Mostrar mensagens com a etiqueta Colónias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Colónias. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Mapas, fronteiras, zonas de influência


Os mapas sempre foram uma das formas gráficas de demarcação de poder, mesmo antes, muitas vezes da posse ou exploração efectiva de territórios. O chamado mapa cor-de-rosa foi uma forma que a Grã-Bretanha utilizou para se apossar de uma boa parte de África que, até aí, embora deficientemente explorada, era considerada portuguesa. O czar Pedro, o Grande, Catarina da Rússia e Estaline - este último nos finais da II Grande Guerra - fizeram re-arranjos de fronteiras, nas cartas geográficas, para alargarem as zonas de influência da Rússia, premeditadamente.
Se o séc. XX, sobretudo depois da II Grande Guerra, marcou o começo do fim dos impérios europeus, não é menos verdade que as zonas de influência, do antigo colonizador, se vão continuando a fazer sentir, de uma forma mais subtil e consoante a força bélica e política desses países. Sendo certo que a debilidade portuguesa não tem tido peso na reposição da legalidade na Guiné-Bissau, após o golpe militar, já a recente intervenção da França, no Mali, prova concretamente a zona de influência francesa, em África - embora com o acordo decisivo das Nações Unidas.

sexta-feira, 2 de março de 2012

O fim dos Impérios


Tudo indica, por artigos nos jornais, livros e dossiês de revistas recentemente saídos, ou em destaque, que a França se prepara, após 50 anos da independência da Argélia (3 de Julho de 1962), para reavaliar o que representou, na sua História, o acontecimento, os traumatismos e o regresso dos pieds-noirs ao continente europeu.
O fim dos impérios teve para quase todos os países europeus, acontecimentos semelhantes, inícios parecidos ou paralelos, e fins praticamente iguais. O desastre de Diên Biên Phu, na Indochina francesa, em 1954, pode bem comparar-se à anexação de Goa, Damão e Diu, em Dezembro de 1960, pela União Indiana; o início da insurreição da Argélia, ao começo das hostilidades em Angola, no ano de 1961. O regresso dos pieds-noirs (200.000) à ponte aérea dos retornados (cerca de 500.000) de Angola, principalmente.
Não sei se alguma vez se fará, em Portugal, um debate alargado e profundo sobre o período e as guerras coloniais. Tirando o excelente programa televisivo de Joaquim Furtado, alguns (poucos) romances sobre o tema, além de muitos poemas de Fernando Assis Pacheco, reflectindo a sua experiência pessoal de guerra, não há muito mais - creio. Temos uma forma diferente de lamber as feridas. E não temos nenhum corajoso Baltasar Garzón, para questionar o passado, até às ultimas consequências. E valeria a pena?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Filatelia VII : Colónias


Singularmente e, ao contrário de outros países europeus, em monarquia (Bélgica, Holanda, Inglaterra...), que representaram os seus reis nas primeiras séries das suas colónias, Portugal usou apenas a Coroa ( desenho de Augusto Fernando Gerard) como símbolo e não a figura do rei D. Luís. Embora, posteriormente, os réis portugueses viessem a aparecer representados nos selos. As primeiras colónias a ter selos próprios foram: Angola (1870-77), S. Tomé e Príncipe (1870-77) e a Índia Portuguesa, logo a seguir - 1871.
Os primeiros selos da Índia Portuguesa são muito rudimentares e artesanais. São chamados nativos porque os meios utilizados, no seu fabrico, eram exclusivamente locais, de início. Estão representados na última fila da imagem que encima o poste. O desenho foi feito pelo engenheiro José Frederico d'Assa Castel-Branco e a execução dos selos teve o ferreiro Gouvinda Zó, como autor. Os restantes selos, de S. Tomé e Príncipe - na imagem - são comuns, praticamente, no desenho da Coroa, às restantes colónias portuguesas.