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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Uma questão de gosto


Embora politicamente situado, nada tenho contra a Direita, desde que civilizada, consistente e pensada. Moreiras, ainda que pedreiros-livres, Pintos, mesmo que salazarentos, porque estruturados ideologicamente, são-me estimulantes. Não me provocam nem urticária, nem alergia: obrigam-me ao confronto mental e ao debate interior, no aspecto político, o que é sempre salutar no plano das ideias.
Agora, não me obriguem, hoje, quinta-feira, a ir ao CCB, acompanhar o beija-mão da coscuvilhice, estar em fila indiana para o autógrafo duma pobre personagem algarvia, que esteve 10 anos em Belém, só para aparecer momentaneamente na TV. Apoiar a sua mediocridade, num ajuste de contas mesquinho com o passado, só revelaria, da minha parte, falta de gosto e de sentido crítico para com a História. Seria, no mínimo, excessivamente doentio.
Em contraponto, preferi trazer da rua do Alecrim, hoje, do meu alfarrabista de referência, dois livros (em imagem) de homens de Direita, para ler, mas que foram ideologicamente esclarecidos, coerentes, estruturados, consistentemente, na sua prática política.
Além de que os livros estão muito bem escritos...

sábado, 11 de maio de 2013

Carlos Queiroz (1907-1949)


No próximo dia 19 de Maio, promovida pelo Centro Nacional de Cultura, terá lugar no CCB, em Belém, uma homenagem ao poeta Carlos Queiroz. Carlos do Carmo fechará a sessão, interpretando 2 fados, com letra do Poeta. Provavelmente um deles será o Canção Grata, que transcrevemos a seguir:

Por tudo o que me deste:
                                - Inquietação, cuidado,
(Um pouco de ternura? É certo, mas tão pouco!)
Noites de insónia, pelas ruas, como um louco...
                               - Obrigado, obrigado!

Por aquela tão doce e tão breve ilusão,
(Embora nunca mais, depois que a vi desfeita,
Eu volte a ser quem fui), sem ironia: aceita
A minha gratidão!

Que bem me faz, agora, o mal que me fizeste!
- Mais forte, mais sereno, e livre, e descuidado...
Sem ironia, amor: - Obrigado, obrigado
Por tudo o que me deste!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Os dias internacionais de...


Creio que, amanhã, se celebra o Dia Internacional dos Monumentos. Estas celebrações fátuas, talvez configuradas para formatar o mundo e intensificar o comércio ou o turismo, deixam-me relativamente indiferente a obrigações devotas e ao cumprimento das boas regras, por considerar, neste acerto de datas, uma intenção obscura.
Se o CCB, a Expo 98 e ainda os megalómanos estádios do Euro luso, hoje, desertos (de que algumas virgens normalmente ofendidas nunca se queixam...), estão aí para testemunhar o tempo em que os euros chegavam, diariamente, da Europa, para serem gastos rapidamente, hoje, a situação é outra - estão a cobrar uma factura que nos custa os olhos da cara.
Há quem afirme, talvez malevolamente, que Joana Vasconcelos é a artista do Regime (este, português). Não irei tão longe, nem me sinto capaz de tal afirmação. Mas se tivesse que escolher, para amanhã, um monumento português, para o Dia deles, não escolheria o Palácio da Ajuda, com certeza. Anteriormente, optei pela pequena igreja de Bravães. Este ano, escolheria a pequena e rústica igreja de S. Miguel, junto ao Castelo de Guimarães.
Ambas estão mais de acordo com as nossas posses. E são robustas, porque aguentaram séculos e séculos de delapidação nacional, de indiferença e de governantes incultos e medíocres, resistindo tenazmente no seu granito pobre, mas sério.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Não há duas sem três, a Pintura outra vez



O Blogue parece estar, hoje, sob o signo ou influxo da Pintura. Seja! Porque é por bons motivos. Desta vez para dar notícia, de uma exposição, no CCB, de uma retrospectiva do pintor português, de ascendência grega, Nikias Skapinakis (1931). Decorre até 24 de Junho e é, no meu entender, imperdível, por várias razões.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Acordo, desacordo e coerência


Nunca percebi muito bem a razão, necessidade e até a urgência do Acordo Ortográfico. A não ser por essa, bem portuguesa, mania de legislar sobre tudo e sobre nada, até aos mais ínfimos pormenores, para depois não observar, nem cumprir. Lembrava-me sempre do exemplo da ortografia inglesa nas suas vertentes variadas: Grã-Bretanha/Estados Unidos/Commonwealth. Nem mesmo os mais puristas ingleses se lembraram, alguma vez, de uniformizar as variantes e disciplinar a escrita do inglês. E daí nunca veio mal ao mundo...
Houve muito boa gente, em Portugal, que se pronunciou, aberta e violentamente, contra o Acordo Ortográfico. Um deles foi Vasco da Graça Moura. Entretanto, tomou posse, há dias, no CCB, substituíndo Mega Ferreira. E, hoje, o jornal "Público" noticia que V. da Graça Moura "mandou retirar dos computadores do CCB a ferramenta informática que altera os textos segundo a nova ortografia". Coerências...e, agora, o Viegas que descalce a bota.