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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Divagações 214



Pela 3ª vez me vem à colação, no Arpose, o Deutsches Eck e a cidade de Coblença (Alemanha). Se da primeira vez (4/12/2011) o motivo foi a escassez de água no Reno que provocou a interrupção do tráfego fluvial e a descoberta de duas bombas por deflagrar, no fundo das areias, provenientes de bombardeamentos dos Aliados na II Grande Guerra, desta vez, pelo contrário, foi o excesso de águas do rio germânico, cerca de 14 anos depois, que quase provocou a submersão da estátua equestre do imperador Guilherme I (1797-1888) que, com Bismarck (1815-1898), foi responsável pela unificação alemã, em 1871.
Encimando o poste, fica a fotografia recente e comprovativa da inundação no Deutsches Eck.

terça-feira, 22 de abril de 2025

Pinacoteca Pessoal 212

 





Integrado na escola romântica, o pintor inglês James Webb (1825-1895) vinha de uma família de artistas - quer o pai, quer o irmão se dedicaram também à pintura. Notável paisagista, quanto a temáticas, o seu gosto por marinhas faz-se notar nas obras que estão representadas no Museu Victoria e Albert, bem como na Tate Gallery.


Mas também há quadros seus no estrangeiro, como por exemplo esta fortaleza de Ehrenbreitstein, algo idealizada, que se guarda no Mittelrhein-Museum de Coblença.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Recuperado de um moleskine (34)


Parece mais Janeiro do que Dezembro, pela laica algidez das perspectivas, mas chove miudamente ao fim do dia. E há um ralo nevoeiro que obscurece o horizonte curto da rua, à minha frente.
Será Simrockstrasse ou Inverness Terrace, na memória por cenário, em território hostil desgovernado? Pouco importa agora, de momento, à fixação escrita, do que foi real. 
As sinestesias funcionam muitas vezes por afecto. Outras vezes, a imaginação progride do desencanto ou do frio. Cá ou lá, os anos vão esgotando o possível.
Nascimento ou morte, por entre, reúnem.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Um museu à medida de Koblenz


Sem a riqueza do acervo do Museu Ludwig, de Colónia, o Mittellrhein-Museum de Koblenz integra, desde 2013, no centro da cidade e em edifício arejado e condigno, esteticamente bonito, vários focos museológicos, até essa data dispersos pela urbe renana. Variados segmentos, que compreendem a arqueologia, arte sacra, com um interessante grupo estatuário de madonas sorridentes, bem como um acervo pequeno, mas significativo de pintura antiga, de que eu destacaria um pequeno quadro representando Santa Ana, a Virgem e o Menino, de autor desconhecido, do início do século XVI;



muito próximo, se pode apreciar, do flamengo Lucas van Valckenborch (1535-1597), uma Torre de Babel (1585), finamente executada, apesar de nos lembrar outras obras da nesma época, sobre o mesmo tema, de outros pintores, embora talvez menos conseguidas.



O retrato está abundantemente representado, por obras de pintores regionais, menos conhecidos, alguns dos quais muito sugestivos na sua expressividade humana. O Mittellrhein-Museum tem também um acervo interessante de pintura moderna e contemporanea que integra, entre outras, pinturas de Munch e Nolde.
E quero por aqui arquivar, por gosto pessoal, uma pequena paisagem fluvial de Turner, de 1842, que muito me agradou e surpreendeu.



Ora, foi assim que gastamos, culturalmente, a nossa Quinta-feira, matinal, com prazer e proveito, em Koblenz, sem Sol, mas também sem que a chuva nos incomodasse.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

As várias noites europeias


Achei franca e avaramente iluminadas as estradas alemãs, de noite. As vias belgas, um pouco melhor.
Mas, agora, ao ver ao longe e de noite, a colina de Palmela e o seu castelo, iluminados, parece-me ver um brasido, uma espécie de rescaldo de incêndio, com pequenos focos de luz forte que se derramam e prolongam até à beira-rio.
Nem o Ehrenbreitstein, quando rodeamos Coblença, estava assim iluminado. Uma diferença enorme, em suma, que me faz pensar que os povos iluminam as suas noites, na proporção quantitativa da luz que recebem durante o dia. Porque, realmente, a luminosidade belga e alemã, dos dias de Novembro, era muito rala e tímida. E o Sol raramente aparecia.
O pior são os custos energéticos...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Gansos do Nilo no dia de S. Nicolau



Numa estadia, recente, na antiga cidade chamada "Confluentia", pela confluência dos dois rios - Reno e Mosela - actualmente Coblença, deparámo-nos, no dia da partida, com uns gansos na relva junto ao Reno,  apreciando o seu porte elegante de pescoço alongado. 
Na altura, não houve tempo para tirar fotografias, ficou apenas a imagem mental. No entanto, hoje, no dia de S. Nicolau, recebemos a imagem acima reproduzida, com os "gansos do Nilo", já a passear no meio da neve junto ao rio.
E, assim, partilhamos com todos os leitores o dia de S. Nicolau.

Post de HMJ