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quarta-feira, 29 de abril de 2026

A evitar, absolutamente (9)

 

Há empresas que não deviam existir, pela sua incapacidade básica em termos de funcionaldade mínima e pela sua impossilidade prática de prestar um serviço de qualidade profissional, aceitável. Que a Wook se não tenha ainda dado conta da incompetência da Tour Line Express que, ao que parece, é um empresa (?) subsidiária dos CTT, é que é para estranhar... Pois, a nós, é já a segunda vez que nos presta um serviço abaixo de cão (salvo seja). Repetiu a façanha de mentir, ao deixar uma encomenda (livro) no entreposto-armazém dos CTT, aqui nas redondezas, dizendo que não atendemos, quando nós estivemos todo o dia em casa. Para além disso, demorou 27 (!) dias para trazer de Espanha um objecto até Portugal. (Será que esteve retido no Estreito de Ormuz?...)
Irra!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Filatelia CLII


 
Terá sido em Agosto de 1973, ou no ano seguinte, que visitei, pela primeira vez, o Museu Postal Nacional inglês, em Londres, criado cerca de sete anos antes, graças ao contributo mecenático do filantropo, homem de negócios e filatelista Reginald Moses Phillips (1888-1977).



O nosso equivalente museu dos CTT, na altura, da parte da exposição e estantes, tinha um caricato aspecto artesanal. Que veio, felizmente, a melhorar depois. O acervo filatélico era porém rico e não desmerecia o confronto com o seu congénere britânico.


quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Ontem como hoje


A incomunicabilidade alarga-se a praticamente quase todos os grandes serviços públicos e privados nacionais, onde, muito provavelmente, refastelados nos seus sofás, os CEO's não querem ser incomodados com perguntas ou reclamações. A crónica de Clara Ferreira Alves vem na revista do Expresso de 15/12/2023.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

A evitar, absolutamente (6)

 

Os nossos correios eram famosos, no passado, por serem dos mais profissionais e eficazes de todo o mundo. Isto foi verdade até aos anos 60/70 do século XX, como eu próprio poderia comprovar. Hoje, os CTT deixam muito a desejar quanto ao serviço, infelizmente, por razões sobejas que poderia também exemplificar.
Mas há pior. O DHL, serviço internacional de encomendas postais, é de uma incompetência a toda a prova. Das últimas 3 entregas, duas falharam, e a última só foi recuperada, por nós, in extremis. Além do péssimo serviço, os funcionários mentem dizendo que deixaram aviso na caixa do correio, que não deixaram nestes 3 casos, e informando no depósito que não estava ninguém em casa, o que também não era verdade. Mostram assim a sua irresponsabilidade total. Como qualquer criancinha irracional, ou  empresa pimba de vão de escada.
Nem ao meu pior inimigo eu recomendaria este serviço, abaixo de cão, do DHL. Fujam dele a 7 pés!

domingo, 29 de maio de 2022

Flagrante



Desde a tarde de sábado que a viatura está estacionada junto ao prédio outrabandista. Pergunto-me se os carteiros-biciclistas também podem levar o velocípede para casa. Ou se o carro, na imagem, será uma nova forma expedita do Banco CTT a domicílio.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Filatelia CXLIII



A meio termo entre livro de arte, este número particulamente, e classificador enriquecido e temático, estes volumes dos CTT reuniam com gosto estético e textos de qualidade, séries emitidas anteriormente, com assuntos definidos, tratados por especialistas na matéria. Não creio que tivessem muita procura, porque até na Alemanha, nos Flohmärkte, encontrei à venda alguns e até comprei dois em bom estado. Usados, creio que se podem adquirir, hoje em dia, por entre 20 e 40 euros. 




O livro (Outubro de 1990) contendo, em blocos filatélicos, 18 selos dedicados à pintura portuguesa do século XX (Pomar, Dacosta, Nadir, Guimarães, Vespeira...) é acompanhado por um sucinto mas elucidativo estudo de José-Augusto França (1922) sobre o tema proposto. A obra teve uma tiragem de 15.000 exemplares, numerados.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Filatelia CVII


O que é Portugal é bom, filatelicamente. De longa data que os selos portugueses têm fama, mesmo no estrangeiro, como, até grande parte do século XX, os nossos Correios eram considerados dos mais eficientes do mundo. Lembro-me de deitar cartas, ao fim da tarde, em Coimbra, no início dos anos 60, sabendo de antemão que, em Guimarães, as iam receber, de certeza, na manhã do dia seguinte. Nunca falhou.
Se os selos portugueses, actualmente, mantêm um grafismo de excelente qualidade estética, como sempre (a imagem é elucidativa), outro tanto não se pode dizer do serviço dos CTT. Antes pelo contrário: é péssimo. Já nos tem acontecido termos mandado, no mesmo dia, 2 cartas, de Lisboa, uma para o Porto e outra para Coblença, e a segunda ter chegado primeiro à Alemanha. Creio que está tudo dito...

