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quarta-feira, 12 de abril de 2023

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Bibliofilia 198

 


Sendo muito rara a primeira edição (1619) desta Vida de D. Fr. Bertolameu dos Martyres, de Frei Luís de Sousa (cc. 1555-1632), impressa em Viana do Castelo por Nicolau Carvalho, estes meus dois exemplares da sexta impressão (1850-1853), sendo mais frequentes, são cuidados e muito estimáveis.
A Typographia Rollandiana, que os editou, teve uma actividade meritória e dinâmica, sob a a orientação do impressor-livreiro Francisco Rolland (17??-1814), de nacionalidade francesa, e cujo filho João Francisco Rolland lhe sucedeu, mantendo a oficina, pelo menos até 1850.
Os 2 volumes desta sexta edição custaram-me, em 1976, encadernados, Esc. 276$00, no leilão nº 321 de Arnaldo Henriques de Oliveira. Os dois livros encontram-se em muito bom estado.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Assim, uma coisa híbrida...

...entre a música clássica e a ligeira. Apropriada a esta cinzenta, incaracterística, entrada da Primavera.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais 1976 (VIII, e último)


Com absoluto respeito pelas regras que governam as eleições democráticas, encerra-se, hoje, a mostra de propaganda eleitoral para as Presidenciais, com execução gráfica, muita sugestiva, de Vitor Peón. As folhas de propaganda são de 1976, e esta é a última que se coloca, no Arpose. Amanhã, sábado, será dia de reflexão para o voto que se deverá exercer, no domingo, 23 de Janeiro de 2o11.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais 1976 (VII)


A feliz imagem de autoria de Vitor Peón, na sua execução e traço, remete para uma cena do filme "Quo Vadis" (1951), de Mervyn LeRoy, baseado no romance homónimo de Henryk Sienkiewicz, na sua imaginativa adaptação à epoca conturbada do PREC, e de apoio à candidatura de Pinheiro de Azevedo à Presidência da República Portuguesa.
Ursus (o actor Buddy Baer, no filme) transforma-se em Pinheiro de Azevedo nesta pega de caras que, nas filmagens do filme de LeRoy, foi executada, na verdade, por Nuno Salvação Barreto, chefe de forcados português, corajoso e bem conhecido. Lygia, papel desempenhado por Deborah Kerr, no filme, é aqui a República Portuguesa. E Nero (Peter Ustinof), o imperador romano, é personificado pelo General Costa Gomes, na altura, Presidente da República, provisório.
A força física exuberante de Pinheiro de Azevedo, na imagem, não tinha correspondância exacta com a realidade. No dia do principal comício em Lisboa, no Pavilhão Carlos Lopes, o Almirante Pinheiro de Azevedo teve um enfarte, e entrou em coma, não podendo participar no evento, para grande consternação dos seus apoiantes. Creio que o comício não chegou, sequer, a realizar-se.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais 1976 (VI)


A campanha de propaganda eleitoral para as Presidenciais de 1976 não foi isenta de peripécias e, até, de alguns incidentes dramáticos - a Democracia portuguesa era muito jovem...
No Alentejo, a caravana de propaganda do general Ramalho Eanes, foi recebida, em determinado local, a tiro. O General, ginasticado e corajoso, pôs-se de pé, na camioneta aberta, e ofereceu o seu peito, às balas soezes... Não foi atingido, e o tiroteio ficou-se por ali.
Não podemos esquecer que, dos 4 candidatos a Presidente da República, apenas um era civil: Octávio Pato, pelo PC. Todos os outros eram militares.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais 1976 (V)


