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segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Na área de CML todo o cuidado é pouco

 Aviso aos Incautos 

Nada previa uma manhã de Domingo com sobressaltos, designadamente uma previsível falha de bom serviço do nosso automóvel, estimado e sempre bem conservado e assistido. 

 Ora, assim acontece, por um completo desnorte, desregramento e a impunidade que tomou conta do final da Rua de D. Pedro V e, sobretudo, para quem vai seguindo a esquina da R. Luísa Todi para a Rua da Misericórdia. 

 Naquele Domingo, 5 de Outubro, nada previa que, pelas 9.30 da manhã, batêssemos – forte e feio (!) - num buracão, enorme, embora pouco visível e sem nenhum aviso de perigo, numa cova no piso ao virar da Rua de D. Pedro V para a Rua da Misericórdia, frente ao Convento de S. Pedro de Alcântara. 

 Como há tantos buracos e falhas no piso na artéria em causa, apenas ouvi o meu acompanhante a dizer: “cuidado há mais buracos” ! 

 Lá seguimos e estacionámos o carro um pouco mais abaixo na zona do Chiado. Ao sair de casa, para retomar o nosso programa de seguir para a casa de amigos, deparei-me com um aviso completamente inusitado para a minha matriz de boa assistente da viatura, digo o, sem qualquer problema de modéstia, porque os carros, para mim, têm de funcionar a 100 % sempre, 365 dias por ano. É, também para isso que faço toda a manutenção e sou sócia do ACP. Não me interessa mais nada nos automóveis: é funcionar sem percalços ! 

 Pouco depois de andar uns metros, vi o aviso “STOP” no painel do tablier da viatura, coisa nunca vista e que me inquietou profundamente. Dei uma volta e regressei ao nosso lugar de estacionamento frente à casa. 

 Contactado o ACP veio a assistência competente, comprovando, após observação atenta e competente, que o pneu apresentava um rasgão enorme, sem possibilidade de recuperação. Seguiu-se a vinda do reboque para uma oficina – num DOMINGO – pelos lados de Alvalade para substituir o pneu. 

 Ao condutor do reboque do ACP, onde seguimos, e quando passámos frente ao Convento de S. Pedro de Alcântara, mostrei o lugar em que o pneu traseiro teria batido. Ele olhou e confirmou: de facto foi ali, o pneu, embora em ótimo estado, não resistiu ! 

 Neste contexto, de absoluto desleixo com a zona do Chiado, não vale a pena referir que os autocarros turísticos continuam a circular, impedindo o normal funcionamento do trânsito, assim como a profusão de “TUCTUCs” que não têm já possibilidade de contagem e estacionamento ilegal. Assim como a profusão de umas carrinhas – tipo funeral – a ocupar tudo o que é sítio. Até paragem de autocarros ! Polícias ! Nem vê-los. 

Para nós, a brincadeira e a completa incompetência da CML de Carlos Moedas, não contando os incómodos, custou ca. de 200,00 euros.

Post de HMJ

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Títulos, números e dúvidas



Afinal, em que ficamos?!
( Arranjem lá um contador fiável, de uma vez por todas, s. f. f.!!!... )

terça-feira, 22 de junho de 2021

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Anote-se, para que conste

A globalização até nos kit-Medina (oferta da Câmara M. de Lisboa), post-recobro da vacina para o Covid, se notava. Os saquinhos simpáticos para HMJ e para mim, só diferiam na fruta. Igual o pacotinho de bolachas de água e sal, da fábrica Vieira de Castro, de V. N. de Famalicão e a embalagem aerodinâmica de água colhida algures na U. E., relativamente anódina. Quanto à fruta, calhou-me mais uma vez uma maçã, mas oriunda da Polónia; HMJ recebeu uma pêra da África do Sul...

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Apontamento 136: Plano de transformação do espaço público



Por vezes acontece que as circunstâncias extremas revelam grandes estadistas quando os representantes dos poderes públicos demonstrem capacidade e lucidez no exercício das suas funções.

Se, no actual quadro excepcional, tivemos sorte no que se refere ao Governo do país, o mesmo parece não suceder na sua capital. O acima mencionado “Plano de transformação do espaço público”, publicitando novos trilhos para a mobilidade e espaços para os ciclistas, embora de utilidade, a iniciativa carece de uma enorme ausência de visão para uma cidade – CAPITAL - pós-pandemia.

Bastava enumerar alguns aspectos vitais – humanos e culturais – que permitissem um reencontro dos munícipes para com a sua cidade, princípio essencial em detrimento de uma nova invasão de  turismo sem regras, a saber:

1 – Por que motivo a CML não utiliza a experiência do confinamento no sentido de privilegiar o encaminhamento de pessoas sem-abrigo para uma solução definitiva, impedindo o prolongamento de uma situação completamente inaceitável numa sociedade democrática ?;

2 – Por que motivo a CML, com os seus agentes de fiscalização e – quiçá a ASAE – não regista e/ou controla, com rigor, TODOS os ALOJAMENTO LOCAIS - Ilegais - utilizando registos europeus acessíveis online, para proteger os residentes, uma vez que a lenta reocupação dos espaços já se iniciou, SEM QUALQUER REGISTO DE MOVIMENTOS, NEM CONTROLO SANITÁRIO ?;

3 – Por que motivo a CML não toma como exemplo a situação actual, permitindo a livre circulação PELAS RUAS, dos munícipes, cidadãos e/ou forasteiros, SEM O QUADRO DE HORRORES DE RUÍDO, de pretensos músicos e outros oportunistas sem ética, nem estética, a ocupar indevidamento o espaço público.

