronologicamente, em 1979, de dois vinhos dessa região demarcada, que comprara na Parede, o saco de plástico, em que os trazia, rebentou em Alcântara e uma das garrafas partiu-se, tendo-se perdido o néctar que era bem antigo...
Como o Colares tem fama de longevo, por causa da casta Ramisco e do chão de areia, fui guardando algumas garrafas na minha adega (Chitas, Viúva Gomes...), mas também não tive grande sorte: uma boa parte delas foi condenada ao vinagre, para não se perder de todo. O vinagre é que ficou de excelência.
Depois, há convergências inesperadas. Ainda no sábado passado, e no Fugas do jornal Público, se falava efusiva e entusiasticamente das maravilhas de um Colares Viúva Gomes, tinto, da colheita de 1924. Ora hoje, em sítio impróprio e improvável, viemos a descobrir um Colares branco de 1916, da VNP, comprado há alguns anos, e de que já nem nos lembrávamos sequer.
Garrafa que, ao ser retirada do local inóspito, se quebrou, perdendo-se o néctar. Fica a foto, para memória futura deste triste desenlace.