Nas Eleições Presidenciais de 1976 houve 4 candidatos. Ramalho Eanes que tinha o apoio dos principais partidos (CDS, PPD, PS), do PPM (Partido Popular Monárquico), do PCP-ml, e ainda do MRPP, cujo Secretário-geral era Arnaldo de Matos que tinha sido subordinado do General, na sua comissão de serviço militar, em Macau. O general Ramalho Eanes venceu as eleições, tendo obtido 61,59% dos votos expressos. Em 2º lugar, ficou Otelo Saraiva de Carvalho que teve o apoio da UDP e do PRP(BR), de Carlos Antunes e Isabel do Carmo. Otelo obteve 16,46% dos sufrágios, nas urnas. O almirante Pinheiro de Azevedo, independente e sem apoio partidário, fixou-se em 3º lugar, com 14,37%. Finalmente, em 4º lugar, ficou Octávio Pato, apoiado pelo Partido Comunista, com 7,59% dos votos, que foi o pior resultado, até hoje, deste partido, em eleições presidenciais. Otelo teria absorvido uma boa parte do eleitorado que, tradicionalmente, votava no PC.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais 1976 (IV)


Foram várias as frases "notáveis" do Almirante Pinheiro de Azevedo, que ficaram para a pequena história, para além daquela que Vitor Péon refere, nesta folha de propaganda eleitoral. Numa manifestação muito concorrida, no Terreiro do Paço, de apoio ao VI Governo Provisório, alguém (?) atirou petardos, e a multidão, com o estrondo produzido e algum fumo provocado, começou a entrar em pânico. Foi, então, que Pinheiro de Azevedo, da varanda donde assistia à manifestação, gritou com voz forte, mas calma: "O Povo é sereno, o Povo é sereno!...É só fumaça, é só fumaça!..." E a multidão de gente se foi tranquilizando.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais 1976 (III)


O Almirante Pinheiro de Azevedo era um candidato singular e sem apoios partidários. Com uma linguagem castiça, muito próxima do calão das casernas, homem frontal, desassombrado e corajoso perante as adversidades, reuniu algum apoio dos desiludidos dos círculos partidários, e de alguma sociedade civil, talvez menos preparada politicamente. Foi, no fundo, a primeira candidatura presidencial post-25 de Abril, na sua origem, totalmente independente, livre de compromissos e de apoios políticos identificados. Vitor Péon, num dos seus momentos felizes, integra-o, recriando, na BD de Goscinny e Uderzo.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais 1976 (II)


As Eleições Presidenciais de 1976 foram muito acaloradas quer na pré-campanha, quer na própria campanha de propaganda eleitoral. Houve até alguns incidentes dramáticos que lhes emprestaram alguma tensão. O candidato General Ramalho Eanes concitou o apoio dos 3 principais partidos: PS, PPD e CDS. O General tinha sido o nome e o rosto do operacional militar mais visível dos confrontos "bélicos", de contornos "pré-guerra civil", desencadeados em 25 de Novembro de 1975. Os líderes políticos estão representados, na imagem de Vitor Péon, por Mário Soares, Francisco Sá Carneiro e Freitas do Amaral. A propaganda oficial da campanha do Almirante Pinheiro de Azevedo insinuava que, através dos "seus mandantes" políticos, Ramalho Eanes iria ser o chefe de uma nova democracia musculada, próxima de uma disfarçada ditadura.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais 1976 (I)



As Eleições Presidenciais de 1976 foram as primeiras, democraticamente livres, realizadas em Portugal, desde há muito. No próximo dia 23 de Janeiro de 2011 realizar-se-ão as oitavas Eleições Presidenciais livres post-25 de Abril. Até lá iremos publicar umas folhas de propaganda originárias da campanha presidencial do candidato Almirante Pinheiro de Azevedo, que foi o 3º mais votado (14,37%). São muito pitorescas e, todas elas, foram executadas por Vitor Péon (1923-1991), grande desenhador de BD, e não só. Colaborou intensamente, por exemplo, no "Mundo de Aventuras". Para quem não se lembre, recordo que o vencedor das Eleições Presidenciais de 1976 foi o General Ramalho Eanes, que teve uma votação surpreendente de 61,59% dos eleitores, no conjunto dos 4 candidatos. Estas eleições tiveram lugar em 27 de Junho de 1976.

P.S.: para MR que, há algum tempo, falou destas folhas de propaganda.