Aconselha-se, portanto, que o Senhor Presidente da CML, para o BEM DOS SEUS MUNÍCIPES,  alargue os seus horizontes e inclua, na sua estratégia de pensar a cidade – desconfinada – uma perspectiva mais ampla. Ruas, limpas de lixo de várias lojas, permitindo uma circulação sem impedimentos de actividades ilegais, incómodos frequentes, ausência de fiscalização de prevaricadores, animais doentes e ruidosos. Enfim, uma cidade não recomandável.

Voltar a uma enchente de turismo chunga pode ser uma tentação fácil, provocando, certamente, uma degradação cultural, ética e esteticamente muito mais profunda do que aquela que vivemos até agora.

Esperemos que a história – das invasões de forasteiros indiferenciados, carentes de elementares regras de educação e qualidade humana e social – não se repita com a anuência pusilânime de Sua Excelência, o Presidente da Câmara de Lisboa.

Pelo menos, espera-se que a sorte  nos conceda mais umas semanas de uma capital, respirável, agradável, funcional e à medida dos que pretendem viver nela sem aborrecimentos, limitações e incómodos diários perfeitamente dispensáveis.

Por uma CAPITAL ao serviço dos cidadãos, e não apenas nas ciclovias ! Pede-se, portanto, um “Plano de transformação do espaço público” mais ambicioso.

Post de HMJ

sábado, 29 de novembro de 2014

Marcadores 25


Já por aqui falei do acaso afortunado de, em livros usados que compramos, nos aparecer um marcador interessante, a meio do volume. Foi o caso deste, em imagem, que desentranhei das "Memórias para o ano 2000", de José Augusto França. Que reproduz o início de um poema de F. Assis Pacheco, inserto na página 117 de "Musa Irregular" (Hiena, 1991).

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Apontamento 28: Uma manhã, acolhedora, na Câmara Municipal de Lisboa



O programa da manhã estava decidido, ir ver a exposição dedicada a Raul Rêgo, na CML, e comprar o catálogo. Assim foi. Pelas dez da manhã apreciei as fotos, os textos e os objectos, nomeadamente os livros, sozinha, sem vivalma. Óptimo !
Estava longe de pensar que o resto seria a “apagada e vil tristeza” que determinados funcionários teimam em exibir nas suas funções públicas. Começa com uma caminhada de “sísifo” para comprar o catálogo. Não havendo ninguém na mesa à entrada da exposição, dirigi-me ao gabinete em frente. Estavam três funcionários e um agente da autoridade. Perguntei pelo catálogo e recebi a seguinte resposta, deveras esclarecedora: “Pois, a colega da exposição ainda não chegou. Temos aqui o catálogo, mas não podemos mexer. Não pode vir noutro dia ?” E o “Senhor Guarda” acrescenta, com o seu tom de autoridade: “não, não se pode mexer !” Ainda me sugeriram para deixar o contacto para enviar o catálogo “à cobrança”. A colega da exposição, ao que parece de um organismo estranho à edilidade, i.e., a Hemeroteca, chegaria às 10.30 ou 11.00 horas ?
A senhora das “Relações Públicas”, que me recebeu, tinha uns modos algo familiares para com uma estranha e o “Senhor Guarda” estaria, porventura, melhor no espaço da exposição do que encostado ao balcão a conversar com os três funcionários.
Para fazer horas, resolvi entrar num espaço, igualmente acolhedor, ou seja, o Turismo de Lisboa, mesmo ao lado. Ao entrar, estava uma menina a sair. Em vez de me deixar entrar primeiro, forçou a saída e levei um raspanete: “Então, tem que me deixar sair primeiro !” Ora toma, para quem acha já ter idade e estatuto para ser respeitado!
Pouco passava das 11.00 horas quando voltei a entrar nos Paços do Concelho para, finalmente, adquirir o Catálogo. No meio de uma conversa telefónica da funcionária, recebi o catálogo e paguei, aguardando o fim do dito telefonema particular para pedir o recibo. Não havia, tive que deixar a identificação para ser enviado pelo correio (!), porque, segundo a explicação da funcionária, apenas uma vez por semana o responsável passa recibos. 
De resto, foi uma manhã agradável. A Praça do Município, a exposição, a bela luz de Lisboa com vista para o Tejo e, finalmente, com o catálogo na mão.
De facto, não gostava de ser “chefe de turma” de semelhante gente !

Post de HMJ