Mostrar mensagens com a etiqueta 25 de Abril. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 25 de Abril. Mostrar todas as mensagens

sábado, 25 de abril de 2026

52 Anos



Um ano mais de Liberdade e de Democracia.

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Imaginação na tv


Pode medir-se a dimensão imaginativa da direcção dos nossos canais televisivos nacionais se, ao menos uma vez, prescindirem do Culkin pela época natalícia ou da Medeiros pelo 25/4, nos seus programas.

25 de Abril

 


A célebre efeméride alastrou, com toda a propriedade e merecimento, a variadas temáticas. Entre elas a filatelia, cuja imagem feliz acima reproduz, um ano depois (1975), este acontecimento da nossa história.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Lembrete 76

 

Durante vários anos, meritoriamente, o Clube Militar Naval convidou artistas portugueses a celebrar o 25 de Abril através de uma serigrafia alusiva ao tema (ver Arpose, 25/4/2020), que, depois, poderia ser adquirida pelos sócios da instituição. Em 1987, o pintor convidado foi Pedro Chorão (1945).
Este ano, os Anais, revista do Clube Militar Naval, no seu número especial comemorando a data festiva capeou-o com a imagem dessa serigrafia do pintor. O lançamento e venda da revista far-se-á na Avenida Defensores de Chaves, nº 26 (Lisboa), local da sede da instituição, pelas 18h00 de 29/1/2025.

domingo, 15 de setembro de 2024

Recomendado : cento e três

 

De vez em quando, ao Domingo (normalmente, o pior dia quanto a conteúdos), o jornal Público ultrapassa a sua mediocridade habitual e publica alguma coisa importante e de qualidade.
Esta entrevista, de hoje, a Vasco Vieira de Almeida (1932) rememora de forma limpa, correcta e isenta o tempo e vicissitudes do 25 de Abril. Por isso a recomendo, sem reservas.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

A propósito de poesia



O jornal Público tem vindo a publicar, diariamente, um conjunto que será de 50 poemas para celebrar o 25 de Abril de 1974. Os poemas, talvez por serem de encomenda, na minha perspectiva, não prestam, até agora. Se exceptuarmos o que foi publicado a 13/5, e que era de autoria de Mário Cláudio.
Há quem diga, de dentro do métier, que as edições realistas de livros de poesia têm tiragens curtas, porque quase só os poetas lêem e compram os outros poetas. Não sendo uma ciência oculta, a leitura de poesia obriga a um certo traquejo de experiência e sentido crítico, para uma correcta avaliação de qualidade das obras em presença, evitando os versinhos de jornais de província e os vates das desgarradas. Daí, ainda assim, andar por aí muito gato por lebre que uma editora capaz e profissional recusaria publicar, liminar e salutarmente, em nome da higiene e saúde estética do ambiente literário.

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Apontamento 166: 25 de Abril – Vivências

 

[cfr. https://restosdecoleccao.blogspot.com/search?q=Transportadora+Belo]

Passados 50 anos, todos sabemos que a memória já não é o que era. Sucede, no entanto, que permanecem registos inapagáveis, embora de precisão temporal e local algo diluídos.

Mesmo assim, resolvi registar, para memória futura, o que ainda se acumula na memória, visual e afectiva, de aprendizagem única e determinante.

Com efeito, assim foi o meu 25 de Abril.

Saí, pouco depois das 7 da manhã, da casa de residência em Cacilhas, transformada maioritariamente em república estudantil, para ir para o meu trabalho de administrativa numa fábrica situada no Casal do Marco. Utilizava as camionetas Belo, em imagem, para acordar no caminho, sonolenta, das noitadas de conversas e convívios.

Julgo não estranhei, à partida, a ausência de qualquer passageiro habitual, porque também não tinha grande familiaridade com os utilizadores da camioneta. Achei estranho o facto de o motorista estar muito atento ao que estava a ser transmitido na sua telefonia, matéria que, no meu estado meio ensonado, me passou ao lado. Ficou-me a lembrança de ter feito a viagem com poucos passageiros, contrariamente ao habitual.

Depois de sair da camioneta, seguindo a pé para a fábrica, o caminho também me pareceu pouco frequentado.

Junto da entrada da fábrica comunicarem-me que não podia entrar, devia recolher a casa porque estava em curso “não sei o quê”.

Preocupada com os meus companheiros que deixara a dormitar na “residência estudantil”, tentei voltar o mais depressa possível a casa. Felizmente, as camionetas Belo ainda funcionavam regularmente.

Ao voltar a entrar em casa, já havia quem se tinha apercebido, embora vagamente, do que se estava a passar em Lisboa.

Como seria para passar de barco, de Cacilhas para Lisboa ? Haveria barcos ?

A partir deste momento, da nossa deslocação da margem Sul para o centro dos acontecimentos em Lisboa, a cronologia já não acerta. Baralham-se as imagens, embora haja, por enquanto, registo de memória dos locais percorridos.

Lembro-me perfeitamente, da mole humana e do ambiente no Largo do Carmo. Antes ou depois, guardei imagens de uns soldados da GNR, com arma na mão e semblante assustadiço, nas escadas de acesso para os comboios da estação do Rossio.

