Erva aromática de sabor inconfundível, os coentros são, na minha opinião, imprescindíveis na confecção de entradas de ameijoas ou conquilhas e até em alguns pratos de carne. São também uma mais valia no tempero de algumas saladas. A planta teria vindo do Oriente, daí também ser chamada salsa da China, mas o seu uso e cultivo propagou-se, sobretudo, na bacia mediterrânica onde, inicialmente, teria sido utilizada na gastronomia da Grécia e da Itália.
Tal como o louro, há quem a considere perigosa para a saúde, e até venenosa, factor que não é confirmado, ao que parece (senão em grandes quantidades), pela comunidade científica. Seja como for, um artigo sobre os coentros, num dos últimos TLS, provocou acesa discussão e inúmeras cartas ao director deste jornal literário inglês, em que as opiniões se dividiam. Tenho acompanhado esta polémica com alguma atenção. Compensadora, aliás.
Uma das últimas cartas ao director, referia o árabe Yahya ibn-Awwam al-Ishbili (este apelido final significava: o Sevilhano) que, tendo-se dedicado à Agricultura, viveu nessa cidade de Espanha, nos finais do séc. XII. Este árabe escreveu um livro, Kitab el-Filaha ( Livro de Agricultura), em que refere que se "se plantarem os testículos de um bode na terra e os regarem, em breve, crescerão coentros onde não tinham sido semeadas quaisquer sementes."
Curioso, não é? Embora pouco credível...
Uma das últimas cartas ao director, referia o árabe Yahya ibn-Awwam al-Ishbili (este apelido final significava: o Sevilhano) que, tendo-se dedicado à Agricultura, viveu nessa cidade de Espanha, nos finais do séc. XII. Este árabe escreveu um livro, Kitab el-Filaha ( Livro de Agricultura), em que refere que se "se plantarem os testículos de um bode na terra e os regarem, em breve, crescerão coentros onde não tinham sido semeadas quaisquer sementes."
Curioso, não é? Embora pouco credível...