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Filatelia CI


Os dois inteiros postais portugueses, em imagem, são da segunda década do século XX. São raros, e eu nunca os tinha visto: dei por eles, na net, inesperadamente.
Não serão da responsabilidade oficial dos CTT, até porque não constam do catálogo especializado, elaborado por Cunha Lamas e Oliveira Marques, e editado em 1985. Também não são referidos por Américo M. Pereira, na sua obra sobre a mesma temática.
Serão, portanto, devidos a impressão particular, mas tiveram circulação atestada, pelo menos, no caso da denominada 1ª série de sellos da Incursão de Paiva Couceiro, postal que terá sido impresso pela Lithographia Universal - Porto.
Terá sido breve o seu uso, porém, uma vez que a Monarquia do Norte (ou Reino da Traulitânia, assim denominado pelos seus detractores republicanos) teve curta duração, no Porto: de 19 de Janeiro a 13 de Fevereiro de 1919. Breve foi também o consulado de Sidónio Pais (1872-1918), que decorreu de 28 de Abril a 14 de Dezembro de 1918.


sábado, 20 de dezembro de 2014

Um tranquilo Natal!


Quando os CTT, de Portugal, eram considerados dos mais eficientes do mundo - e isso ocorreu durante uma grande parte do século XX -, eu costumava mandar as Boas-Festas, pondo no correio os cartões respectivos, a 21 ou 22 de Dezembro, sabendo de antemão que chegariam a tempo. Hoje, não confio...
Com o habitual cenário do nosso Presépio minimalista, daqui enviamos aos nossos Amigos, Comentadores e Seguidores, os melhores votos para este Natal de 2014. O Presépio vai em tríptico, para abranger melhor a totalidade das figuras...

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Formulários, ou vade-mécum para comentários


Houve um tempo em que os CTT forneciam uma espécie de formulários (não sei se, hoje, ainda existem) de frases feitas, para telegramas. Destinado a pessoas menos inspiradas ou que tinham dificuldade na síntese de mensagens a enviar. Até porque uma boa parte dos telegramas se resumia a situações estereotipadas: enviar parabéns, mandar pêsames, desejar felicidades, anunciar partidas ou chegadas, remeter Boas-Festas...
Se repararmos, hoje, grande parte dos comentários, nos blogues por esse mundo fora, obedecem, também, a frases feitas, normalmente, pouco originais e, quase sempre, repetitivas. Não estou com isto a dizer que me exclua, eu próprio, deste pecado. Aqui vai, por isso, um vade-mécum colhido em alguns blogues, e por ordem alfabética, dos comentários mais habituais:
- Adorei!
- A fotografia é linda.
- Belíssima pintura.
- Fantástico!
- Gostei imenso.
- Grato pela partilha.
- Magnífica postagem!
- Muito bom, gostei.
- Muito bonito.
- Muito giros.
- Uma maravilha!
- Yes...yes..:-)).

P. S.: o beijinho (ou: beijinhos) entre senhoras, no fim do comentário, é fundamental.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Filatelia XCIII : o abuso e a ganância dos Correios


Decorrente da recente gentileza de um Amigo, relacionada com filatelia, acabei por dialogar com ele, sobre a política actual dos CTT portugueses. E afirmei, porque assim penso, que eles (Correios) abusam do "negócio", em relação aos filatelistas portugueses, emitindo excessivas estampilhas, blocos, etc., anualmente, como se tudo aquilo fosse uma "galinha dos ovos de ouro", que os filatelistas têm de engolir. Citava, em abono da minha tese, o equilíbrio e o excesso: no ano de 1973, os CTT fizeram sair 8 séries; em 2008, as emissões de selos foram 31...
Não se pense, no entanto, que os Correios portugueses são uma ilha de abuso, num mar de temperança. Não, que a globalização uniformizou este excesso.
O que distingue, profundamente, as emissões alemãs, das portuguesas, é que a grande maioria delas é composta por apenas 1 selo, enquanto uma série portuguesa é composta, em média, por 4 estampilhas. Embora ligeiramente mais comedida, a proporção do Deutsche Post faz, também, grande diferença: em 1973 emitiram 20 séries; em 2008, foram emitidas nada menos de 50 séries...

