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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Filatelia CXXIV


De entre as temáticas filatélicas, a das Aves é uma das mais apetecidas pelos coleccionadores.
Conhecedores do facto, alguns Correios estrangeiros exploraram essa fraqueza dos filatelistas. Portugal não fugiu à regra nem ao filão, mas nas ex-Colónias, sobretudo. Data de 1951, a primeira série sobre aves e foi produzida para Angola (ver Filatelia CXVII, de 24/2/2017, no Arpose), mas a sua execução foi entregue à famosa empresa Courvoisier S. A. (Suiça), que fez um belo trabalho. Ainda hoje esta série, de 24 valores, é muito cobiçada e está bem valorizada, nos catálogos nacionais e estrangeiros.



Também a Inglaterra começou pela Commonwealth (Austrália, Nova Zelândia, Colónias africanas...), até que, em 1980, emitiu, para o próprio Reino Unido a sua primeira série de Pássaros, para comemorar o centenário do World Bird Protection Act, composta por 4 selos, personificando: o Alcião*, o Tordo mergulhador, a Galinhola e a Alvéola (por esta ordem, na primeira linha da imagem). Como a série teve imenso sucesso, em 1989, repetiram a proeza. Desta emissão, damos em imagem, 2 dos 4 selos (na segunda linha). O primeiro representa o Mergulhão** e o segundo dá pelo nome inglês de Oystercatcher (Ostreiro?).

Nota pessoal e aditamento posterior:
tenho por princípio, no Arpose, evitar, sempre que possível, transcrições em línguas estrangeiras. Mas traduzir, para a nossa língua, representa sempre algum risco, e dá trabalho a quem o faz.
Amigavelmente, AVP, em diálogo cordial e construtivo, pôs-me algumas dúvidas em relação às traduções que fiz, sobre os nomes, em português, de aves, neste poste.
As discordâncias ou incertezas sobre os nomes, vão assim em asterisco:
* Alcião (Kingfisher) é, no entender de AVP, o nosso Martim-pescador ou Guarda-rios, no que estarei quase pronto a concordar.
** Mergulhão (Atlantic Puffin), na opinião do meu Amigo, seria o Papagaio-do-mar. Eu inclinar-me-ia para a hipótese alternativa de poder ser o Ganso-patola. Mas não tenho a certeza...
Seja como for, o meu agradecimento a AVP.  

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Filatelia CXVII


Com alguma frequência, sobretudo antigamente, e quando era exigido algum rigor na reprodução de imagem, os CTT de Portugal contratavam firmas estrangeiras para a produção de algumas séries de selos nacionais.
Creio que a primeira série filatélica a ser produzida fora da Casa da Moeda foi a do 5º Centenário do nascimento do Infante D. Henrique (1894), com desenhos de Veloso Salgado. As estampilhas foram trabalhadas na Giesecke & Devrient, de Leipzig (Alemanha). Também a Waterlow & Sons (Londres) produziu várias séries de selos para os Correios Portugueses.
No caso das Colónias, nomeadamente Angola, a notável e celebrada série das Aves* (1951) foi heliogravada pela Courvoisier, SA (Suiça), que já tinha produzido, para os Correios de Portugal continental, as emissões do Presidente Carmona (1945), Costumes Portugueses (1947) e Avis (1949), todas elas de grande apuro e qualidade gráfica.
O apetrechamento nacional foi-se entretanto aprimorando e, em 1953, a Litografia Maia (Porto) já foi capaz de produzir, também, a bela série de Animais de Angola, com grande perfeição gráfica. É essa série, na íntegra, que se reproduz em imagem, bem como alguns valores da série de Aves, de 1951.

* A série de Aves (Angola, 1951), completa, tem, actualmente, um valor de catálogo (Mundifil, 2015) de 660 e 100 euros, consoante for nova ou usada.