Ainda em pleno dia, como diz a seguinte notícia:

“Uma primeira manifestação tinha avançado pela rua António Maria Cardoso, provocando os primeiros disparos e os primeiros feridos, por volta das 13h30.” – Esquerda NET

recordo-me de fixar, para o resto da minha vida, uma Travessa dos Teatros, ao Chiado, pelo facto de alguém me ter empurrado, caindo nestas escadas, para não ser atingida.


Actualmente, julgo saber o lugar exacto, na imagem acima, de onde vieram os primeiros disparos.

Não me lembro de todo o que se comeu, onde e quando nestes primeiros dias fora de casa.

Vínhamos para casa apenas para dormir e tratar das necessidades básicas e de higiene.

Da altura, e ainda como forasteira voluntária, fica o meu testemunho de uma experiência ímpar, de rara dádiva humana, social, cultural, política e afectiva.

No final de contas, seria imperdoável não registar as mudanças de vivência e as alterações no relacionamento pessoal que se operaram após o 25 de Abril. A aparente abertura com laivos de opções progressistas nas relações pessoais cedo deu lugar a outros encontros, passando de ideais revolucionários a trilhos tradicionais de “casa e pucarinho”.

Sinais do tempo.

Consequentemente, se o pós-25 de Abril provocou, primeiro, a perda do poiso na residência habitual e, de seguida, o despedimento de um emprego seguro, surgiram as dificuldades próprias da altura. Abalos e consequências, certamente, na convicção, julgada inabalável, de uma opção democrática, nem sempre bem fundamentada, de quem se tentava situar na margem esquerda do mundo democrático.

Em todo o caso, foram essas circunstâncias que contribuíram para uma opção de vida que desejava, baseada numa formação sólida, intelectual, com enriquecimento pessoal, político e afectivo que, passados estes 50 anos, me merece o maior agradecimento ao país que me acolheu e, designadamente, ao apoio dos que me são mais próximos.

Fica o eterno abraço a todos os amigos que encontrei e que me ajudaram, assim como os familiares que me têm enriquecido a vida todos os dias.

 Post de HMJ

quarta-feira, 24 de abril de 2024

Marcadores 31

 


Nem de propósito e na véspera dos 50 anos sobre a passagem do grande dia da Democracia portuguesa, chegou-nos de uma boa Amiga um conjunto temático de marcadores com motivos alusivos ao 25 de Abril.
Com alguma dificuldade, fiz uma escolha de apenas alguns que mais me diziam para pôr em imagem.
Um bem haja à gentil Amiga, que se lembrou de nós e da efeméride a celebrar amanhã.





sexta-feira, 5 de abril de 2024

Recomendado: cem

 

O livro acabou de sair, editado em Coimbra - Os Majores de Maio e outros contos de Abril. Como o subtítulo indica são: Ficções de três gerações. Ou não fosse a Família Monteiro, capitaneada pelo Augusto José, meu bom amigo, toda ela criativa, q, b. Filhos e netas ensaiaram a sua prosa sobre o tema candente e merecido do 25 de Abril. E com saudável bom humor.
Fica recomendado o livro!

terça-feira, 25 de abril de 2023

Democracia e Liberdade

 


49 anos para celebrar.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

25 de Abril



48 anos.

(E à falta de cravos, aqui ficam estas 3 rosas bem bonitas, da varanda a sul.) 

domingo, 25 de julho de 2021

Otelo



Polémico, como todos aqueles que provocam mudanças, Otelo (1936-2021) nunca foi consensual, mas, legitimamente, ficará para sempre associado ao 25 de Abril de 1974. Não é coisa pouca, como é óbvio.

domingo, 25 de abril de 2021

Em tempo e como referência

A atmosfera nacional não permite celebrar na euforia o quarto aniversário da Revolução. Os povos não apreciam, aliás, as festas que eles próprios não concebem como expressão da sua alegria, força, vitalidade e autocelebração. Não há festejos de encomenda, nem celebrações ritmadas pelo acaso do calendário. Nas vésperas deste quarto aniversário, a Esquerda portuguesa não tem o direito de se enganar, nem de inimigo nem de alegria.

Eduardo Lourenço (1923-2020), in O Complexo de Marx (1979), pg. 180.

sábado, 25 de abril de 2020

Coro Gulbenkian em Casa: Liberdade, poema de Sophia de Mello Breyner



Inadvertidamente, mas com imenso gosto, uma geminação com MR, no seu Prosimetron.