(Em imagem, o último número do Postfrisch, revista que os Correios alemães editam para os filatelistas.)

sábado, 17 de maio de 2014

Apontamento 46: Reforma do Estado, precisa-se !



Quando os indígenas não entendem o razoado das instruções oficiais, ultimamente apenas acessíveis “on-line” sem contraditório, a não ser por diversas, penosas, repetitivas e onerosas chamadas para “Linhas de Apoio” inúteis, o que será de um pobre forasteiro deitado às feras do complicadíssimo sistema electrónico de portagens para se movimentar no país!

Sublinho, no entanto, que a entrada neste universo kafkiano fica reservado aos cidadãos conscientes, preocupados com a legalidade e o dever de pagar o devido. Aos restantes, é “fartar vilanagem”  e esperar o que acontece, depois, já longe do país que não consegue, nas coisas mínimas, reformar o Estado, organizando as obrigações diárias de uma forma clara, acessível e rápida.

Passo a explicar o essencial.

Uma viatura com matrícula estrangeira pretendia entrar no país e circular durante um mês aproximadamente. Solicitou a minha ajuda e confesso que perdi algumas horas para tentar perceber o “sistema” subjacente a um estrangeiro andar pelo país de automóvel. A solução encontrada, depois de muita consulta e ponderação, foi uma tarjeta chamada “Easytoll”. Tudo em Inglês como convém a um país soberano !

Estava tudo combinado quando o desgraçado visitante não conseguiu passar na máquina do “Easytoll” ao entrar na fronteira. O “bicho” não lhe aceitou o primeiro cartão de crédito, nem o segundo. Com a minha ajuda, lá chegou ao próximo porto de abrigo, uma área de serviço que lhe vendeu um “Tollcard”, recarregável., que lhe daria, como lhe disseram para chegar a Lisboa.

Ora, consultada a página do “Tollcard” dizia que dava para circular “em auto-estradas com portagens electrónicas”. Só hoje, e após inúmeras chamadas telefónicas, fiquei a saber que, em Portugal, há as antigas auto-estradas e as outras e que o tal cartão “Tollcard” só dá para as outras e não permite passar numa via de portagem electrónica com Letra V.

Claro, o mal não está nas capelinhas da VIA V e dos CTT que exploram os dois sistemas e que não se querem entender para prestar um serviço eficaz ao cidadão. O cidadão é que é burro e não percebe a diferença. Desgraçado do estrangeiro que nem a língua do país fala.

No meio destes negócios, VIA VERDE e CTT, quem perde é a imagem do país, incapaz, e com conivência superior do Governo, de prestar um serviço claro e eficaz a um visitante que pretende circular sem complicações, pagando o que deve, naquilo que lhe pareçam auto-estradas, tanto pelo traçado como pelo aspecto.

Falta explicar aos forasteiros o que são as “auto-estradas” antigas e as outras, embora, de aspecto, tenham portagens electrónicas, ou seja, passa-se e regista-se a matrícula.

Confesso que ainda não encontrei uma forma acessível, e diplomática para o país, para explicar a diferença entre a imagem acima – o indicativo das “outras auto-estradas” – e a imagem seguinte, já que tanto nas imagens do “Google” apareçam, sem distinção, as duas portagens electrónicas, como não se percebe a distinção olhando para o mapa.




Será que o “Road for Growth.” me ajuda a explicar aos forasteiros que o país está no melhor dos mundos ?

