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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Gerações


Alguns frutos aguentam-se bastante tempo em árvore, sem apodrecerem ou cairem. Os citrinos, por exemplo. Mas, verdadeiramente, eu não sei quando é que os limões param de crescer e amadurecer. Quando o amarelo começa a predominar totalmente sobre o verde, da sua superfície rugosa? Em Janeiro do ano a seguir à safra? Quando os rebentos das folhas, ainda tenras, começam a brotar, novamente dos ramos?
Consoante o clima, pode acontecer que, em Fevereiro, o limoeiro esteja nupcialmente florido de brancura e beleza. Em condições adversas de tempo, a floração pode ser mais tardia, porém.
Por isso me interrogo se devo cortar os 3 últimos limões da safra de 2018, para que a nova geração de 2019 comece a dar flor e fruto, sem a concorrência paterna ou a sobrecarga de frutos anteriores - se é que isso seja fundamental...

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Divagações 140


As coisas importantes, para quem gosta de reflectir, precisam de repousar um tempo, antes de serem contadas. Perde-se o pormenor, mas ganha-se e avulta a riqueza exclusiva do essencial. E a análise dos factos acaba por ser, normalmente, mais justa. O tempo acrescenta razões, explica motivos que, na altura, pareceram desajustados e excessivos, atenua a emoção de julgamentos apressados.
Ganha quase tudo a devida proporção da verdade.
É por isso que, talvez agora, se possa começar a  pensar no 2018, que acabou, há dias. E sem pressas. Mas também resgatar alguns propósitos para este novo ano. Eu seria modesto e pouco ambicioso. No que vou escrevendo, gostaria de ser mais comedido nos adjectivos, que são sempre uma tentação caracterizante (São Simenon me valha!...) e mais cauteloso nos advérbios de modo - o que já não é pouco, convenhamos.

para AVP, que me tem falado nos também...

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Safra de 2018


Já estão a curtir...
Menor do que a colheita de 2017, em que a oliveirinha da varanda a Sul bateu o seu recorde, produzindo 115 azeitonas, este ano de 2018, talvez pela muita chuva e pouco sol, só nos deu 56, mas bem anafadas. E de amadurecimento irregular, como se pode ver pelas cores: verdes e pretas.
Assim, dá para imaginar as incertezas e agruras da agricultura a sério e real. Mas nós ficámos satisfeitos e contentes com a nossa safra doméstica e outrabandista.
E aqui deixo o registo das colheitas de anos passados:
2015 - 28 azeitonas.
2016 - 49 azeitonas.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Elegância de perder e de vencer


Tive a sorte de ver, na televisão, a final do Campeonato Mundial de Snooker, entre o escocês John Higgins e o galês Mark Williams, ontem à noite. Que este último venceu por 18-16, sagrando-se campeão mundial, pela terceira vez. Foi um jogo exemplar, em tudo.
Se estavam em disputa, para além da taça, altos prémios em dinheiro, a elegância do jogo e o comportamento dos jogadores e do público faziam esquecer esse aspecto, completamente. A tensa emoção da partida, foi contida e sofrida, com cavalheirismo, por todos.
E no final, o vencido (Higgins) bateu palmas ao vencedor (Williams), indo cumprimentá-lo desportivamente. Coisas destas são impossíveis de ver no futebol, infelizmente.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Adagiário CCLXXIV


Galo que fora de horas canta, faca na garganta.



Aviso: o nomadismo previsto, próximo-futuro, vai obrigar ao hibernar involuntário do Arpose, nos próximos dias de Janeiro. Até ao nosso regresso! E um óptimo 2018, para todos!

Um Concerto de Ano Novo (2018)


Tive a sorte, ou o azar, de ver a integral do Neujahrskonzert 2018, num canal televisivo, pela Orquestra Filarmónica de Viena, dirigida por Riccardo Muti. Que saudades me vieram das ousadias de Herbert von Karajan, e dos seus repertórios musicais, para estas galas de Ano Novo!...
A assistencia era, como habitualmente, a" fina flor do ...", mas com muitos rostos orientais à mistura. O sr. Muti veio engravatado e a sua seleccäo era de 12 músicas. Para além de uma obra de Suppé e outra de Alphons Czibulka (?), todas as outras 10 eram da família Strauss, a pré-finalizar com o Donau... Irra!
Em vez do sr. Muti, mais valia terem encarregado o Rieu (ficava decerto mais barato) que talvez incluisse o Für Elise, para alegria comovida dos ilustres convidados de Viena, e deste pindérico concerto, que mais me vale esquecer...

A abrir


Tocam sinos matinais, propagando-se no ar frio do primeiro dia de 2018.
O Silvester, como por aqui chamam ao último dia do ano, até contou com a Lua Cheia e o seu luar para, intermitentemente, intensificar a vista  do fogo de artifício que, das casas particulares, se foi ouvindo e vendo, até ao auge da meia-noite.
Às 11h15, está Sol, mas até já choveu um bom bocado. Para o dia primeiro de Janeiro, os 12 graus positivos, que se respiram no amplo terraco da casa, representam uma benesse inesperada do Ano Novo. Pássaros aventuram-se até aos ramos despidos das árvores, e os corvos, crocitando, vigiam do alto.
E, como do meu rifoneiro já esgotei os provérbios alusivos aos meses do ano, assim reinicio e reabro o Arpose, falando do tempo - que é sempre um tema apropriado -, neste início auspicioso de 2018, em Koblenz.
Podem ir entrando, com o pé direito...

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Natal e Ano Novo


Vai o Arpose entrar em vilegiatura, descanso e velocidade de cruzeiro, nos tempos mais próximos. Desconheço até, de momento, se virei a poder acrescentar, tão cedo, alguns postes ao Blogue, do lugar para onde iremos, ou responder, a partir de agora, a comentários.
Nesse sentido, endereçamos antecipadamente, com estima, aos Amigos, Comentadores  e Seguidores, os melhores votos de Boas Festas.

E, entretanto, aqui deixo de Arcangelo Corelli (1653-1713) o Concerto fatto per la Notte di Natale.