25 de Abril


Felizes as gerações que têm uma data a comemorar. De pequeno, estranhava, no 5 de Outubro, as romagens dos velhos republicanos aos cemitérios para homenagear os companheiros falecidos, no entretanto da ditadura. Estranhava, até que se deu o 25 de Abril.
Tendo sido acto singular e único, como não havíamos de nos repetirmos, ano após ano, nas comemorações? Ou, pelo menos, nas palavras e na simbologia utilizada, já por aqui, no Blogue.
E se seria imperdoável não marcar ou registar a efeméride, voltámos a Pedro Chorão (1945) e  a Armando Alves (1935) pedindo ajuda, mais uma vez, em busca de iconografia adequada a um acontecimento inesquecível, para quem o viveu.


quinta-feira, 25 de abril de 2019

Uma fotografia, de vez em quando... (124)


Todo o movimento tem ritmos. Acelerações e pausas. Os ideais também esbarram muitas vezes com prosaicas realidades não previstas, que podem vir a ser caricaturas dos sonhos iniciais ou, pelo menos, esboços inacabados do possível. Talvez, no fundo, a miragem fosse grande demais para o país e os homens excessivamente pequenos para levar a cabo a tarefa. Cansaram-se, pelo caminho...
A esta foto-metáfora, de Alfredo Cunha (1953), eu daria o título de: o repouso do guerreiro. Há 3 apelidos que gostaria de juntar: Maia, Antunes e Cardoso. O militar, o ideólogo e o político que mitificam, para mim, o 25 de Abril. Depois, há mais 6 ou 7 nomes modestos ou anónimos que nem sequer chegaram à História, mas permanecem na minha memória.
Evito a ladainha das canções que, por esta altura se repetem, numa cacofonia babélica e as palavras grandiloquentes que é habitual virem à tona, neste dia. Não há, por aqui, pessimismo, mas a realidade de um país possível, de que falava Ruy Belo (1933-1978), em livro homónimo.

45 de 25


Há, na nossa vida, pessoas que nos ficaram ligadas, para sempre, a determinadas datas.
A 25/4 eu costumava ligar a um amigo, que já não anda por cá, infelizmente. Outro amigo, pontual, telefonava-me nessa data. Ultimamente, já nem sempre o faz.
Que se poderá dizer de novo, ainda? Embora se não tenha esgotado a alegria que essa data suscita.
Restam talvez os historiadores para darem vida ao passado, de forma realista, autêntica, para o futuro. E a nós, que o vivemos, o boca a boca juvenil desfasado, talvez da melhor coisa que nos aconteceu na vida... 

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Osmose 99


O mal é, normalmente, absolvido pelo tempo, mas o bem nem sempre é compreendido. E não será preciso, em abono desta afirmação, referir Fidel ou citar Hannah Arendt: a História confirma-o, quase sempre.
Uma revolução tem, na minha opinião, qualquer coisa de ingénuo e qualquer coisa de cruel. Aspectos que, na sua evolução, criam à maioria das pessoas algum incómodo interior. E que, consoante a sua capacidade de manobra ou de poder, tentam modificar a seu gosto ou mesmo neutralizar. Para conservar a sua rotina tranquila de viver, ainda que banal. As necessidades são sempre básicas, os ideais, difíceis de descrever ou concretizar e o cepticismo nem sempre se compadece com o sonho.
A alegria adulta, porém, passa quase sempre pelo sobressalto, pela medida das coisas impossíveis ou improváveis. No fundo, por viver de outra maneira.

para AVP, com um piscar de olhos...

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Divagações 135


Com o tempo, qualquer moeda se deprecia para os nacionais que a usam. E, normalmente, um imóvel terá tendência para se valorizar, ao menos, consoante os índices de inflação. No presente, e em Portugal, as subidas de preço no imobiliário, especulativas de algum modo, só se explicam, não pelo valor real das casas, mas pela intensa procura personificada por estrangeiros e pelos artíficios criados pelos mercados que se dedicam à habitação.
Ando a ler, com atenção mas intermitantemente, Problemática da História Literária (Ática, 1961), de Jacinto do Prado Coelho (1920-1984). Foi com enorme surpresa que me deparei com o nome de Benedetto Croce, crítico e teorizador literário, que é muitas vezes citado. Na altura, era um ensaísta muito frequentado, tal como Harold Bloom, aqui há 20 ou 30 anos. Quem saberá hoje de, ou lerá, Croce, nesta fugacidade e efemeridade dos tempos?
Celebra-se hoje a implantação da República, com sentimentos amortecidos em relação à data, embora com o valor simbólico de um acontecimento patriótico que marcou a História de Portugal. Daqui a 108 anos, como se irá celebrar o 25 de Abril?
Porque uma coisa são as efemérides, e outra são as efemeridades...

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Ainda Abril


O problema de qualquer efeméride é não podermos, a partir de certa altura, falar dela com palavras novas e reflexões originais. Corremos o risco de nos parafrasearmos e tudo soar a um eco ou ladainha que parecem falsos, na sua expressão. Tal como o uso abusado que muita gente faz dos amei e adorei, para comentar o gosto que dizem ter por um livro, um filme, um poste, uma fotografia, mesmo que banais. Num derrame que, parecendo emocional, nada acrescenta ou significa, verdadeiramente.
Talvez por isso, e porque seria impossível eu não celebrar, aqui no Arpose, o 25 de Abril (até por o ter vivido), é que evitei, no poste alusivo, juntar-lhe palavras. E fazê-lo apenas através de duas fotografias de Carlos Gil e de uma canção de José Afonso. Comedidamente.