Post de HMJ

sexta-feira, 14 de março de 2014

Quem as viu e quem as vê


Há tempos que eu não ia a uma estação de Correios!...
Dos estabelecimentos antigos, apenas se mantêm a lhaneza do atendimento e a simpatia humana de funcionárias e funcionários. Mas a estrutura interior brilha nos acrílicos, nos vermelhos luminosos, nas fantasias de pechisbeque, nas inúmeras estantes de livros com capas horrendas... E a funcionária solícita e urbana, embora um pouco envergonhada, até me quis vender lotaria (coitada!, se calhar não lhe deram formação para cauteleira...).
Mas a estação dos CTT tinha quase tudo: galos de Barcelos, porta-moedas de esparto, bugigangas de feira, chávenas e, para não destoar completamente, também vendia selos de correio.
O pagamento de serviços é que está muito mais caro, que as bugigangas de fancaria estavam todas em saldo, com 20% de desconto.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Filatelia LXIV : Raul Rego, BNP e Liberdade


No panorama algo desolador, pelas circunstâncias, de acontecimentos culturais de relevo promovidos por instituições públicas, a agenda da BNP (Biblioteca Nacional de Portugal) é uma honrosa excepção, revelando um dinamismo digno de louvor e admiração. É certo que lhe anda associada imaginação, apoios desinteressados ou mecenáticos, e muito trabalho de quem lá exerce o seu labor quotidiano.
Hoje, foi a vez de uma exposição para celebrar o centenário de Raúl Rêgo (1913-2002), bibliófilo distinto, jornalista e combatente pela Liberdade. Mostra que incluía algumas obras da sua vasta e importante biblioteca. Em boa hora, os CTT de Portugal se associaram, muito justamente, à efeméride, emitindo um selo alusivo e proporcionando um carimbo de 1º dia, aposto na BNP.
O acontecimento contou com a presença sempre simpática de Mário Soares, que lembrou alguns episódios das suas lutas comuns pela causa da Liberdade, em Portugal. E de João Alves Dias que ilustrou, com afecto e sapiência, a figura exemplar de Raul Rêgo nos seus amplos aspectos de humanista.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Gentilezas, na manhã


Eu devia vir, ainda, com um olhar alumbrado ou perdido, porque o Segurança amável, já depois de eu me ter aviado num balcão dos CTT dos Restauradores, quando me dirigia para a porta de saída, me perguntou, solícito e prestável: "- O Senhor já foi atendido?" Respondi-lhe que sim, agradecido. Mas o meu olhar, provavelmente confundido, vinha de trás, no tempo e no local. Foi na rua Garrett.
A meio, vinha eu a descê-la, alguém me interrompe o passo decididido, com um "Olá!" amigável, em voz melíflua. Olho o rosto, em frente, e acho-o parecido com aquele corpanzil das Secretas, megalómano (Pedro Lomba dixit), que passou informações a Relvas e que, agora, passa todos os dias nos telejornais, como em tempo de seca costuma passar aquela vaca (sagrada) morta e esquálida, do Alentejo. Ora, aquele rosto, à minha frente, eu não o identificava de lado nenhum, por isso, perguntei: "-Conhecemo-nos?"
O homem, com cerca de 40 anos, resmoneia qualquer coisa rápida, como: "Bes...Millenium..." E, a páginas tantas, eu já tenho, na mão direita, um relógio reluzente com pulseira metálica dourada, e ele a continuar: "- ...sobrou da promoção e, como é cliente..." E eu, estupefacto, recebo também na mão um cartão de visita, que o homem tirou do bolso, num instante. E ele a continuar, sedutor: "- Depois vai pagar ao Banco, não se preocupe, se não quiser ou puder pagar-me a mim..." Um minuto depois, enquanto, vou recusando timidamente ("já tenho um Tissot e um Longines, não preciso de mais relógios!"), o "bancário de rua" acrescenta-me mais um relógio (desta vez, prateado), na minha mão direita. Acrescenta: "-São só 40 euros, porque sobraram da promoção do Banco." Como eu continuo a recusar, reforça: "- Faço-lhe 20, mas se não tiver, aí, o dinheiro, pode ir pagar ao banco..."
Quando me consigo libertar do assédio, na rua Garrett, a frio, começo a pensar que o homem, parecido com o Silva Carvalho (em corpanzil) das Secretas, queria que eu tirasse a carteira do bolso, para ma roubar e fugir. Deixando-me com 2 relógios na mão e um cartão de visita, falso. Irra!...
(Fica o aviso: rua Garrett, relógios - a história é verdadeira.)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Correios portugueses


