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terça-feira, 15 de abril de 2014

2.135 milhões de euros



As boas almas caridosas, cá e lá fora, estão sempre prontas a denunciar, como virgens ofendidas, o despautério de os portugueses viverem acima das suas posses.
E a Banca nacional, será que não terá exagerado no luxo? Ao contabilizar 2,135 mil milhões de euros de prejuízos, no ano de 2013.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Para remate de 2013


Uma nota de beleza visual nesta tela de Étienne Philippe Martin (1856-1945), que, na minha perspectiva, funciona como metáfora ou sugestão deste 2013 que se vai afastando, definitivo, de todos nós.
Até porque as cores, que vejo da janela, são sombrias, já a meio da tarde. E, ao longe, o quadrilátero visível do rio só se distingue das margens, pelo leitoso cinzento mais claro das águas. Mantém-se a fina neblina, um pouco mais ténue, da manhã, como que acompanhando a incerteza do ano que há-de vir, daqui a pouco.
A surpresa para mim, este ano e neste nosso Blogue, terá sido o copioso número de visitas direccionadas ao poste "Mexidos, ou formigos, vimaranenses" (de 24/12/2012), que já somam, agora, 227 visitantes. Mas, desiludámo-nos da boa nova, porque cerca de 1/4 vieram (de portugueses) de França, Brasil, Alemanha, Suiça...naquilo que interpreto como a saudade portuguesa, lá longe. Nesta diáspora que é uma nossa cíclica circunstância e necessidade. Que Camões traduziu em alma "pelo mundo repartida".

Nota: a tela de E. P. Martin, intitulada Le Courrier, que encima este poste, integra o acervo do Museu Gassendi, de Digne-les-Bains.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Presépios e outras fantasias


Esta época anestesiante e natalícia instala, por razões subjectivas e objectivas, um tipo de relação com o Tempo, muito própria e especial. Normalmente vertiginosa, do ponto de vista psicológico e do desejo. Galgar os dias parece sobrepor-se ao próprio tempo dos dias, e o ser humano esquece, até, que quanto mais depressa chegar ao dia 24, mais rápida a véspera do Natal integrará o passado, numa ilusão breve que se desvanece.
Há, também, uma concentração quase obsessiva, muitas vezes, nas compras, nas comidas e guloseimas da Consoada, nos presentes, que faz esquecer as preocupações do momento e o normal viver quotidiano. Só assim se explica que, uma receita de mexidos ou formigos (num poste de 24/12/12, no Blogue) vimaranenses, tenha tido, nos últimos 5 dias, nada menos de 49 visitas; ou que um simplório cartão de Boas-Festas, colocado há 2 anos, com um Pai Natal gorducho, tenha merecido mais de 30 visitantes...
Não nos excluímos, de todo, deste ópio popular, talvez só ultrapassado pela alienação do futebol: o tosco e miniatural Presépio já foi montado, a mesa, para a Consoada, já está posta. De qualquer forma, convém não esquecer o presente, sem miragens nem ilusões - pesado e sem muita esperança. Ele irá voltar, irremediavelmente e sem falta, logo na manhã de 26 de Dezembro. Não valerá a pena correr muito...

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Para final do dia, e em jeito de inventário


Muito honestamente, sem pretender branquear o passado, se eu comparar o dia de hoje com o mesmo dia, aqui há 40 anos (1/5/73), sob o consulado do Presidente-marinheiro e de Marcelo Caetano, tenho de dizer que, tirando a falta de liberdade de expressão e manifestação, e a existência da polícia política (DGS), havia mais respeito pelos direitos constitucionais (mais restritivos, embora) dos cidadãos. E havia, sobretudo, mais esperança em dias melhores.
Hoje, com o cacique rural de Boliqueime, em Belém, e o Coelho de Massamá, em S. Bento, tendo à volta a mediocridade quase geral de amanuenses burocratas, o futuro não oferece nem garantias nos direitos constitucionais, nem esperança. Não trocava de Tempo, mas estamos, francamente, pior, pela experiência dos tempos por que passei. E tenho que, humilde e melancolicamente, o confessar. Há que dar uma volta a isto, seja como for. 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Expectativas


A menos que uma senilidade precoce nos faça reverter, balbuciar alucinações, a idade consegue reduzir, salutarmente, aquilo que se pode esperar de um ano novo, de um novo ciclo, natural, que começa. Se pedirmos pouco, alguma coisa nos há-de ser dado a ver, a fruir, em suma: a viver. Mas para quem nada tem, tudo o que vier é um acréscimo, um milagre abstracto, uma maravilha que só a Vida pode trazer. A Verdade ( com letra grande) também passa por aqui. E é preciso lembrá-lo, nestes tempos de incerteza.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Calendário 2013



Dentro deste envelope florido, veio ter comigo, por mãos amigas, um objecto extremamente útil para todo o ano.


Partilho, pois, com os nossos leitores amigos este lencinho que me acompanhará, tal como o do ano anterior, ao longo de 2013.

Post de HMJ, dedicado, obviamente, a MR.

Com ou sem passas...


...com espumante, ou não, os nossos melhores votos para a entrada de 2013. E um Bom Ano Novo!