De melhor ou pior tecido, com mais fino ou mais grosseiro corte, os funcionários dos Correios Portugueses sempre tiveram fardamento próprio. A última renovação, depois de 1990, teve lugar em 2004 e a sua execução foi atribuida a Ana Salazar.
Do passado, se podem ver, em imagem, o equipamento de um cocheiro de Mala-Posta, de finais do séc. XVIII, numa aguarela de Alberto Souza, pintada em 1945; o fardamento de um carteiro de meados do séc. XIX, num trabalho aguarelado de Luís Jardim Portela, de 1962. E, finalmente, uma carruagem da Mala-Posta da carreira Lisboa/Porto, fabricada na Bélgica, e utilizada pelos Correios Portugueses, por volta de 1860, nos primórdios do uso do selo postal, em Portugal, que teve início em 1853.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Alberto de Sousa / Costumes Portugueses


Os dois postais, em imagem, pertencem a um conjunto de 39, emitidos pelos CTT, em 1941, reproduzindo aguarelas de Alberto de Sousa. O Pauliteiro de Miranda do Douro era o nº 1 da série, e a Ceifeira do Alentejo o nº 33. Os postais tiveram circulação até 1945.   

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Filatelia XXVII : Castelos de Portugal


Na data em que se celebra o Dia Nacional dos Castelos, aproveito para lembrá-los, filatélicamente. A primeira emissão, inteiramente dedicada a este motivo central da arquitectura militar portuguesa, é de 1946. O desenho dos 8 castelos portugueses pertence a Cottinelli Telmo, sendo as gravuras de Karl Bicker. A impressão é a talhe doce, o que lhes confere uma particular nobreza e uma estética de sóbrio equilíbrio. Há uma segunda emissão com a temática castelos, que foi posta a uso, gradualmente, de 1986 a 1988 (mostram-se 4 exemplares). Os desenhos são de José Luís Tinoco e J. Bènard Guedes.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Filatelia XVIII : A travessia aérea do Atlântico Sul


Cedo os Correios de Portugal perceberam que, mercê do aumento incessante de coleccionadores de selos, seria rentável, à partida, emitir séries com taxas numerosas, para arrecadar receitas. Se, durante a Monarquia, a emissão do Descobrimento da Índia ( ou de Vasco da Gama, como é mais conhecida), de 1898, já não foi um sucesso de vendas como tinham sido, de algum modo, as séries de D. Henrique ou Sto. António, os Correios da República não aprenderam com o facto.

Esta emissão de 1923, sobre a Travessia aérea do Atlântico Sul, para celebrar o feito de Gago Coutinho e Sacadura Cabral (que hoje se comemora), composta por 16 valores, foi um total fracasso de venda. Ainda hoje, nova, esta série se pode comprar a preços módicos, porque a tiragem também foi numerosa. Deixo, para outro dia, a política oportunista, comercial e francamente pouco inteligente dos CTT de Portugal, actualmente.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Filatelia XII : Selos de Natal


Os correios de Portugal, da Inglaterra e da Alemanha (R.F.A.) tiveram, até finais dos anos 60 do século passado, políticas conservadoras - no bom sentido da palavra - e equilibradas na emissão de séries, anualmente. Uma média entre 4 a 9 séries por ano e cerca de 20 a 30 selos anuais, exceptuando as séries-base, no caso de Portugal.
A partir dos anos 70, a ganância dos Correios disparou. No ano de 1999, os correios de Portugal emitiram cerca de 30 séries, num total de 70 selos, fora os blocos (16) e correlativos. O alvo eram os filatelistas, porque o correio escrito e a correspondência até diminuiu nos últimos anos, por razões que todos conhecem.
Reproduzem-se as imagens dos primeiros selos de correio, dos três países, alusivos ao Natal. Deles, foi a Inglaterra o primeiro país a dedicar, em 1966, uma série de 2 selos, à quadra natalícia. O tema foram desenhos feitos por crianças. Só 8 anos mais tarde, em 1974, a Alemanha (R.F.A.) e Portugal emitiram selos sobre o Natal. A Alemanha, apenas um selo, Portugal com uma série de 3 selos alusivos.
É curioso verificar que, durante a vigência do Estado Novo, nunca houve selos dedicados ao Natal. Que, sendo também uma festa religiosa, só com a República, mais laica, saída do 25 de Abril, teve expressão postal e filatélica. E continua a ter, todos os anos, nesta época. Claro que não é para expressar a liberdade religiosa, mas simplesmente por meros intuitos comerciais...